O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sábado, 23 de outubro de 2010

"Ninguém sabe se no momento seguinte vai estar sobre dois pés ou quatro patas"

- ditado tibetano.

3 comentários:

saudadesdofuturo disse...

Todos sabem que ninguém sabe...

platero disse...

por uma possível regressão biológica ou pela metáfora das muletas?

abraço

MeTheOros disse...

Está-se sempre "a tempo de", no mesmo momento, estando sobre duas pernas, agir ou reagir com a cavalidade dum quadrúpede.

Se bem que, em tal verificando-se, é certamente a comparação mais ofensiva para o animal do que para o dito hominídeo: aquele age segundo o próprio da sua natureza, este regride à condição de arrecua.

Tudo está bem, pois, quando não acaba completamente mal.
Afinal, o relincho é livre e o coice é coisa mais que comum.