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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
viva a revolta
eram três. três pescadores de setúbal.resta um. uma esposa enlouqueceu.um morto, outro desaparecido, o último resgatado. eram três foram para o mar sem medo das vagas de 5 metros. medo temos da falta de alimento para a família. eram três... a dois o capitalismo matou-os.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Da Revolução
"Igreja Católica", para Agostinho [da Silva], é sinónimo da Comunidade "Universal" e "ecuménica" de todos os que firme e autenticamente se esforçam pelo fim de todas as divisões, discriminações, antagonismos e conflitos, a todos os níveis, do espiritual ao bélico, passando pelo racial, social, económico e político. Irredutível a qualquer religião e confissão e de todas integrante, mesmo [...] do ateísmo e do agnosticismo, ela é a comunidade revolucionária metanóica de todos os homens que lutam, sem nada destruir, pela transformação radical de si e do mundo. "Revolução" que exige "estudar", "pensar", mas sobretudo "ser" o mais plenamente possível, vencendo ascética e humildemente as resistências da "natureza", do "ambiente" ou das "ambições". "Revolução" que exige, como é timbre do culminar místico de espiritualidade agostiniana, encontrar e ser "a essência que a tudo liga", o que vale mais que dizê-lo ou escrevê-lo, enquanto se ora por que os outros igualmente o façam. "Revolução" que não é, enfim, senão o pleno cumprimento da mais funda vocação existencial de cada homem, vinda do absoluto.
Paulo Borges, Tempos de Ser Deus, A Espiritualidade Ecuménica de Agostinho da Silva, Âncora Editora, 2006, pp.188-189
Etiquetas:
acção revolucionária,
Agostinho da Silva,
Ecumenismo
agir
'a única chance dos homens está no devir-revolucionário, o único a poder conjurar a vergonha ou intolerável'
g. deleuze
é necessário responder ao acontecimento. não esperemos ordens!!!
g. deleuze
é necessário responder ao acontecimento. não esperemos ordens!!!
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