O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

''Tenho a certeza de que fui árvore e é por isso que tanto as amo.''  

Raúl Brandão

5 comentários:

Glimpse disse...

Esta foto e esta frase, lembraram-me isto:

http://aworldinsideasoapbubble.blogspot.com/2011/02/arvorear.html

Também eu me lembro de ter sido árvore... de vez em quando ainda falo a língua das folhas e do vento.

rmf disse...

Muito Grato pela partilha, Glimpse!

Ao som do vento nas folhas,
um abraço.

nenhumnome disse...

As palavras, vejo, são de Raúl Brandão, mas a imagem é de uma árvore que não precisa de ser identificada para que se saiba que é "sua".

Agora também nossa. Gosto muito (já sabe isso...) das suas fotografias.

Um abraço, rmf.

João de Castro Nunes disse...

Que excelentes memórias!... C' um catroga! JCN

rmf disse...

Muito Obrigado, nenhumnome, JCN.

Identificadas memórias, melhores ou piores, economicamente falando, sejam elas assim, poéticas, mas vivas, tal como árvores que vemos crescer de dentro, e por fora, em todos os sentidos.

Grato por a vossa leitura.