O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sábado, 28 de abril de 2012

O(H!)VIBEJA aí estão as cabras com os seus brincos pendurados das orelhas as vacas e os porcos com seus piercings no focinho e nas narinas os burros com a sua calma legendária suas orelhas de abano de grandes mais eficientes do que auscultadores os cavalos lazões castanhos izabela prontos a serem montados por meninos e meninas aí estão os vendedores de algodão-em-rama e de amendoins e os cães domésticos puxando os donos pelas trelas aí estão as aves exóticas os papagaios araras e os garnizés e os pombos gordos que nem perus pelo Natal e os camponeses velhos reformados a não perderem nada pelos pavilhões arrastando os pés aí estão as avós puxadas pelos netos atrás dos fumos doces dos churros das farturas e os agricultores perdidos em projetos que rentabilizem a ingrata agricultura a água do Alqueiva os olivais a rega sem a qual a planta não tem seiva o vendedor de máquinas prometendo a entrega do tractor New Holland para virar a leiva a gente do governo pródiga em promessas : baixa de impostos subsídios sonhos os putos marginais virando a Feira das avessas limpando ao braço transpirações e ranhos aí estão os balões as espadas Excalibur os pavilhões de produtos regionais : os méis os queijos os enchidos maduros os cheiros assimilados a humores corporais entanto o Sol falece prós lados de Lisboa são horas de apanhar o autocarro - há quem vá de vagar há quem se apresse há os eternos retardatários distribuindo ainda o tinto que há num jarro até pró ano - a Feira estava boa podia estar melhor diz a mulher cansada perde a gente o tempo por aqui à toa com o raio da crise não dá pra comprar nada

102 comentários:

platero disse...

isto pretendia ter a estrutura de poema
o meu FacebooK, ou lá aquilo que foi,
achou por bem fazer tábua rasa do poema e apresentá-lo como prosa-lisa

assim fica então, que eu não sei mais como dar-lhe a estrutura inicial, quem não quiser não leia, se for mesmo muito escandaloso, haja quem aja sobre ele, fazendo-o desaparecer

a esse alguém deixo um BEM HAJA
ou será AJA?

João de Castro Nunes disse...

Que lindo poema dava
esta prosa tão bonita,
que por mim não me importava
de por mim ter sido escrita!

JCN

platero disse...

Obrigado, Professor

é sempre um privilégio muito especial
receber de si um comentário favorável

abraço

João de Castro Nunes disse...

Tudo o que tem qualidade
merece toda a atenção,
sendo uma felicidade
fazer-lhe justa menção!

JCN

criticoaleatorio disse...

1.ª PARTE

Caro Platero, não sei se leu a minha resposta à sua correcção de cizentismo nos comentários do Meditação na Pastelaria. Entretanto pensei em vir até aqui, para ver como escreveria o meu corrector, se o faria melhor que eu. Porque há quem escreva correctamente e só redija, e quem escreva correctamente e não redija, mas sim, escreva, e ainda quem escreva na ponta da unha, com o que só parece serem erros de gramática. Além destes casos, há ainda os que não sabem redigir, e são muitíssimo mais do que os outros todos juntos.

Para começar, o Platero não usa pontuação, o que, estou certo, me faz mais nervoso miudinho do que a si o meu cinzentismo. Sabe a razão porque não a usa? A mesma que o levou a dar espaço aos dois pontos a seguir à palavra a que deveriam unir-se. O problema é que não vejo porque há-de colocá-los dessa maneira (cf. promessas : / regionais : /). Mas não se preocupe, há até quem use os dois pontos em versos, assim:

Quis dizer-lhe quanto a amava
(mais que o mar imenso e a lua)
: logo a ouvi, corada e brava,
: tu queres-me é toda nua.

A quadra fi-la agora mesmo. Métrica certinha, rima rica. Fi-la para demonstrar os mais descabelados usos da pontuação, que na grandessíssima maioria dos casos se assemelha à falta dela.

Agora, passo a seu corrector gramatical, como se eu fosse professor (que não sou) e este seu texto, uma redacção (que não é).

Passando por cima de “O(H!)VIBEJA“, porque a brincadeira faz algum sentido, o de ter visto Beja, embora me pareça um pleonasmo do tipo “subir para cima”, pois se foi à Ovibeja, foi a Beja e não a Viana do Castelo. Mas enfim, passe, não sejamos mais fundamentalistas do que os bem-aventurados mártires do Islão.

Risco “piercing“ a vermelho porque, além de estrangeirismo, esse enfeite só é usado por humanos e nos mais variados sítios do corpo, desde a língua aos grandes lábios, passando pelas orelha e a sobrancelha direitas do José Luis Peixoto. Para bovinos e suínos use “arganel, argola“; também pode usar um regionalismo transmontano: “ferrão“ Deve haver mais, porém, como calculará, não sou nenhum dicionário de sinónimos.

Dupla nomeação: “focinho e narinas“ são um e o mesmo lugar anatómico onde se aplica o arganel. Ou focinho ou narinas, à sua escolha, já que nenhum deles funciona como realce do outro. É antes uma difusa imagem na memória do que viu.

Confusão sintáctica: “os burros com a sua calma legendária suas orelhas de abano de grandes mais eficientes do que auscultadores“. Transcrevo este trecho porque, depois de andar eu a pôr a pontuação, não encontro nenhum sentido para “de grandes“. Acrescento ainda: só falta ao SNS ser abastecido de orelhas de burro em vez de auscultadores de estetofonendoscópio.

Pleonasmo absurdo demais para que não lho faça notar: “os cães domésticos puxando os donos pelas trelas“. O pleonasmo mora em “domésticos“. Se fossem cães selvagens:
1.º - Teriam dono?
2.º - Puxariam os desgraçados humanos pela trela?
Erro ortográfico: “lazões“. Correcto é “alazões“.
Triplo erro, ortográfico, semântico e sintáctico (erro de número): “izabela.“ Escreve-se e diz-se "isabel", uma das cores da pelagem dos cavalos, tal como alazão, no caso acima. Porque deveria estar no plural, o correcto é “isabéis”. Comento com alguma benevolência que três erros numa só palavra é uma punhalada mortal no seu português.
Erro ortográfico: "garnizés". Escreva "garnisés".

criticoaleatorio disse...

2.ª PARTE

Erro ortográfico: "projetos", porque não adopta em outros textos do blogue, o AO de 1990. Se o tivesse adoptado, estaria certo. Em contrapartida, estaria errado algodão-em-rama que, nesse infeliz caso nacional, não leva hífenes. Um beco sem saída. É como se diz: morto por ter cão e morto por não o ter.
Erro morfológico. "Virando a Feira (maiúscula, a que propósito?) das avessas". A locução adverbial "das avessas" não existe dicionarizada. A mais própria seria "do avesso".
Erro sintáctico: regência imprópria em “os cheiros assimilados a humores corporais“. Deve ser “cheiros assimilados por“.
Erro ortográfico: “de vagar“. Obviamente, “devagar“.

Além destes erros mais visíveis, tem a incorrecção sintática, cinco vezes repetida, no uso do gerúndio: “puxando, prometendo, virando, limpando e distribuindo“, quando deveria ter utilizado o pretérito imperfeito do indicativo, antecidido do relativo "que": "que puxavam, que prometia, que viravam", etc.

Suspeito agora que já sei porque não usa pontuação. Perante tantos erros num texto tão curto, é legítimo concluir que não sabe pontuar.

Tenho para mim que o Platero deveria deixar de escrever. escrever no seu caso é um acto anti-social. Incluo mesmo cartas, privadas ou não. Vai prejudicar quem o lê. Não escreva, telefone. Tenho de concluir que falará muito melhor do que bate no teclado. No mais, gabo-lhe a coragem de ter criticado o cinzentismo, um neologismo, sim, porém hoje qualquer língua está cheia deles, e não fui eu que inventei este. e até gosto de os inventar. Mas isso é outra história.

Emanuel Saraiva

João de Castro Nunes disse...

Ante esta prosa sem jeito,
lenga-lenga despeitada,
faço acerca do sujeito
uma ideia... desgraçada!

JCN

criticoaleatorio disse...

Uma ideia de desgraça,
não a tem o Sr. Nunes,
recusa ver o que se passa
e deixa os erros impunes.

Diz que sofro de despeito,
ele que usa rima pobre,
eu que os erros enjeito,
ele que os erros encobre.

Digam lá se isto é parceiro
com que meu estro se meça,
se ido o verso derradeiro
logo assina a triste peça.

platero disse...

caro Emanuel Saraiva

o meu nome de batismo é António Saias, Platero é pseudónimo que recolhi de um velho automóvel Mini com que(m) eu dialogava com regularidade entre Évora, onde (sobre)vivo, e Armação-(?)de-Pera onde tinha dois filhos no Verão a passar Férias.
o meu carro era então Platero, sim, por via do burro companheiro de Rámon Gimennez, ou lá como se chamava o nóbel castelhano (não vou perder tempo a catar a grafia correta) e um dia roubaram-mo, e eu escrevi uma "Carta Aberta a um Ladrão de Automóveis", que cuidei de enviar para o Jornal " O Diário", minha leitura jornalística de escolha, e "O Diário" a publicou, e fez algum sucesso na altura - fui a Lisboa e vi no Cacilheiro um homem muito parecido com um cão que levava ao colo, os dois de nariz acachapado, não sei que raça de cão era, sei que era uma espécie de bonsai dos terríveis bulldogs, e o homem ia a ler a minha CARTA ABERTA, que ocupava, prodigamente ilustrada, as duas páginas centrais do periódico, lia e ria e afagava o pescoço do cão, e voltava a ler e a rir, de aí ficar eu convencido do inegável sucesso da prosa.
passados anos, não sei quantos, em casa de família amiga, em Ponte de Sor, uma das filhas do casal perguntou-me como se chamava o meu carro. o meu carro? como se chama?
como sabes que o meu automóvel tem nome?
e a miúda foi buscar o seu Livro de Leitura do DÉCIMO (10 grande a toda a dimensão da página)ano, e lá vinha, logo nas primeiras páginas, a minha dissertação sobre o roubo de Platero.
pensei que era uma roubalheira os autores da coletânea nem sequer me terem consultado, vá de telefonar para a Sociedade Portuguesa de Autores, para saber dos meus direitos, e ser de imediato esclarecido de que não tinha ponta de direitos porque livros escolares estão isentos desse ónus.
onde é que eu ia? já sei -outro dos meus pequenos sucessos literários foi ter descoberto em 2008, na NET, que alguns Grupos Corais deste país cantavam um pequeno poema meu musicado em 1978 por Fernando Lopes Graça ("dás oliveira frutos", que sugiro procure no You Tube, ainda vai a tempo, que eu passei 30 (trinta) anos também sem a ouvir.
já me perdi outra vez. ah, já sei, o meu amigo foi então à procura de malhar em mim só pelo atrevimento da minha observação sobre ci(n)zentismo. olhe que também é preciso ser sensível em extremo para uma atitude dessas

eu não sou escritor, nem crítico, agora até mesmo pouco consumidor de literatura por via da carestia do produto. melhor, da falta (diz-se agora de liquidez, não é?)de dinheiro para a sua aquisição.
dar assim de caras com a sua vasta e bem estruturada crítica deixa-me tão orgulhoso como quando vi o homem do Cacilheiro a ler a minha epístola.

mas é assim - o que aparece no BLOG
é como, deixe ver a metáfora, alguém tentar estrelar um ovo, e ele se esparramar no fundo da sertã
:

platero disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
platero disse...

