Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
sem título
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Karl Jenkins: Adiemus
Adiemus não é cantada em nenhuma língua. As palavras são simples sílabas, inventadas por Karl Jenkins, o compositor. Foram escolhidas para que o ouvinte se consiga concentrar exclusivamente no som e timbre da voz. O som destas sílabas permite que a voz funcione como um mero instrumento. Além disso, quando as canto, sinto alegria. Ora experimentem!
Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a
Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
****
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
---
a-ri-a-di-a-mus la-te
a-ri-a-di-a-mus da
a-i-a na-tus la-te a-du-a.
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a.
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah
Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a
Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
****
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
---
a-ri-a-di-a-mus la-te
a-ri-a-di-a-mus da
a-i-a na-tus la-te a-du-a.
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a.
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah
sábado, 4 de outubro de 2008
A Circularidade do Círculo
Sobre a lama revoltado rebolei numa ânsia desesperante de sentir a terra nos lábios onde o húmus se torna fértil e onde as respostas se encontram na ponta de um silêncio.
Sob o jugo feroz da luz me calei pois a escuridão também é necessária ao prazer, infiltrei-me onde nós estávamos para melhor nos sentir e encontrei-me rebolado na lama onde ansiosamente desesperado me revoltava.
Sob o jugo feroz da luz me calei pois a escuridão também é necessária ao prazer, infiltrei-me onde nós estávamos para melhor nos sentir e encontrei-me rebolado na lama onde ansiosamente desesperado me revoltava.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Sem Título
Se me dissessem que eu podia mudar o mundo,
eu estalava os meus dedos.
Se me dissessem que o mundo não era isto,
eu punha o despertador para mais cedo.
Se me dissessem que tudo o que sinto não é o que sinto,
eu diria que tenho o coração na mão, (na ponta dos dedos).
Se me contassem o que sou,
eu não seria eu.
Se me segredassem o que vejo,
eu não olharia para trás.
Se me revelassem o teu segredo,
eu sentiria saudades do futuro.
Se me concedessem um último desejo,
eu traria de volta o meu Anjo da Guarda.
sábado, 16 de agosto de 2008
Esta noite sonhei
Sonhei que o meu cavaleiro andante viajava pelas dunas
e que me procurava em cada pôr-do-sol…

Viajou milhares e milhares de anos
O caminho era este, a estrada era outra…

Na baínha do casaco trazia um presente para me oferecer

Rosas esculpidas pelo vento e pelo tempo.
Rosas secas, pétalas fósseis guardadas desde o princípio dos tempos

No meu sonho o céu era branco como cal e tinha muitas estrelas coloridas
Outras vezes, o céu era sustentado por colunas muito altas

Havia muitas portas, quase todas de um azul bonito




Um dessas portas esperava, entreaberta, que eu entrasse
Mas eu não entrei.

Escondi-me no alto do minarete
De uma das janelas parecia que se via o infinito
O que parece não acabar nunca. Mas não era o infinito
Era o deserto que me chamava
Era aquele alaranjado que me dizia que fosse, que me dizia que sim
O horizonte da cor do deserto é assim…

Estarrecida, contemplei a beleza e a grandiosidade
que é estar perante aquela areia macia
que nos envolve em todo o redor…
E, em silêncio, ouvir aquelas palavras que a natureza nos diz
quando se mostra assim nua, despida de tudo.

E o Sol desceu…

E a Lua subiu…
Num ritual que se repete pelos séculos dos séculos
Numa sequência de luz e de escuridão iluminada

Nesses momentos,
Há miragens que nos chegam…
Como se fossem espíritos anciãos
Dispostos a dançar connosco uma dança de lua cheia e de fogueira acesa
E nos acenam num adeus.

