Mas a aspiração última de um budista praticante é alcançar o nirvana. A ênfase é dentro do próprio, por isso, então, estas emoções negativas e as acções resultantes tornaram-se importantes; agora temos de saber o que se está a passar dentro da mente. No Budismo, então, o objectivo é diferente. Na perspectiva cultura, estão a ver, o Budismo tem uma orientação fundamentalmente diferente em relação à emoção. Desse ponto de vista, mesmo graus subtis de apreensão da realidade do «eu» e do mundo tornam-se obstrutivos e negativos.
Por isso, talvez a diferença resida mesmo na orientação fundamental: em relação ao transcendente ou em relação ao desenvolvimento interior.
Jeanne Tsai in Daniel Goleman, As Emoções Destruivas e Como Dominá-las, Temas e Debates, Lisboa, 2005, p.309