1ª.parte de minha resposta a Emanuel Saraiva


o O(H)vibeja que o meu amigo leu - sem pontuação e de leitura difícil, acredito, é a transformação sofrida no processo de transferência do Face BooK (o poema original está no meu blog "antonio saias" - face book - onde poderá lê-lo como poema, admito que não bom na mesma, carregado dos defeitos apontados pela mão senão de um crítico pelo menos de um leitor superiormente esclarecido - a despeito de se afirmar não professor e não sei que mais.
é assim, meu caro, eu também não sou professor de português, nem lá muito perto, fui aluno do Régio em Portalegre mas sempre mau aluno, sou técnico de agricultura, certo é que também gosto de escrever. bem mais do que de falar, ao contrário da sua insidiosa insinuação em fim de crítica - que eu devia, em vez de escrever, fazer qualquer coisa menos digna, que já nem sei que seja. dispensava bem fechar a sua agradável prosa crítica com apontamento tão ligeiro

vou deixá-lo por aqui, tenho que ir cozinhar o meu jantar. não, não senhor, não vai meter ovo estrelado

muito sinceramente grato pela sua crítica. é evidente que o poema, se algum dia alguém tiver a temeridade (ah, já agora acrescentar que o número 26 da Colóquio Letras, de mil novecentos e troca o passo, tem também um poema meu - MEMÓRIA DOS SONS", tendo na altura recebido uma simpático elogio de um dos seus então diretores - o intocável Professor Jacinto do Prado Coelho)
temeridade, então, de o publicar, dizia, passaria necessariamente por uma leitura mais atenta, com expectáveis emendas, por que não de
Emanuel Saraiva?

perdoe-me que eu tenha mesmo que interromper

um abraço (tb não vou rever o que escrevi agora, es

platero disse...

QUADRAS

regar de ouro da quadra popular: cada verso ter 7 sílabas tónicas

ora bem:

Uma ideia de desgraça,
não a tem o Sr. Nunes,
recusa ver o que se passa
e deixa os erros impunes.

RECUSA VER O QUE SE PASSA - tem 8

OITO sílabas tónicas
certo seria, em matéria de métrica:

recusa ver o que passa

ESTAMOS ENTÃO CONVERSADOS
MEU CARO EMANUEL SARAIVA
POR ESTIMAR SEUS PREDICADOS
NÃO QUERO APONTAR-LHE RAIVA

TERMINAR SEM AZEDUMES
EIS UM DESFECHO BURGUÊS
UM ABRAÇO A CASTRO NUNES
ABRACEMO-NOS OS TRÊS

abraço mesmo a sério aos dois

platero disse...

BEM DE VER

REGRA e não regar

Emanuel Saraiva

também esta sua quadra
:
Diz que sofro de despeito,
ele que usa rima pobre,
eu que os erros enjeito,
ele que os erros encobre.

ERROS enjeito
ERROS encobre

esta repetição também não favorece o produto, vamos lá, confesse

começo a desconfiar de que ficou mesmo incomodado com o meu inocente "CINZENTISMO"

não vale a pena, creia, mais do que uma crítica, trata-se de uma simples reparo.
que nem foi levado a sério pela sua amiga, e, do que li de outros comentadores, prestigiada crítica literária

João de Castro Nunes disse...

O senhor Emanuel
e Saraiva de apelido
com seus versos de cordel
desafinou-me o ouvido!

Faça lá o favorzinho
de afinar o cavaquinho!

JCN

criticoaleatorio disse...

Se me insurgi, foi por causa do cinzentismo que me apontou neste seu comentário:

Blogger platero disse...

essa do CIZENTISMO é que eu também não entendo

não se dirá/escreverá cinzentismo a propósito daquilo que é CINZENTO?

ou trata-se de gralha?


É claro que, se o Platero não tivesse escrito este comentário e eu deparasse com o texto em questão, nada diria, tudo ficaria com os meus botões, se acaso ficasse.

No entanto, quem atira primeiro a pedra tem de saber se o telhado, sob o qual está, aguenta a resposta do vizinho.

Ora eu fui ver o telhado e deparo com uma boa porção de vidros na vez de telhas, e foi só pegar na minha fisga de puto e pim! pim! pim! - um a um partir os vidros todos, por onde depois entraria a chuva.

É evidente que nas coisas da escrita - poesia, prosa - cada um faz o que pode e a mais não é obrigado.

Agora na Língua (que, com o Acordo Ortográfico, estão também a levá-la não sei para onde, tal como o país), quem a usa para poesia ou prosa, isto é, para Arte, aquele "cada um faz o que pode" não chega. Muito menos fazer o que descuidadamente apetece.

O uso da Língua, correcto e eufonicamente criativo (musicalidade e ritmo, na poesia como na prosa), é condição indispensável para que o escrito seja um objecto de criação estética, isto é, de Arte.

Outras condições há, para que tal consecução se cumpra, mas essas não são para aqui chamadas, quer por eu não desejar exibir o que seja que tenha feito e faça, onde e por quem seja publicado ou literariamente referido (sob pseudónimo, digamos assim), por não me achar no direito de me meter nas suas recordações. Devo sim preservar o seu orgulho nelas. Afinal na sua memória existe um Mini chamado Platero, um jornal de título "Diário", uma cidade que me é muito querida por razões de vida.

Só que o Platero parece não pensar como eu penso em relação à Língua, que foi o meu primeiro amor e de que permaneço seu fiel amante, conheço-lhe bem o corpo, a sua ductilidade na posse, o seu brilho no que da posse fica. Devemos todo o respeito a um grande amor que se mantém ao nosso lado, que nunca nos trai, sem que nós deixemos de o trair, não obstante a maior fidelidade que possamos dedicar-lhe e também o maior cuidado.

criticoaleatorio disse...

Quanto ao verso com oito sílabas, as quadras foram feitas aqui na janela dos comentários. Antes estava "nega" que depois substituí por "recusa" para não haver tantos enes seguidos: Nunes nega e assim obter melhor sonoridade, esquecendo-me eu então de contar as sílabas. Fica pois "nega", apesar do que disse.

As quadras populares não são como as aqui feitas. Rimam só no segundo e quarto versos. Donde também não é obrigatória a cadência partida ao meio. De resto nessas quadras não é imposta nenhuma cadência, embora a dita toada seja a mais geral.

Nas outras, não populares, a cadência depende do ouvido de cada um.

ele que usa rima pobre,
eu que os erros enjeito,
ele que os erros encobre.


Esta cadência pertence a poemas, medidos ou não, em quadras ou não, com ou sem rima, e até me parece ter um tom clássico, dos séc. XVI e XVII.

Entretanto o Platero reincide, aponta-me a mim o que faz bem mais que eu:

8 sílabas métricas em três versos seguidos:

"ESTAMOS ENTÃO CONVERSADOS
MEU CARO EMANUEL SARAIVA
POR ESTIMAR SEUS PREDICADOS".

Quanto ao Sr. Nunes, já foi a resposta, dando de barato o tom em que desgarrou.

platero disse...

caro senhor Emanuel Saraiva

eu fico-me por aqui
o senhor está cheio de razão
mesmo no que toca à aberração do NAO,

um abraço para si, os maiores sucessos literários é quanto lhe desejo

quanto a mim, vou seguir o seu conselho: deixar mesmo de escrever
- nem recados para o cobrador da luz

João de Castro Nunes disse...

O senhor Emanuel
precisa de eliminar
esse mau sabor a fel
que o anda a avinagrar!

JCN

João de Castro Nunes disse...

O senhor Emanuel,
quer nós queiramos quer não,
com seus versos de cordel
mais não é que um cinzentão!

JCN

Nuno Dempster disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
criticoaleatorio disse...

Sr. Nunes, o que mais distingo nas suas quadras é serem más e, ainda por cima, lhes pôr marca como o cão alça a perna para definir território.

Fui a um seu blogue e encontrei uns versos à laia de soneto. É um direito seu, e de todos, escrever como e o que quiser no seu blogue. Só que, quando escreve que os meus versos são de cordel, está a meter-se com o que escrevo e comigo, sem ter lido nada meu, a não ser as quadrecas que aqui pus e que, sendo um deverimento, são bem melhores que as suas.

Fui a um blogue seu, dizia, e o que li em forma aparente de soneto pôs-me os cabelos em pé, não imagino ser possível fazer coisa pior com a pretensão que mostra.

Olhe, deixo-lhe três sonetos que mandei para o lixo. Pertenciam a uma série de dez, da qual só publiquei três em livro. A estes que aqui ponho, juntam-se mais quatro, portanto sete que considerei sem qualidade para fazerem parte de qualquer livro meu.