Acordei.
(leia-se: voltei)
e que me procurava em cada pôr-do-sol…
Viajou milhares e milhares de anos
O caminho era este, a estrada era outra…
Na baínha do casaco trazia um presente para me oferecer
Rosas esculpidas pelo vento e pelo tempo.
Rosas secas, pétalas fósseis guardadas desde o princípio dos tempos
No meu sonho o céu era branco como cal e tinha muitas estrelas coloridas
Outras vezes, o céu era sustentado por colunas muito altas
Havia muitas portas, quase todas de um azul bonito
Um dessas portas esperava, entreaberta, que eu entrasse
Mas eu não entrei.
Escondi-me no alto do minarete
De uma das janelas parecia que se via o infinito
O que parece não acabar nunca. Mas não era o infinito
Era o deserto que me chamava
Era aquele alaranjado que me dizia que fosse, que me dizia que sim
O horizonte da cor do deserto é assim…
Estarrecida, contemplei a beleza e a grandiosidade
que é estar perante aquela areia macia
que nos envolve em todo o redor…
E, em silêncio, ouvir aquelas palavras que a natureza nos diz
quando se mostra assim nua, despida de tudo.
E o Sol desceu…
E a Lua subiu…
Num ritual que se repete pelos séculos dos séculos
Numa sequência de luz e de escuridão iluminada
Nesses momentos,
Há miragens que nos chegam…
Como se fossem espíritos anciãos
Dispostos a dançar connosco uma dança de lua cheia e de fogueira acesa
E nos acenam num adeus.
Acordei.
(leia-se: voltei)
domingo, 3 de agosto de 2008
A Chama
Porém muito nos foi dado
De quanto é divino. A chama foi-nos
Posta nas mãos, e areias e correntes do mar.
Muito mais do que o modo humano
Nos são aquelas forças estranhas familiares.
E os astros diante dos teus olhos
Te ensinam, porém nunca chegarás a ser-lhes semelhante.
(...)
Friedrich Hölderlin, Hinos Tardios
Tradução de Maria Teresa Dias Furtado

Vou seguir a estrela guia e ver onde me leva este céu.
Quando e onde chegar, quero ver mais estrelas a brilhar.
Vou pegar em mim e vou mergulhar em mar alheio.
Vou chegar a outras costas, usar as correntes de mar salgado que existem... até chegar a outra praia, a outra areia, a outro porto de abrigo.
Nesse abrigo ficarei uma semana a saborear tudo de novo que existe. Vou ver novos sons, saborear outras cores, sentir novos sabores.
Provavelmente, uma areia mais quente. Estou curiosa :)
Vou lá ver como é, mas volto.
Volto sempre. Volto à minha praia, ao meu mar e estes grãos de areia que me rodeiam e me dão forma e cor e vida.
Desejo a todos os 'Emplumados' deste blog que, como eu, estejam em tempo de feriar... muita Paz e muita Luz, altos voos razantes (para poderem sempre poisar seguros), belos saltos no tempo e no espaço, alguns mergulhos (porque não?) em marés cheias e, alguns, em marés vazas, pouco vento acompanhado de areia, muito ar puro (para renovar artérias e sangue e vida).
Aos que ficam por cá, desejo muitas plumas, muitos altos e baixos que vislumbrados do horizonte sejam o mesmo que luz e mais do que sombra.
E tudo e tudo e tudo*
De quanto é divino. A chama foi-nos
Posta nas mãos, e areias e correntes do mar.
Muito mais do que o modo humano
Nos são aquelas forças estranhas familiares.
E os astros diante dos teus olhos
Te ensinam, porém nunca chegarás a ser-lhes semelhante.
(...)
Friedrich Hölderlin, Hinos Tardios
Tradução de Maria Teresa Dias Furtado

Vou seguir a estrela guia e ver onde me leva este céu.
Quando e onde chegar, quero ver mais estrelas a brilhar.
Vou pegar em mim e vou mergulhar em mar alheio.
Vou chegar a outras costas, usar as correntes de mar salgado que existem... até chegar a outra praia, a outra areia, a outro porto de abrigo.
Nesse abrigo ficarei uma semana a saborear tudo de novo que existe. Vou ver novos sons, saborear outras cores, sentir novos sabores.
Provavelmente, uma areia mais quente. Estou curiosa :)
Vou lá ver como é, mas volto.
Volto sempre. Volto à minha praia, ao meu mar e estes grãos de areia que me rodeiam e me dão forma e cor e vida.
Desejo a todos os 'Emplumados' deste blog que, como eu, estejam em tempo de feriar... muita Paz e muita Luz, altos voos razantes (para poderem sempre poisar seguros), belos saltos no tempo e no espaço, alguns mergulhos (porque não?) em marés cheias e, alguns, em marés vazas, pouco vento acompanhado de areia, muito ar puro (para renovar artérias e sangue e vida).
Aos que ficam por cá, desejo muitas plumas, muitos altos e baixos que vislumbrados do horizonte sejam o mesmo que luz e mais do que sombra.
E tudo e tudo e tudo*
domingo, 20 de julho de 2008
Fui Eu Que Vi

