O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 3 de junho de 2011

two wings of the same bird

3 comentários:

rosadomundo disse...

O pássaro dos voos da distância presentificada que os une e colore de vistosas cores. São gaivotas, as asas que riscam o céu, como no verão dos mares e dos naveg(ares)...!

Abraço destes braços!
:))

rosadomundo disse...

Entre o rosa e o laranja, salve-se o rumo e o vento que se não vê no céu cinzento! ;))

MeTheOros disse...

Na ave (no pássaro, não sei) quando as asas se lhe alargam para o voo, as patas juntam-se como em prece.

Saudação vol_áctil.