Como estão no lixo, são lixo. Pode ficar com eles, escrever-lhe JCN por baixo, cuspir-lhes em cima, queimá-los. Me cago en la leche, como diz o calão dos nossos vizinhos. O meu lixo para mim não vale nada. Posto isto, é tanta a sua medíocre empáfia que escreve nos seus "bonecos" ultrapassar Dante e Camões. Haja Deus! Tudo tem limites.

Aviso: estes sonetos do lixo e todos os mais da série vão em decassílabos heróicos (sem nenhuma falha) e rima toante, segundo o esquema rímico clássico ABBA ABBA CBC CBC. Se não souber o que isto é, o Google diz-lho.

*

Quedemo-nos assim, nada se queira,
nem queiras as palavras; as escassas
palavras no limite não abarcam
o silêncio de ser-se o mundo inteiro.

Não as usemos, Lídia. Venha a sombra
e nos contenha a voz e nos sossegue,
deuses olhando as árvores e a terra
que amadurece o pão sem horizonte.

Aí os rostos breves mansamente
se dissolvam no olvido do que somos
e em nós o que seria sede efémera.

Sintamos, esquecidos. O silêncio
não definas, guardemo-lo: sem nome,
a luz que dele mana prevalece.

*

Baixa a noite entre as árvores o sono:
imagino-te, Lídia, a ver lá longe
o dia cair ermo no horizonte,
silêncio que te afasta do fulgor.

Não o temas. São íngremes as trevas
se na lembrança não houver o sol;
mas tanto havemos, Lídia, que a memória
não nos dirige os dedos, os preserva.

E ainda que a saudade do teu corpo,
descendo a noite, o vá despindo, lenta,
não é o teu, sou eu por ti doado.

Olvidemo-nos pois, castos no absorto
crepúsculo dos sonhos não os tendo:
serão sábios os dedos assim dados.

*

Quedemo-nos assim, nada se queira,
nem queiras as palavras; as escassas
palavras no limite não abarcam
o silêncio de ser-se o mundo inteiro.

Não as usemos, Lídia. Venha a sombra
e nos contenha a voz e nos sossegue,
deuses olhando as árvores e a terra
que amadurece o pão sem horizonte.

Aí os rostos breves mansamente
se dissolvam no olvido do que somos
e em nós o que seria sede efémera.

Sintamos esquecidos. O silêncio
não definas, guardemo-lo: sem nome,
a luz que dele mana prevalece.

Nuno Dempster disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João de Castro Nunes disse...

Que seca, pá! Afine o violino! Sonetos piores... só os do Vasco de Soiza! C'um carago! Pobre Lídia! JCN

João de Castro Nunes disse...

Será que o seu "lixo", pá, é o melhor que possui... para mostrar-me? Estou em crer! A mina "marca" é que nunca levariam! A tanto... não desço: seria demasiado "cinzentismo" para quem pretende medir-se com Camões". C'um carago, pá! JCN

João de Castro Nunes disse...

Corrijo a gralha "mina" por "minha". JCN

Nuno Dempster disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João de Castro Nunes disse...

Não é "dixit"; é "dixi", primeira pessoa do singular do pretérito pereito do verbo que em latim significa "dizer"! Acaso não sabia? Há que respeitar as concordâncias, pá! E... as distâncias! JCN

João de Castro Nunes disse...

Imoriviso, em jeito de despedida, lamentando o fortuito (des)encontro:

Nunca, senhor Saraiva, se escreveram
sonetos tão perfeitos como os meus,
cantando o Amor e a confiança em Deus,
que meus poemas sempre... enalteceram!

Não canto coisas reles, detestáveis,
ao nível das sarjetas, que detesto,
o que, à primeira vesta, é manifesto
nas minhas poesias... impecáveis.

Pena me dá, senhor Emanuel,
não ser capaz de eliminar o fel
que lhe envenena os fígados, a ponto

de não poder reconhecer a altura
da minha inspiração, posta em confronto
com sua desprezível criatura!

JCN

João de Castro Nunes disse...

A rematar, em verónica:

Têm carta de nobreza os meus sonetos,
têm sangue azul e raça comprovada:
não se confundem com qualquer cegada
proveniente de banais caretos!

JCN

João de Castro Nunes disse...

Embora tenham certa afinidade, corrijo "cegada" para "cagada", por eventualmente se tratar de uma... gralha. JCN

criticoaleatorio disse...

Pobre Sr. Nunes, parece sofrer de esclerose múltipla cerebral.

João de Castro Nunes disse...

Vossemecê... acha mesmo ou é só "parece"? JCN

João de Castro Nunes disse...

No meio da saraivada
o Platero frz um manguito
e batendo em retirada
o dito deu por não dito!

JCN

João de Castro Nunes disse...

Altero o 2º verso para:

Platero fez um manguito

JCN

Isabel Metello disse...

Só uma questão :) por que esta necessidade mórbida, maléfica, malvada (MMM:) de afastarem do spot, não raro com as ofensas do JCN, Pessoas Elevadas? É algum tipo de descentração comunitária que desconheço ou algum rito de exclusão?

Criticoaleatorio, os sonetos são lindos e muita sorte tem quem lhe serviu de Musa, para além de que a sua Sabedoria é encantadora!

Me encantán las personas exquisitas!

Platero, dê um abraço por mim ao templo de Diana, que foi, em idos tempos, vilmente transformado num talho- furaram as colunas e tudo para lá porem a porta do dito espaço comercial, os pulhas!-; à anta (não é o JCN, é a anta mesmo...:); e aos menires (eu sei que não são menires, mas não me lembro da designação...:) virados para o Sol, que alguns ignorantes moveram do local, não percebendo O Seu Significado Esotérico!

Quanto à OviBeja, que pena não ter ido- têm lá burros? Ai, adoro burros, são Animais tão queridos! Numa última Feira, mais a sul, a minha Sobrinha ficou pasma ao ver-me acalmar um cavalo em pânico nos estábulos com os flashes das máquinas fotográficas e com o barulho infernal circundante ao som do oooooommmmmmmm...

O que me leva ao Princípio do Verbo Integrar pelo Respeito, não excluir pelo mesquinho (mais um m, ao qual se poderia juntar o de medíocre...:) despeito...

Isabel Metello disse...

E aviso já o JCN- não se atreva a baixar, mais uma vez, o nível médio das águas do charco, senão sou Mulher para lhe fazer uma pega de frente e enterrar-lhe os cornos no chão!

E mais não digo senão cairia na maldade, mas apetece-me, ai se me apetece!!! É caso para se dizer que, hoje, estou com o unicórnio virado- sou mais rinocerôntica que taurina!!!

Ai, o caneco!!!

Vá lá :)

http://www.youtube.com/watch?v=_dErAZL1Hr8

http://www.youtube.com/watch?v=bMltvlqEM54

Isabel Metello disse...

E aviso já o JCN- não se atreva a baixar, mais uma vez, o nível médio das águas do charco, senão sou Mulher para lhe fazer uma pega de frente e enterrar-lhe os cornos no chão!

E mais não digo senão cairia na maldade, mas apetece-me, ai se me apetece!!! É caso para se dizer que, hoje, estou com o unicórnio virado- sou mais rinocerôntica que taurina!!!

Ai, o caneco!!!

Vá lá :)

http://www.youtube.com/watch?v=_dErAZL1Hr8

http://www.youtube.com/watch?v=bMltvlqEM54

João de Castro Nunes disse...
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João de Castro Nunes disse...
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João de Castro Nunes disse...
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Isabel Metello disse...

Sua Eminência, não é Meirelles, é Metello (sobrenome patronímico, mas sou da parte da família menos in, tenho grandes laços afectivos com o nome e até o considero muito gráfico, mas como tb acredito na reencarnação, é para o lado que durmo muito melhor se é in ou se é out (eu sempre fui uma outsider- é onde me sinto melhor, pois nunca me orientei pela mente de alguém, gosto de deter uma capacidade crítica individual pró-activa, o que neste país leva logo a forças de atrito consideráveis, pois, lembrando-me da OviBeja, adoram "rebanhos de pensamen to", só têm guts se incluídos em grupois, caso contrário, na maioria das vezes adoram o low profile (cuidado com os low profile, pois os maiores criminosos e psicopatas assim se camuflam- são como os carteiristas da carreira 45- fingem que estão bem vestidos com uma gabardina (no Inverno:), colocam um braço numa das mangas e o outro está livre e é rápido como uma seta a mexer nos bens do alheio- eu cheguei a ver aulas práticas, mas sabe que avisei sempre as pessoas, mesmo sabendo que poderia apanhar uma tareia no Campo Pequeno (ainda que eles saíssem, geralmente, no Saldanha ...:). Mas dizia eu- por que a causa da minha displicência face ao in e ao nout, o que é isso???!!! Se calhar na outra vida fui uma formiga...
Retenha, please, estas palavras na sua massa entrefálica, sorry!- encefálica- não aprecio nem ausência de competências de debates com base em conceitos como detesto alcateias focadas num só alvo, num contexto de auto-de-fé, bulllying ou mobbying, o que vai dar ao mesmo- desde pequenita que sou assim- é inato- preferia e prefiro apanhar tb por tabela, aliás, tenho toda a Honra do mundo nisso, nem que o criticoaleatorio fosse o meu melhor inimigo (digo melhor pois são os nossos inimigos que nos fazem evoluir, sem se darem conta, são instrumentos Divinos da nossa autosuperação e, como tal, temos de lhes estar gratos ( o que não implica passividade perante a maldade, muito pelo contrário- pacifismo tb é acção...:), para além de termos a obrigação de sermos gratos para com os nossos Amigos (só Almas Elevadas o conseguem, o resto é sarrabulho...:).
E muito menos aprecio quando um debate descamba para a baixaria (e o padrão que tenho constatado- se quiser até lhe posso fazer um gráfico comprovativo em forma de queijo, para que as percentagens sejam de mais fácil leitura- quando V. Eminência está presente, a conversa em vez de se aprimorarem pela polilogia descambam na pura baixaria, ainda que em forma de muito popular poesia (confere :). Se se tratasse de um mano-a-mano eu nem algo diria, só se um se passasse a tal ponto e fosse de tal forma injusto e violento que ver-me-ia na obrigação ética de o fazer! Tb sempre assim o fui!
Sabe, um raciocínio muito indutivo, mas que acalento como verdadeiro pelo empirismo vivencial:) há muito poucos muito Bons, muito poucos muito maus, mas milhões de gente que está no meio, caindo para um lado ou para o outro conforme os seus interesses umbilicais, o que, no fundo, os situa nos muito maus, pois são por estes facilmente detectados e manobrados. Os muito Bons tb os detectam à distância de um glimpse tanto a uns como a outros.
E Sua Eminência vai dizer :) quem és tu, formiguita, para almejar...? Eu respondo-lhe :) tão só eu...
Agora, Sua Eminência faz sempre o papel de alter ego, de ego cegamente apologético do Platero- terá as suas razões, mas por favor, poupe-nos aos seus básicos refrões- e até o Platero, como homem, sentir-se-á de certeza desvirilizado- digo eu, como mulher, que só aprecio Bravehearts...