Fui eu que vi a gaivota que partiu, levando no bico o tempo que passa.
A gaivota voava e ninguém a alcançava.
Fui eu que vi a pomba branca a voar.
Trazia nas asas a esperança infinita
de um mortal que grita e se agita.
Nas suas asas brancas, a esperança caminhava e ninguém a apanhava.
Vi também o adormecer da borboleta colorida,
com asas de seda e de cetim,
da cor da alma que duvida,
da cor da dor e da alegria que há em mim.
Adormeceu, como que a sorrir, de tão pouco sonhar e nunca ganhar.
Fui eu que vi partir a escuridão,
contida numa nuvem de verão,
que deixou reinar a claridade circular.
Partiu e, com ela, fugiu a angústia e a raridade de ser e de não ser.
Vi sorrir a água e cantar a mágoa
do ar que respiro da paz de viver.
(Fui eu que vi)
Sereia*
Era dia 27 de Abril de 1997... quando escrevi este texto.
Não sei o que me deu para revelar aqui e hoje, uma parte da minha adolescência.
Sim, é um texto de adolescente que, obviamente, nunca foi publicado sob qualquer forma existente de publicar o que quer que seja.
Sempre gostei de poesia e achava que podia combinar palavras à minha maneira e chamar-lhes poemas...
Hoje estou 'práqui' virada :)
Melhores dias virão :)
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Futuro primeiro, Passado depois
Em dia de nevoeiro, escrevo pela primeira vez neste blog.
Lembro-me de ficar a ver o nevoeiro horas a fio, de observar o seu movimento.
É uma experiência engraçada, ver como se movimenta uma massa de água suspensa no ar.
Deixo aos leitores um texto de desejos para o futuro, primeiro, e para o passado, depois.
Que o dia amanheça e escureça,
que a casa tenha porta e janela,
que a luz desça e mostre a cor,
que o escuro não seja nunca o único lugar,
que cada lugar seja de alguém, um dia,
que sempre haja uma espécie de líquido que nos envolva por fora e por dentro,
que o chão que piso seja o tal apoio para as quedas e para os caminhos,
e que os caminhos sejam sempre muitos, mas um só, ao mesmo tempo.
Que de palavras se encham as folhas de papel, livros, blocos, blogues,
que hoje tenha sempre um ontem e um amanhã,
que o amanhã faça o anteontem ter parecido um dia e seja mais do que isso,
que estrelas brilhem no céu, nas ribaltas, nos olhos,
que pulsações sejam sentidas a galope dentro dos peitos deste mundo,
que os sorrisos vindos de dentro se vejam cá fora,
e que o que julgo que sejam sentimentos falem sempre mais alto e, ás vezes, gritem.

Que haja sempre luz daquela que ilumina e nos deixa ver mais claramente,
que os povos habitem os espaços em harmonia,
que o sol permita os regressos e as partidas, mas nunca para sempre,
que possamos ouvir mais sons e emitir menos ruídos,
que gostemos de outros ao mesmo tempo que não gostamos disto ou daquilo,
e que tenhamos tempo para podermos partilhar qualquer coisa com cor, com sabor, com cheiro, aparência, melodia, qualquer coisa que se sinta.

Que espíritos se soltem, dancem e sonhem,
que alguém em conjunto com alguém possa construir,
que toda a construção humana e espiritual, material e imaterial, dê frutos,
que todos sejamos crianças contentes em dias de sol,
que sempre rebentem ondas salgadas aos nossos pés,
que as tempestades por que passamos sejam breves e passageiras,
que as bonanças sejam só as calmarias da alma e do coração,
e que alma e coração possam juntos ser sempre o mais importante das nossas vidas.