João de Castro Nunes disse...
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João de Castro Nunes disse...

Tenha tento, menina Meirelles, tenha tento! Não se meta em brigas entre varões de barba rija: pode ficar varilizada, digo, virilizada! JCN

Isabel Metello disse...

Olhe, Sua Eminência não estique o elástico que ainda lhe dá no capachinho! Se há aqui alguém dado a "rebarbadices" como disse é V. Eminência, que se revela, de facto, uma verdadeira seca, como disse ao criticoaleatorio, para além de um autêntico reaccionário machista e chauvinista- já cá só faltava a misoginia provinciana da Farinha Amparo que postula que uma Mulher não pode ter guts que é logo virilizada. Poupe-me ao seu provincianismo tão medieval!!!

Pois digo-lho na facies :) sempre fui corajosa, apesar de ter pânicos e fobias (não há Coragem sem medo, senão tratar-se-ia tão só de irresponsabilidade...:), e sempre fui feminina, e até sou homofóbica por aquilo que vi até hoje- não o era, respeitava as orientações com humanidade, mas depois de tudo o que constatei, tornei-me.

E mais acrescento que como tudo na minha vida se o fosse assumia-o- não seria como muitos e muitas que se casam na igreja a olhar para o padrinho e/ou madrinha e têm casamentos de fachada, mesmo com Filhos. Na rua e em casa são uns machos/umas ladies femininas, no "escurinho do cinema" são umas butterflies e umas camionistas do pior!!!

Quando me chama de Senhora fá-lo bem- continue- estive 18 anos com o meu ex-marido, o Pai da minha Filha, que Amei e tive Outros Grandes Amores na minha Vida, nunca gostei de banalidades! Não ando por aí nem procuro o que sei que só Deus me Fará Encontrar...Acima de tudo, sou Mãe!

Como tal, Respeitinho e lamento desapontá-lo, mas esse estereótipo deve-se encaixar nalguma amiga ou fantasia sua! Olhe, se ao menos o estimulasse a escrever melhor!

Isabel Metello disse...

Quanto às benzeduras, digamos assim, para corrresponder ao provincianismo, então, o que direi eu???!!! Tenho de tomar um banho de imersão em Água Benta, sal marinho, encher a casa-de-banho de velas brancas e Orar a Deus ininterruptamente durante 7 dias! Vade retro,, criatura malévola, maledicente, malvada, mesquinha e medíocre!

João de Castro Nunes disse...

Acha, menina Meirelles, que tenho idade e pachorra para ouvir... as suas confidências?! C'um caneco! JCN

Isabel Metello disse...

Pois agora, vai ter de a ter se tiver algum sentido de Honra, o que já é tão démodé, não é???!!!! Pois, nesse campo, ainda sou muito epopaica e bushidiana- que quer? Leio Camões desde tenra idade e adoro o sentido de Honra Japonesa, nomeadamente dos kamikases que morreram pelo Imperador- Os Meus Imperadores São Deus, Jesus e O Espírito Santo e Os Princípios que Deles e do Berço Que me Embalou recebi e até hoje soube honrar!!!
São Homens desses (refiro-me a Camões e aos Kamikases...:), já tão Raros, que me encantam, logo, não se procuram, Encontram-se!!! Claro que já me enganei (ui!!!:) em muitos casos (então, nos dois últimos S. Selência como especialista em Direito, se soubesse "da missa a metade" levava as mãos à cabeça e perguntar-se-ia- que Justiça há neste país???!!!!

E deram mesmo para o torto-esta minha obrigação Cristã que me imponho de sempre perdoar (estou sempre em processo de reciclagem e os sentimentos positivos impõem-se sempre aos negativos, por isso tenho de escrever os negativos, para me purificar...:), tantas vezes, o imperdoável, e de dourar a lata deu em alguns profundos desencantos, logo, ainda estou em fase de luto profundo, como tal, sou como V. Selência- uma viúva que não negra- só sou negra, no sentido de mulata, no Interior que a minha Mátria me Legou e Alguns Colos me Protegeram e Protegem com A Sua Sublime Amizade, A Quem devo Uma Eterna Gratidão e por quem daria a Vida!

Talvez daí os estereótipos que lhe confundem as meninges- estou habituada, deixe lá, pois, no fundo, o que se trata é de um profundo choque cultural- O Meu Berço É verdadeiramente Cosmopolita e Intercultural, não escrevo uma linha que não sinta, não faço uma Amizade que seja com base em interesses (bragh!:), para isso prefiro estar sozinha!
Tb, durante tantos anos, não tive vida social alguma (até tive de me afstar de Amigos...:), logo estou habituada à solidão, que até é boa como base de introspecção. A sociedade de consumo objectivante implantada num país que venera as aparências indulgentes no palco, descurando as essências nos bastidores canalizou ainda mais as pessoas para o exterior, pensando que seria aí que encontrariam a felicidade- encontraram o vazio- eu sempre fugi dele- eu sempre me canalizei e canalizo para o desenvolvimento do interior e isso requer Paciência, Resiliência, Meditação, Reciclagem de emoções....!

Aliás, eu não sou racionalista- primeiro intuo, depois sinto e só depois racionalizo objectivamente os dados que a Vida me vai dando, tanto na vertente pessoal como na académica/profissional e não me tenho enganado, quero dizer quando me enganei foi quando fiz um esforço enormérrimo para que a Emoção me toldasse a Intuição e deu no que deu (talvez por isso, hoje, a Intuição e a Hiper-vigilância sejam as minhas Cápsulas Protectorasa, até porque, depois de tudo, não deixo que mais alguém se aproxime com más intenções que feriram, antes de mais, a minha Filha, por Quem tb dei e dou a minha vida...mais ninguém voltará a usar o meu trabalho e a minha vida, nem os meus Sntimentos Elevados, nem que, depois da minha Filha atingir a maioridade vá para um mosteiro budista!!!
Sua Selência, como especialista em Direito, sempre tortíssimo em Portugal nem sabe o que é passar pelo que tenho passado- ou pensa que estou fechada numa varanda porque gosto???!!!!:) Ou pensa que como qualquer pessoa com Direitos não gostaria de ver os nossos defendidos como seria de esperar, depois de tanto Sofrimento e desgaste???!!!! Sabe há quantos anos estou nisto???!!! Há mais de 10!!!

Isabel Metello disse...

Por falar nisso, se é Professor de Direito, então por que é que em vez de se dedicar à poesia popular não defende o Inspector Gonçalo Amaral e a Dignidade de Portugal, a Sua Pátria????!!!! Pode doer, não é????!!!! E isso sim, seria chato, uma seca, pois teria de descalçar as pantufas!!! Eu sei, mas são esses os "testes do algodão"! Quem tem tenm quem não tem já não lhe nasce!!! Fartam-se de falar do 25 de Abril e actualizam todos os dias que não santos a matriz de uma oligarquia imoral, criminosa, asquerosa, que tantas vítimas já fez, i.e., são os verdadeiros hedeiros de quem tanto renegam e até piores, pois ao menos o Professor Oliveira Salazar- se a criatura socrátrica se diz inginheiro- por que não dar o tratamento formal a quem o mereceu???!!! Não sou salazarista, muito pelo contrário- se vivesse na época, daria com certeza com os costados no Tarrafal, e sou Filha de quem enfrentou a PIDE de forma rinocerôntica, não passando de "bufo" a revoplucionário do 24 para o 25, mas ao menos o POS tinha Honra- nunca roubou um cêntimo do Estado, morreu pobre e só passou umas férias no Forte de S. Julião da Barra!!! Mas reforçou uma matriz falsa beata cinzentona e obstaculizante de verdadeiras competências individuais pró-activas de cidadania, matriz que vem desde o discernimento analítico de Sertório, passando pela I República, à II e, agora, à III, onde verdadeiros criminosos roubaram um povo, hoje, na penúria, e se safam pela matriz do Direito Romano, regulamentado à la carte, conforme as conveniências e interesses oligárquicos! É uma vergonha- daí que sejamos tratados como um país de 3º mundo e sejamos uns verdadeiros lacaios de certo país, não se importando este sistema de imolar cordeiros em autos-de-fé ignóbeis para manter as aparências e capitalizar parcerias lucrativas.

Olhe, fiz um Mestrado com nota de 17 valores (com excelentes Professores, excepto um (o que proporcionalmente vale 0...:), e Um Orientador que É Um Senhor e Um Eminente Teórico, ...:) e defendi uma tese de Mestrado com Summa cum Laude, já estando no Doutoramento (tb com sumidades...:) e trabalhando muitas vezes em regime de escravatura (UNI) e de voluntariado. Sempre cumpri com brio qualquer trabalho honesto- desde empregada de limpeza numa loja, a balconista em várias, a copy writer, a criadora de conteúdos para vários suportes, a buzz marketeer, a community manager (até da RCEC:), a autora de projectos de negócio apresentados a duas instituições de prestígio (DNA Cascais e Acredita Portugal) que com júris conceituados os valorizaram, só que as voltas que a vida deu não me permitiram avançar (tenho prioridades e uma delas é ser Mãe, é ser uma Base Emocional Primordial de Uma Criança que já tanto sofreu pelas maldades de tanta gente como S. Eminência no sentido da anulação social da sua Mãe e sempre resisti, com resiliência, mesmo quando o mundo me foi tirado debaixo dos pés, não me verguei quando algumas pessoas mal formadas queriam tirar proveito dessa fragilidade conjuntural- a minha resposta recorrente foi um NÃO peremptório (talvez por isso esteja desempregada, pois não tenho a flexibilidade espinal necessária num país pleno de "rebanhos de pensamento" reticulares que penalizam quem pensa por si próprio, os enfrenta e combate e quem não se verga, i.e., quem detém Honra ...:) preferiria morrer...não tenho medo da morte, sou Cristã e tive uma Vida Decentíssima, logo, quando partir, vou para junto de Deus e da minha Avó e saio deste mundo imundo, que já me enoja de tão hipócrita e maléfico que é...:); criei marcas minhas para esses projectos, coso à mão como a minha Avó me ensinou, desde os 3 anos de idade, reciclo as roupas da minha Filha e as minhas, recebo roupas em 2ª mão de pessoas da Família que sempre ajudei em vários campos e que me viraram as costas nos momentos mais difíceis da minha vida ; crio os meus próprios acessórios há mais de 20 anos (herança Moçambicana...:); tenho sido investigadora (no

Isabel Metello disse...

sentido de researcher e investigator, pois a minha tese assim o exige...:); recebi por mérito, com valor máximo em todos os requisitos, sem cunha alguma, duas bolsas pela FCT,
sendo, ao mesmo tempo, Mãe, Mulher, Companheira, Enfermeira, saco de pancada, bode expiatório e respiratório, doméstica, Irmã, Filha e Amiga, tantas vezes, traída, enxovalhada e humilhada (lá está, quem se humilha aos Olhos de Deus é quem humilha...eu não o quero humilhar, apenas lhe quero impor limites, pois já os ultrapassou todos...ser Cristã tb implica impô-los, pois a natureza humana não entende o conceito de Dar a Outra Face e olhe que lha dei várias vezes, mas não me vai dar outra estalada virtual mais alguma vez sem levar resposta- a isso chama-se pedagogia vivencial...:); publiquei 9 artigos em conferências internacionais, sem cunha alguma, contrariamente a tantos meninos e meninas que por aí se pavoneiam e tenho um percurso académico e profissional limpérrimo (nem uma milésima de indignidades (bragh!:), tb contrariamente a muitos protégés(ées:) sobre a interculturalidade e o simplismo dos estereótipos, rótulos redutores de mentes simplistas e indutivas!
Claro que relativamente ao assunto atrás abordado, incorporei-os por ter-me defrontado talvez com gente sem carácter absolutamente algum que tanto mal provocou à minha Filha e a mim, vendo-nos em guerras egocêntricas e territoriais que nada tinham/têm a ver connosco, a seu tempo devidamente deslindadas e em sede própria defrontadas comme il faut!-não tive sorte, pois certamente haverá gente com Carácter, não sei-limito-me a ser humana e a ter estímulos condicionados pavlovianos que ultrapassam a minha vontade de permanecer cosmopolita no que concerne ao tópico em questão!

E se Há Algo que prezo em alguém é o Carácter, Essa capacidade de ser Um Embondeiro mesmo nas piores tempestades!
Ter-se carácter nos momentos fáceis é tão facílimo, não é???!!!!

Pois é- eu tenho-o, não me desvio um milímetro, nem que uma das vacas da OviBeja tussa em Japonês!!!

Por falar nisso, já que estão em Évora, certifiquem-se in loco do que digo ou será que o veneno tb aí chegou???!!! Se chegou é porque quem nos mostrou os menires e o dolmmen está bem modelado!!!

Vão a Portalegre e aí sim encontrarão o perfil que procuram (mera legítima defesa, principalmente da minha Filha!!!:)

Como tal, au revoir, sou tão só humana, não posso estar sempre a levar pancada e a baixar a cabeça- já chega! Fartei-me de levar a minha vida toda e sempre a perdoar o imperdoável! Não me vou desviar do Perdão, mas se tiver de avançar tipo tractor (já que estamos a falar de agricultura, não hesitarei um segundito que seja!!!:) De facto, todos aqueles que não passaram pela Guerra Colonial e/ou pela Ponte Aérea (convenhamos que muitos tb já se aculturaram a esta matriz provinciana (no mau sentido queirosiano e camiliano!:), falsa beata cinzentona e hipócrita, armada em pseudo-intelectualóide, são uma cambada de imaturos espirituais e cívicos que se matam no Pingo Doce por causa de um pacote de arroz! São os mesmso que matam um irmão ou um vizinho por um nesgo de terra ou que escondem a comida quando um vizinho toca à porta!
Espero que tenha sido clara!

Isabel Metello disse...

Ah, quanto à barba rija- não se incomode, detesto imberbes (Lat = sem barba! :) tanto físicos como espirituais/mentais e sempre preferi ter Amigos homens do que mulheres, talvez porque a maior parte destas sempre me detestou/deteste (principalmente aquelas a quem a Mãe Natureza não foi muito Generosa-por que será???!!!!:), mas tb tenho Amigas (muito poucas, mas Pessoas de Carácter!:). Admiro a Vera Sabedoria, que se distingue de acumulação de conhecimentos, seja pronunciada por qualquer género!

Bem, já fiz a minha terapia online, obrigadíssima, fique com Deus e se tiver oportunidade abrace-se a uma árvore- vai ver que é um sistema de drenagem de energias negativas fantástico; caminhar desclaço(a) na relva ou na areia da praia tb tem o mesmo efeito; e se souber nadar (veja lá- eu, uma mulher de quase 44 anos nado, jogo futebol, volleyball, basketball, muito bem e sempre ensinei a minha Filha- não sou de ir para a praia para estar esticada ao sol tipo diva, aliás nem consigo, pois sou hiperactiva e só consigo ficar no mesmo sítio mais do que 16 horas ao computador a escrever, pois aí estou a caminhar, entende???!!! É um verdadeiro escândalo- se fosse na Idade Média seria queimada na fogueira como bruxa- se calhar noutra reencarnação até fui!!!

http://www.youtube.com/watch?v=zrzMhU_4m-g

Adoro esta :) http://www.youtube.com/watch?v=Ej1zMxbhOO0

João de Castro Nunes disse...

Gostei do sermão, menina Meirelles, mas por favor... não repita a dose! oi... um prazer! JCN

João de Castro Nunes disse...

Corrijo a gralha "oi" por "Foi". JCN

João de Castro Nunes disse...

Um dia, na Universidade de Salanca, onde leccionei durante cinco inesquecíveis anos, tive o ensejo de ouvir uma brilantíssima palestra do Professor de História da Arte, Rafael Láinez, que se dizia não andar muito bom da cabeça, dado o seu pendor para a excentridade. Dessa vez, tendo levado uma calorosa salva de palmas, aliás bem merecidas, saíu-se com esta: "Bem, meus senhores, já que tanto gostaram, vou repetir!". Efectivamente, o Prof. Láinez tinha-se irremediavelmente passado dos carretos: acabou... num manicómio, mas a graça... ninguém lha tira! JCN

Isabel Metello disse...

JCN, os maiores malucos estão cá fora, não sabia???!!!! Os psicopatas, por ex., parecem uns cidadãos muito respeitáveis, talvez por isso sejam tão difíceis de ser apanhados até por profilers especializados! Sabe o que é um profiler, não sabe?

Pensa que me ofende por me chamar maluca???!!! Ó senhores, foi gente dita maluca que fez e faz evoluir o mundo!!! Olhe Galileu Galilei, Kant, Rachmaninoff, Dalí, Einstein, Mike Wallace...Mas não me estou a querer comparar a estes malucos saudáveis geniais, como é óbvio!

Olhe, até lhe digo- tomara eu estar já passadonha de todo, e esta lucidez não me desencantar tanto, pois até poderia ter a sorte de ir parar a uma ala dos pacíficos a falar de Anjos e de Arcanjos e a caçar borboletas.

Certamente, aprenderia muito mais do que com gente que se diz "normal", eu diria mais- normalizada, sistémica, chata, bolorenta, não inovadora, velha (atenção a velhice não tem algo a ver com a idade- há pessoas de 30 anos que são uns velhos autênticos e outros de mais idade que, pela Sabedoria estão, per se, rejuvenescidos :), invejosa, mesquinha, malvada, melíflua, mentalmente pequenina, de horizontes mínimos, et caetera..eu avisei-o!!!

Mas prometo-lhe uma coisa :) quando eu me passar mesmo, mando-lhe um bilhetinho por uma fadinha e vai-me lá visitar e garanto-lhe que quem lá fica é V. Selência, depois de uma análise bem sólida da equipa de psiquiatras! Aposto que ficaria na ala dos irrecuperáveis!

Antes maluca saudável que normalizado alienável! Leia O Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão!!! :)))

Audaces fortuna juvat!, como diz o lema dos Comandos uns gandas malucos, mas com eles no sítio, contrariamente a muita gente!!!

João de Castro Nunes disse...

Sabe, menina Meirelles, que também já estou a achar "graça" à sua assumida maluquice, muito embora, pela idade, os tenha já... fora de serviço?! JCN

Isabel Metello disse...

Ó senhor, estava a falar em termos metafóricos e, nessa base, pode-se tê-los ad aeternum!!! Credo, mas eu lá ia descer ao nível do concreto objectivado e objectivante! Jamé (do Lino :)
Por exemplo, a metáfora paralela para Mulheres, Aquelas que têm guts deveria ser :) "tem ovários", mas como metáfora! Pois mesmo alguém que os tivesse extraído por qualquer complicação de saúde poderia permanecer Corajosa e feminina! Apre!

Falei dos Comandos pois, no fundo, sem fazer a tropa, já fiz várias recrutas e até já tenho divisas :))) ah! E porque os Comandos foram os únicos que se recusaram a sair de Moçambique para proteger as populações indefesas- tenho-lhes uma Gratidão Eterna!!!

Já estou a gostar, outra vez, mais de Sua Senhoria, por gostar da minha passadice assumida- ai, tenho de reconhecer :) há uma Comanda e uma excêntrica dentro de mim, che fare???!!! Não sei, gosto de laranja, abomino o beige!