Que tenhamos imagens de sobra para ver e lembrar, para mostrar e para fazer de novo,
que um seja sempre equivalente a outro, ou a dois,
que o conjunto e as partes sejam o pé que sustenta o corpo, a mão que abre, o braço que estende,
que o corpo seja um nenúfar e se suspenda na água,
que cada ponto do universo tenha um ponto correspondente,
que objectos especiais tenham lugares especiais ou corações especiais onde habitem,
que cada um tenha uma janela favorita para olhar, para espreitar, para abrir e fechar,
que os olhos vejam sempre mais além, mais por cima das nuvens, mais depois dos montes,
e que nem sempre tudo seja o que os olhos vêem, mas antes o que a alma sente.
O texto original foi publicado no meu blog em Fevereiro.2008
Prometo não me repetir de novo, mas achei que devia começar desta forma.
Lembro-me de ficar a ver o nevoeiro horas a fio, de observar o seu movimento.
É uma experiência engraçada, ver como se movimenta uma massa de água suspensa no ar.
Deixo aos leitores um texto de desejos para o futuro, primeiro, e para o passado, depois.
Que o dia amanheça e escureça,
que a casa tenha porta e janela,
que a luz desça e mostre a cor,
que o escuro não seja nunca o único lugar,
que cada lugar seja de alguém, um dia,
que sempre haja uma espécie de líquido que nos envolva por fora e por dentro,
que o chão que piso seja o tal apoio para as quedas e para os caminhos,
e que os caminhos sejam sempre muitos, mas um só, ao mesmo tempo.
Que de palavras se encham as folhas de papel, livros, blocos, blogues,
que hoje tenha sempre um ontem e um amanhã,
que o amanhã faça o anteontem ter parecido um dia e seja mais do que isso,
que estrelas brilhem no céu, nas ribaltas, nos olhos,
que pulsações sejam sentidas a galope dentro dos peitos deste mundo,
que os sorrisos vindos de dentro se vejam cá fora,
e que o que julgo que sejam sentimentos falem sempre mais alto e, ás vezes, gritem.
Que haja sempre luz daquela que ilumina e nos deixa ver mais claramente,
que os povos habitem os espaços em harmonia,
que o sol permita os regressos e as partidas, mas nunca para sempre,
que possamos ouvir mais sons e emitir menos ruídos,
que gostemos de outros ao mesmo tempo que não gostamos disto ou daquilo,
e que tenhamos tempo para podermos partilhar qualquer coisa com cor, com sabor, com cheiro, aparência, melodia, qualquer coisa que se sinta.
Que espíritos se soltem, dancem e sonhem,
que alguém em conjunto com alguém possa construir,
que toda a construção humana e espiritual, material e imaterial, dê frutos,
que todos sejamos crianças contentes em dias de sol,
que sempre rebentem ondas salgadas aos nossos pés,
que as tempestades por que passamos sejam breves e passageiras,
que as bonanças sejam só as calmarias da alma e do coração,
e que alma e coração possam juntos ser sempre o mais importante das nossas vidas.
Que tenhamos imagens de sobra para ver e lembrar, para mostrar e para fazer de novo,
que um seja sempre equivalente a outro, ou a dois,
que o conjunto e as partes sejam o pé que sustenta o corpo, a mão que abre, o braço que estende,
que o corpo seja um nenúfar e se suspenda na água,
que cada ponto do universo tenha um ponto correspondente,
que objectos especiais tenham lugares especiais ou corações especiais onde habitem,
que cada um tenha uma janela favorita para olhar, para espreitar, para abrir e fechar,
que os olhos vejam sempre mais além, mais por cima das nuvens, mais depois dos montes,
e que nem sempre tudo seja o que os olhos vêem, mas antes o que a alma sente.
O texto original foi publicado no meu blog em Fevereiro.2008
Prometo não me repetir de novo, mas achei que devia começar desta forma.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