Quanto às borboletas, como há-de ter concluído, tb era uma metáfora, mas eu lá caçaria borboletas, "as telas com asas" como Dalí diria para as espetar em alfinetes???!!!! Nem passadinha de todo por um passe-vite!!!! A propósito das butter que fly :)http://briefnewworld.blogspot.pt/2009/06/repost-simetria-cosmogonica-de-ultima.html

Ainda bem que já aprecia mais a minha maluquice assumidíssima se esta for tomada em conta como criatividade, aquilo que os marketeers chamam de "pensar fora da caixa" (bem, eu nem me imagino dentro de uma pois tenho claustrofobia (o filme de Hitchcock que mais me marcou foi o do enterrado vivo dentro do caixão-ah e há outro horrível baseado em factos reais- o Double Jeopardy- por isso, quando for para Lá quero ser cremadinha e veras minhas cinzazinhas espalhadas pelos Mares dde Moçambique- se for na praiab do Inhassoro, então, descansarei em Paz!!!
De facto, tenho tantas fobias (a cobras e aranhas não, é engraçado, não me fazem impressão alguma, só as humanas, essas sim!!!:) que qualquer dia, sou um catálogo!!!
Quanto à excentricidade, tb gosto, pois isso só revela que mantive a minha Matriz Africana- tb saio à minha Tia mais velha, uma das primeiras Professoras Primárias de Portugal, com teorias teológicas fantabulásticas! :))) Até porque excêntrico é aquele que foge do centro, logo, expande-se! :)

Bom domingo e lembre-se que a Coragem é inata e eterna, não tem idade! Olhe o meu caso- quanto mais velha fico mais riocerôntica me torno!!! Quem disse que envelhecer é mau???!!!! É óptimo, perdemos pachorra para muita coisa, focamo-nos só em quem e no que nos interessa, afastamo-nos, cada vez mais, do acessório (exceptuando figuras sempre superficiais...:), damos cada vez mais valor ao que realmente o tem, enfim, é um amadurecimento essencialmente espiritual!!!

João de Castro Nunes disse...

Menina Meirelles: por que naão vai meta-foricamentr descarregar a sua loquacidade no senhor Saraiva?!... Se, entretanto, quiser entreter-se... leia os mil e quinhenos sonetos meus que integram o meu blogue sob a desinação de jcnsonros. Pode até comentar, sujeitando-se àminha prévia aprovação. E diga lá: ficam atrás de Dante ou de Camões?... Bem se vê que o tal senhor Saraiva tem um sentido crítico... muito aleatório! "Enveja", menina, "enveja"! JCN

criticoaleatorio disse...

Vamos lá ver se isto chega aos 100 comentários.

Ó Sr. Nunes, pelo que pude coscuvilhar, tem uma tendência medieval para a prolificidade cunícola. Agora que os ditos coisos secaram ("muito embora, pela idade, os tenha já... fora de serviço", escreveu), virou-se para a versalhada e o papel é que as paga? Mil e quinhentos quê? :-))))

João de Castro Nunes disse...

Sonetos, pá, sonetos! Ainda não se apercebeu... na sua aleatóris coscuvilhice?... Quantoaos "coisos", fique sabendo que murchar não é o mesmo que secar! Acaso vossemecê já foi capaz de parir algum... coelhinho?! Ou ficou-se pelo "aleatório", à laia das suas cinzentíssimas críticas? JCN

Isabel Metello disse...

Bem, como Sua Senhoria há-de convir, até tenho um certo receio de lá ir (não por mim, mas por si, porque os meus Pais sempre me ensinaram a respeitar os mais Velhos, mas S. Eminência tem feito comigo o que, certa vez, uma idosa fez num autocarro que me trazia do sítio onde dava aulas a oficiais estrangeiros até ao Marquês de Pombal- estava eu e outro homem sentados nos bancos laterais e, mal S. Exa entra, levantámo-nos para lhe dar o lugar e ela respondeu: "eu lá queria ir no banco dos parvos!", bem, eu que sempre respeitei o paradigma herdado (consolidado pela minha Herança Simbólica Africana que respeitava os cocuanas (= os idosos...) não me contive e disse-lhe :) "a senhora é má e vou-lhe dizer mais- a idade não justifica a maldade!"- ao que outra senhora acrescentou: "vaso ruim custa a quebrar!" :)))...olhe alguns ícones de barro elevados a heróis sacralizados deste país- estão quase a cair de podres, mas estão ali para durar como o coelho da Duracell...bem, convenhamos que Deus já lhes Enviou Missivas no sentido de se arrependerem antes da extrema unção (ah, não recebem, pois são laicos, embora alguns gostem de ter um pé cá e outro lá- são laicos e as esposas são crentes...:), mas como sempre estiveram ceguinhos de todo por um ego elefântico e pelo poder, vão directos para a Barca Vicentina do inferno, melhor a próxima reencarnação não lhes vai ser fácil, para ser eufemística...:). Bem, mas dizia eu :) tentando-me sempre pautar por uma objectividade analítica, mesmo que dê um forte "tiro no pé" (são muito saudáveis os "tiros no pé", pois são óptimos testes à nossa resiliência no que concerne à descentração e à defesa de Princípios...:), tento sempre opinar fundamentadamente, pois não aprecio opiniões superficiais e assumo a crítica na sua acepção etimológica e racionalista (aqui partilho um bocadinho do dogma da razão...:), no sentido de fruto de competências individuais pró-activas de perscrutação do mundo circundante... não sei, talvez tenha nascido para escavadora, para perscrutar o que está por detrás do muro, que está detrás do muro que está detrás do muro, até chegar ao vero muro, aquele transversal e omnipresente, a plataforma...:). Mas dizia eu :) tenho receio de receber mais um balázio de V. Eminência e ter de responder com uma bazuka africanizada, o que seria, mais uma vez, aborrecido!

Isabel Metello disse...

Por Amor de Deus, não se queira comparar a Camões!!!- Só Há Um Camões e mais nenhum. Até porque teria de analisá-lo com base no livro do Engenheiro Jorge de Sena e com base na Caballah, o que daria um trabalhão, pois, ando mais ocupada em perscrutrar uma estrutura profunda do meu case study primordial e há tanto para analisar!!! Mas prometo fazer uma visita de cortesia e opinar, submetendo-me à sua censura vermelha (é a cor das fitas do Direito, no é? pelo menos, quando me deu para entrar num curso que nada tinha a ver comigo (ui!!! seria engolida viva, como o fui, pois não acatei o conselho do Saudoso Senhor Professor Doutor Penha Gonçalves (que Deus Tenha a Sua Alma em Paz!..:), era a cor que nos atribuíam, principalmente aos caloiros!!!)
E, desde há 3 anos, passando pelos tribunais por causa do divórcio e custódia percebi porquê- o Jus Romanum regulamentado à la carte pelas oligarquias, como se estivessem no Pap´Açorda e pedissem ao cozinheiro para colocar mais coentros na sopa, alimenta-se da Vida, do Sofrimento, do sangue alheio e isso tem um preço tangível para o cliente e intangível para o advogado- daí que a maior parte tenha uma nuvem negra ao seu redor perscrutável à distância de um glimpse. Caso para se contextualizar O Bom Selvagem de Rosseau nesses loci horribile (tenho de rever o plural dos adjectivos Latinos...:), que, como memmbro do sistema judicial tuga como advogado, transformar-se-ia, num segundo, num vampiro emocional do pior- olhe o Marinho Pinto, que é igualzinho ao DDemónio da Tasmânia!!! Olhe que esta do "vampiro emocional" não é minha-é um termo usado por eminentes psiquiatras e psicólogos norte-americanos em estudos sobre determinado perfil psicológico que pode coincidir com o de um psicopata ou não...Passo a explicar :) todo o psicopata é um vampiro emocional, mas nem todos os vampiros emocionais (pois há milhões...:) são psicopatas.
Au revoir, já lá vou, mas please, receba-me como uma Senhora, caso contrário, parto a loiça Chinesa!!!- faz um bem ao stress, principalmente quando se está mergulhada numa tese cujos muitos dados a analisar nos revoltam o estômago, para ser eufemística, e no dão vontade de aderir a algum grupo extremista de erradicação total de criminosos, obedecendo à Lei de Talião, presente na Tora e no Corão, ainda que não nos Evangelhos (Perdoa-me, Senhor (não...:) é V. Exca, É O SENHOR, mas é a mais pura das Verdades:)!!!

criticoaleatorio disse...

Ehehehe, o Sr. Nunes é um sonetista militante, e milita tão ingenuamente que se atreveu, na sua adivinhada misogenia (que muitas vezes jaz sob a prolificidade), a medir-se com o género oposto. Já estou a vê-lo tão arranhado, Sr. Nunes, tão arranhado que :-)))))

Isabel Metello disse...

Criticoaleatorio, agora, as posições inverteram-se e não posso estar num 2 contra 1, mantendo o Princípio do mano-a-mano :) eu não arranho, eu mordo, claro está quando me deparo com a maldade! Os arranhões e puxões de cabelo são para as do meu género feminino mais serpeantes- eu sou um híbrido entre uma criatura rinocerôntica e uma leoparda, logo, ataco de frente, embora detenha visão periférica para perscrutar a real essência do que me circunda...como disse ao JCN, tomara eu já estar tão out que já só visse nuvens cor-de-rosa a passar no céu, mas iinfelizmente a lucidez faz-me não transformar uma pedra da calçada num Diamante (Raríssimos...:) Mas agradeço a defesa do género feminino com guts, que não serpenteia, que se dignifica :)

João de Castro Nunes disse...

Poupe-me à sua desbocada loquacidade, menina Meirelles! Já não tenho idade! Meta-foricamente falando, já não deitam: só dá para sonetos! JCN

Isabel Metello disse...

Olhe, por favor não me confunda nem alucine mais uma vez, mas por essa mesma cocuanice, lho digo :) I rest my case!

criticoaleatorio disse...

Prefiro então só ler:-) O pior que se pode fazer a um homem (ainda por cima misógeno) é metê-lo entre vinte mulheres. Já o dizia Eurípedes em "As Bacantes". Mas uma basta e sobra nesta lide, e não ligue às grosserias dele, é o que lhe resta, e depois mais nada. O 1.501.º so(n)eto sair-lhe-á tartamudo e esfarrapado como o Rei de Tebas :-)))

João de Castro Nunes disse...

Senhor Saraiva: essa sua Lídia, que vossamecê fez questão de mandar para o caoxote do lixo, não será compensatoriamente uma aleatória fantasia sua... em segundíssima mão?! Estou em crer, pá! Em carne e osso, pá, Lídias... foi coisinha que nunca me faltou, mesmo já depois de seca a árvore que não lhe sai da sua doentia imaginação! Parece que os meus insuperáveis sontos... lhe estão a dar a volta à cabeça! Tirando o dom da graça, vossemecê faz-me recordar o pobre do Prof. Rafael Láinez! N-ao se repita, homem! JCN

criticoaleatorio disse...

"Sontos" tontos, Sr. Nunes? Mas que diabo, Sr. Nunes, que diabo foi dizer em público? Devia saber que ao confessar nunca lhe terem faltado Lídias, o Procurador Geral o pode acusar de assédio. É que "aquilo" é um autêntico galinheiro de franguinhas da Lídia na cabeça do velho raposão, está visto.

E já vão 68 comentários. Só faltam 32.

João de Castro Nunes disse...

E por aqui me fico, senhor Saraiva, que já os pássaros se estão recolhendo aos nunhos, sem antes lhe dizer que vossemecê, com a suas aleatórias mitologias, é mesmo... um cinzentão! Não dá para estimular os coisos, independentemene da respectiva idade. Prefiro estar entre as Lídias... ao natural! Valha-o S. Greg-ório! JCN

João de Castro Nunes disse...

Vossemecê, senhor Saraiva, está perdendo... fôlego! Está sem pólvora! Já nem forças tem para entesar, digo, retesar... o arco! Peça ajuda à sua oficiosa e tagarela defensora, a menina Meirelles, que deve estar a regalar-se com a leitura dos meus 1.5oo impecáveis sonetos, obras-primas do lirismo portuguê, como lhes chamou outro Saraiva, mil vezes mais Saraiva que vossemecê! Valha-o o Greg-ório!

criticoaleatorio disse...

O Sr. Nunes não bate bem da bola e eu tenho mais que fazer do que lhe aturar nem digo a mediocridade, inveja, mesquinhez, rancor e a baixa vulgaridade, mas a sua inimputabilidade por esclerose cerebral ou mesmo esquizofrenia. Mais novo não seria assim. Mas se o fosse, que raio de homem seria, Sr. Nunes? Não goza já das suas faculdades, os sonetos nem sonetos são. De facto, com a sua teimosia, atira-os para uma típica manifestação de esquizofrenia. Devo respeitar os doentes mentais. Sucede é que não deviam deixá-lo mexer num computador

João de Castro Nunes disse...

Vossemecê... meteu-se em tábuas! JCN

João de Castro Nunes disse...

Veja lá, senhor Platero,
no que deu a brincadeira:
não se pode ser sincero
ante a falta de craveira!

JCN

platero disse...

CIzentismo ao que parece
não era erro era gralha
misogEnia apetece
chamar-lhe pequena falha

delicioso o Vosso diálogo
a escrita de Isabel Metello, que já conhecíamos, é da qualidade do que de melhor se escreve no país

não tem livros publicados?
gostava de ler mais

abraços

João de Castro Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabel Metello disse...

Platero, muito obrigada, fico deveras comovida com as suas palavras e tão mas tão roída com a adenda/legenda de S. Eminência que já não tenho dedos ! :))) Sua Selência, tiro na água outra vez, o porta-aviões está far far away from your reach!!! :)))- vê-se que ou nunca jogou batalha naval ou está muito destreinado! Oh, e logo eu que adoraria poder entrar neste jogo de ping-pong sob a temática de "tenho mais poemas/livros publicados do que tu", mas não posso- apenas tenho 9 papers académicos publicados em conferências internacionais (bem um não é bem um paper, é uma newsletter publicada na revista do IALJS (International Association of Literary Journalism :) - vejam http://isabelmetelloscientificwork.blogspot.pt/ na barra lateral :) . :international conferences papers presented by isabel metello : .
; tenho uma tese de Mestrado escrita e defendida, logo publicada e já está outra a sair do forno, se Deus Quiser!
Mas garanto-lhe, parafraseando um outro título de um livrito que me foi oferecido por um Amigo que me considera uma eterna totó (é esse o público-alvo da obra :))) de partir o côco :) "tenho vários livros dentro de mim" e, por mero acaso, estou a ler um livro muito simples, que uma Amiga me ofereceu, de um autor Evangélico que era Budista, mas se converteu ao Cristianismo, que tem uma parte muito interessante quando ele nos conta como começou a entender a importância da visualização dos sonhos na sua concretização (é mais ou menos o que diz O Segredo, mas um pouco mais profundo :)- dizia ele que tinha a bicicleta e a secretária Filipina (uma secretária de madeira, não algo que poderia constar das fantasias de S. Eminência... :)))) dentro de si e que assim Deus lhas Concedeu :)
Ah, esqueci-me- tenho publicado outras coisas menores- acha que o referee vai deixar que contem tb neste ping-pong do "escrevo melhor", "tenho mais poemas e livros publicados do que tu"???!!!!:))) Criei a personagem de BD Vaca Gallo (uma marca registada que deu origem ao blog antecedente ao do SBN :)))especialmente para uma entrevista fictícia humorística ao Professor José Gil (que é uma referência para mim, mas como adoro a auto-ironia como pólo de distanciamento narrativo, logo de discernimentio, tb a faço com os meus ídolos...:) publicada no jornal universitário Nova em Folha (eu queria mudar o branding para I-Nova, mas recusaram, mas no ano seguinte, quando eu já não estava lá, mudaram :)))Ah, tenho outros artigos publicados nesse jornal, mini-artigos artigos publicados num Boletim de uma Junta de Freguesia que o fotógrafo fez o favor de lhes mexer, sem sequer me avisar; escrevi os textos de uma obra sobtre a Freguesia de Nossa Senhora de Fátima (há lá um erro ortográfico que deve ter sido a paginadora a cometê-lo, pois não consta das minhas transcrições e docs :))); tenho publicadas várias crónicas no YEN; ah e escrevi vários poemas e um conto alucinado que ainda enviei para um concurso, mas não passou :)))
...vou procurá-lo, pois nem sei onde pára:)))

Isabel Metello disse...

Aviso aos incautos :) se eu aqui for publicando partes do tal conto escrito e registado em 2003 com o título "A Bola Mágica" sob o pseudónimo de Ava Barner, Sua Eminência vai ter carniça para se nutrir durante mais 24 comentários-the sky is not the limit- we shall overcome and reach 100 :))) let´s go folks!!! Só vou ver o Remédio Santo e já cá venho! Cherioo!!! :)

Isabel Metello disse...

Opá, não é justo, pá, o Gonçalo continua enfeitiçado pela psycho da Helena e a Santinha da Luz ainda não venceu o mal! Bolotas!

Bem, fui à procura do conto e dos poemas, mas não os encontrei ainda, então decidi parafrasear agora mesmo a Cantiga Camoniana "Descalça vai para a fonte" em honra de S. Eminência Jusriprudentíssima :)))

Mote :)

Recalcado vai para o blog
JCN, pelo escuro,
Vai temeroso, mas de si seguro.

Voltas :)

Leva na cabeça o eterno mote,
O texto na língua de trapo,
Com pinta de verdadeiro sapo,
Saindo de um cachalote;
Pinta a loirinha pelo recorte,
Mais negro que o carvão puro.
Vai tão piurso e raivoso e de si seguro.

Descobre-se-lhe a peruca pela garganta;
Novelos de mal-dizer entrançado,
Fintas sem decoro de tão rubro encarnado,
Tão mauzinho que o mundo espanta;
Chove nele traça tanta,
Que dá graça ao fel mais duro.
Vai temeroso, mas de si seguro.

Podemos fazer até uma desgarrada, que tal, pessoal???

criticoaleatorio disse...

Ah, que pena, o Sr. Nunes não vem à liça e não foi o Emanuel - nome de judeu, ó Santo Ofício! -, não foi o Emanuel que o calou, não :-)

E VÃO 79!

João de Castro Nunes disse...

Cada vez mais "cinzentão", pá! Falta-te a graça, pá, do Prof. Rafael Láinez, que a tagarelice da menina Meirelles tanto me faz lembrar! Que saudade! Que nível, apesar de maluquinho! Agora o senhor Saraiva, metido em tábuas, nem sequer dá para um par de bandarilhas! Um cinzentão do "caneco" para usar do termo que a menina Meirelles faz faz questão, penso eu, de assumir a maternidade! E COM ESTE VÃO 80! JCN

João de Castro Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
platero disse...

8 de MAIO - oitenta comentários

> multiplicou por 10

à Pingo-Doce seriam 8 X 500, que foi o quanto a cadeia (na cadeia precisavam todos eles de estar)aumentou os funcionários que foram trabalhar no 1º. de Maio.

logo, 8 X 500 = 4 000
já iríamos por isso em 4 mil comentários
nada mau, anh

abraços

João de Castro Nunes disse...

Deixe-os falar à vontade,
meu Caro Amigo Platero,
que hão-de chegar onde eu quero
com sua... loquacidade!

JCN

João de Castro Nunes disse...

Entre tábuas o "cinzento"
está fora de combate:
resta só para o debate
a Meirelles... sem talento!

JCN

Isabel Metello disse...

Platero, essa lógica numerológica necessitaria de uma análise bem fundamentada tanto do objecto como do enunciador. De facto, foi uma mera campanha de comunicação estratégica e uma prova de como há gente a passar fome e a comer do lixo (enquanto tantos andam no luxo e até vieram da esquerdíssima-quer alguns nomes? Pina Moura, aquele Magalhães que era do PCP e passou para o PS e, hoje, está num paraíso tropical qualquer, o Judas que desapareceu do mapa e ninguém dele fala, tantos, mas tantos!!!.Eu nem sou de esquerda nem de direita, pois não me defino potr rótulos, mas tão só do Altíssimo, mas prefiro um mau assumido do que um dissimulado!

I.e., há muita gente a necessitar de cadeia a sério- olhe, como disse o Juiz Rangel, ontem, a começar pela criminalização de todos os governantes que geriram este país de forma danosa erm proveito próprio, logo desde o pós-25 de Abril (deixe lá estar o Pingo Doce- ao menos, alimentaram gente com fome, para além de que sei de fonte segura que a confusão era tanta que muitos nem pagaram- fugiram com os carrinhos! O que tb demonstra o civismo deste povo- os retornados vieram sem algo que fosse e passarm fome e frio não me lembro destas cenas!!!

Na cadeia tb deveriam estar outros-os que fingem defender os direitos dos trabalhadores, quando, no fundo, só querem tachos, não associados à cozinha, mas nem por isso avessos a aventais!!!
Estou, não sei porquê, a lembrar-me do Torres Couto e daquela bronca toda com os fundos da UE- que eles vieram vieram, para onde foram é que é o mistério da esfinge...

Isabel Metello disse...

Olhe, a propósito, aqui ponho outra reclicagem poética para S. Eminência, desta feita de José Régio :)

"Vem, por aqui, dizem-me alguns agrilhoados, com olhos moles e baços,
Estendem-me os seus desfibrados braços, demasiado maduros e lassos,
De que seria bom que eu os seguisse,
Quando me tentam cativar com o fácil, mas enganoso, apelo do "vem por aqui!"
Eu vejo-os com os meus olhos camuflados e pardos,
(Há, nesses meus olhos disfarçados, luzes e desembaraços)
E encolho os ombros que, ao longe, parecem frágeis e cansados,
E face a face lhes digo: "jamais irei por aí ..."

A minha matriz Paterna/Materna é esta:
Viver com humanidade, dignidade e firmeza de alma, coluna e coração!
Aceitar a solidão de quem não vende a alma por parca companhia.
Que eu vivo segundo os Princípios que herdei,
Com o Sol com que me Ensinaram a vislumbrar a realidade fora da caverna da vã e apócrifa e eufórica objectivante flácida entropia,

Não, jamais irei por ali! Só irei para onde a Luz me Encaminhar
Para onde a minha Consciência, lucidamente, me levar...

Se o que procuro saber em nenhum reflexo da lamacenta matéria encontrarei...
Por que insistem em afirmar que na condicionada caverna a Luz vislumbrarei?

Prefiro lembrar-me do meu Berço de Brilhante Marfim Esculpido,
Caminhar sob comuns olhares tão banais quanto escarnecedores,
Como quem cuida da sua luz interior, sangrar meu coração muito vivo, embora dorido,
A enveredar pela venalidade do ali...

Se Deus Quis que os Pais me pusessem neste mundano e vil mundo,
E pela sublime via sacra conhecê-lo a fundo,
Foi para respeitar os desenhos Divinos delineados na areia do mar revolto e profundo!
O mais penso e faço mais do que grão de pó não será...

Mas, não sereis vós, embevecidos e cegos pelos reflexos da luz nas paredes bolorentas da esquálida caverna,
Que me ensinareis a distinguir a luz artificial da Essencial e Eterna,
E mesmo que obstáculos imensos me ponhais frente à face da máscara despojada ...
Corre, no vosso circuito enferrujado, sangue negro da barbaridade,
Acima de tudo, vós amais a preguiça moral, a facilidade de brio mascarada!
Eu amo os Inexoráveis Caminhos do Supremo e da Sublimação,
Amo o topo da montanha e não o torpe rés-do-chão, abomino as correntes que me impedem de alcançar a Divina Libertação...

Ide! Tendes vácuos e efémeros objectos e ânsias,
Tendes negros apetites, tendes desmedidas ambições,
Tendes básicos instintos, tendes negras emoções,
E tendes regras imorais e fáceis e feitas verdades, quantos falsos filósofos e sábios...
Eu tenho a minha Fé que me sustenta a postura!
Levanto-a, como um holofote que me ilumina a noite escura,
E sinto frescura, pureza e verdade no coração e nos lábios...

Só Deus e jamais o Diabo me Guia, nada das trevas algum dia me cativaria.
Lembrai-vos que a todos nos é dada a oportunidade de evolução,
E eu não quero descer a subir e cair na lama do desvitalizante rés-do-chão,
Pois creio na subida pelo Amor Sublime e abomino a descida pelo instinto infame.

Ah, que ninguém me aborreça com a sua maçã lustrosa, mas podre, pelos vermes corroída!
Ninguém me peça para lhe vislumbrar divina cor e na lamacenta descida luminosa subida!
Ninguém me diga: desfruta deste soberbo pagão e vulgar sabor!
A minha vida é uma tempestade tropical a cujo torrencial vendaval sucede um sol luminoso,
É uma onda que, salgada, me faz renegar o mal e encarar o Bem como um tesouro precioso,
É um átomo da Flor da Vida que se tenta neste mundano mundo aprimorar...
Ainda não sei quem sou,
Ainda não sei para onde vou
Só sei que nunca irei por aí!"

Vá Sua Eminência, riposte à altura, senão cai, mais uma vez na banalidade que lhe modela a vacuidade das venais veias suporíferas!!!

João de Castro Nunes disse...

OlhòLáinez! JCN

João de Castro Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João de Castro Nunes disse...

Aponte mais estes, senhor Saraiva! Já pouco falta, senhor Manel, para atingir a centena! Aqui... é tudo à grande, como acontece com meus antológicos sonetos, a caminho dos dois mil! Acaso já lhe deu... para os coscubilhar?... JCN

João de Castro Nunes disse...

Platero, que grande azar:
que mal a Deus noós fizemos
para termos de aturar
estas carraças dos demos?!

JCN

Isabel Metello disse...

Olhe, já lá fui numa visita de cortesia a um dos seus spots no outro dia, mas o texto que comentei não era um soneto...mas tb lhe digo, depois de o encarar como stalker acha que eu iria à casa de um???!!! Nem pensar, seria um erro fatal!!!

Por falar em sonetos- foram feitos com avental? É que sabe, estou fartinha de aventais- será esse um dos busílis da questão????!!!! É que estão por todo o lado, Madre de Diós! Gente que É Livre de Pensamento e de Acção não necessita de entrar em alcateias!!!

Apre, que matriz mais negra! Vade retro e eleja outro target, que tenho mais o que fazer, nomeadamente perscrutar intertextos ainda mais negros- retintos, quase senegaleses!!!

João de Castro Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabel Metello disse...

Não sei não- perscruto aqui qualquer coisa de avental (já lidei com tantos que lhes sinto o cheiro em qualquer lado...:), apertado à frente ou atrás tanto faz para o efeito, pelo que se tem sabido, pelo que tem vindo ao lume, há aventais para vários gostos, mas coincidem num aspecto- não são muito translúcidos, para ser eufemística, e não apreciam transparência, pois esta espelha-lhes a existência lúdica!

O que vale é que há Resiliência e Gente que não tem medo de gente "de avental!

Como diria Camões :)
"Dá a Terra Lusitana Cipiões/
Césares, Alexandres, e dá Augustos,/
Mas não lhes dá contudo aqueles dões/
Cuja falta os faz duros e robustos."
Os Lusíadas, V-95.

Isto é, HOMBRIDADE É O QUE ESCASSEIA neste país, mas ainda há quem a tenha!!!

Passe bem e vbá lá assar uma galinha com Prozac!

criticoaleatorio disse...

Sr. Nunes, o seu cadáver exala uma pestilência tão reaccionária, tão reaccionária que parece um fantasma subido do Tribunal do Santo Ofício. Agora deu-lhe para cascar em Pessoa, louvando Pascoaes? Haja pachorra com os seus suetos. O Blogger não deveria admitir sandeus, ainda por cima um sonetista militante do tempo da Legião Portuguesa.

João de Castro Nunes disse...

Então vossemecê, senhor Saraiva, sempre lá foi dar... uma espreitadela! Afine pelos meus antológicos sonetos... o seu cavaquinho! E JÁ LÁ VÃO 94! C'um caneco, senhor Manel, c'um caneco! Sabe o que o carismático Bispo do Porto costumava dizer em situações congéneres?... Fica para a próxima, para assinalar os 100. JCN

platero disse...

ficaremos então no comentário 96

ficam a faltar 4 para a marca centenar - se cada um escrever mais um, resta ainda um por registar

proponho então seja esse um
sextilha para cada um dos três
escrever dois versos

sendo o par primeiro o do decano
o segundo de ISABEL por ser senhora

o terceiro para Saraiva porque o dano
vem de um lapso seu de escrita

e para que fique mais bonita
e única talvez no universo
eu escreverei o quarto par

ficando assim uma exemplar
sextilha de 8 versos

abraço a vcs

João de Castro Nunes disse...

Deixando para final, a título de chave de abóbada, o desabafo do carismático Prelado portuense, aqui vai a minha contribuição para o breve, mas original, poema sugerido por Platero, a quem agradeço a primazia... devida à idade tão-somente:

"Afinal, o cinzentão
acabou por dar a mão"

Um cordealíssimo abraço. JCN

platero disse...

à idade e não só, caro CN

à qualidade inquestionável da sua vasta produção literária

abraço

João de Castro Nunes disse...

Apetecia-me dizer-lhe, admirado e inspirado Amigo Platero, aquentejano de rija fibra, como disse um dia Eugénio de Castro aos promotores de jubilosa festa em honra sua: "Toquem os sinos, caríssimos amigos, mas não tanto!". O abraço de sempre. JCN

João de Castro Nunes disse...

"Cortaram-se!, Amigo Platero, "cortaram-se"! Foi o que foi: faltou-lhes o "ingenho".
E, com este, fechou-se a conta, impreterivelmente, ao que suponho! JCN

platero disse...

"afinal o cinzentão
acabou por dar a mão"

por lhe faltar a razão
quem sabe um pouco de fé
se tardou em dar a mão
que ao menos da discussão
não tardasse em dar o pé

de Isabel também nem lê-la

- o que será feito dela?

abraço a todos
foi uma brincadeira gira

João de Castro Nunes disse...

De verónica! À Platero! JCN