sexta-feira, 11 de abril de 2008
o mar

"depondo as falsas seguranças mentais e afectivas em prol da imprevisível Aventura, nada há em que ela não nos solicite, o mais banal e quotidiano é esplendor e prodígio, o existir é Festa sem porquê nem para quê. Ser faz-se Viagem nas velas pandas do Amor: onde a terra acaba amar começa"
paulo borges - do finistérreo pensar, lisboa 2001
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Lançamento do livro do Professor Oscar Brenifier
Presidente do Institut de Pratiques Philosophiques, França (www.brenifier.com)Consultor Filosófico e Formador de Filosofia Prática e Didáctica da FilosofiaDoutorado em Filosofia pela Sorbonne, Paris
“O livro dos grandes opostos filosóficos”
EdiCare Editora, Lda
Onde?
LANGUAGECRAFT - Línguas, Artes e Cultura, LdaRua Alexandre Herculano, nº 19, 1º - S1091250-008 Lisboa
Quando?
11 de Abril, sexta feira, pelas 20h
Presidente do Institut de Pratiques Philosophiques, França (www.brenifier.com)Consultor Filosófico e Formador de Filosofia Prática e Didáctica da FilosofiaDoutorado em Filosofia pela Sorbonne, Paris
“O livro dos grandes opostos filosóficos”
EdiCare Editora, Lda
Onde?
LANGUAGECRAFT - Línguas, Artes e Cultura, LdaRua Alexandre Herculano, nº 19, 1º - S1091250-008 Lisboa
Quando?
11 de Abril, sexta feira, pelas 20h
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Chanteloube - Novembro de 2007
Cocteau Twins - Pearly Dewdrops drops
Gotejantes como pérolas de orvalho nacarado....
...................................................................................caiem ,uma a uma, folhas de carvalho.
Cantam crocitantes todas a florestas de folha caduca, num ensurdecedor uníssono esvoaçante. Sob meus passos jaz lívida, em vala comum, a Primavera verdejante. Por cada folha tombada renascem duas, ainda mais glabras e cintilantes no silêncio de geada.
...................................................................................caiem ,uma a uma, folhas de carvalho.
Cantam crocitantes todas a florestas de folha caduca, num ensurdecedor uníssono esvoaçante. Sob meus passos jaz lívida, em vala comum, a Primavera verdejante. Por cada folha tombada renascem duas, ainda mais glabras e cintilantes no silêncio de geada.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Abandona tudo. Sobretudo a ti mesmo
Há em ti algo mais precioso do que toda a religião, filosofia, arte, moral e ciência. Algo mais essencial do que todos os livros, criações e revelações. Porque é da limitada expressão disso que valem o que valem quando valem. Lê, escuta e vive apenas o que te ajude a não esquecer, recordar e assumir isso. E deixa o resto para o nada de tudo. Abandona tudo por amor ao tesouro que em ti trazes. Abandona tudo. Sobretudo a ti mesmo.
sonhos
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Criatividade e... meia dúzia de chapéus às cores!
Workshop Gratuito
nos próximos dias 6 / 7 de Junho
Reserve a sua inscrição, consulte os nossos horários.Solicite informação detalhada através deste e-mail seischapeuspensamento@gmail.com
nos próximos dias 6 / 7 de Junho
Six Thinking Hats(R) de Edward de Bono
Reserve a sua inscrição, consulte os nossos horários.Solicite informação detalhada através deste e-mail seischapeuspensamento@gmail.com
dentro da casca plúmbea do depois
as árvores as aves os sonhos as aventuras os desejos as dores sem carnes parturientes
as manhãs rubras de purpurina e não ter sido
acoitam-se da desolação
ao olhar tudo se furta se a luz se entrelaça com o desejo
e esperam o rasgar das veias do silêncio
pelo gume cristalino da saudade
entrelaçam-se em nós de pele e crinas com sabor a sangue
os ecos das batalhas e as orações dos que não partiram
cântico degolado
na quietação das aves depois do crepúsculo
as nuvens e as vertigens os amantes e os gritos as escoras do chão que ninguem pisa
e é de par em par que a noite se desfaz dos prantos e dos restos mortais
de haver mundo
John Cage - sons, música e o silêncio
"The first question I ask myself when something doesn't seem to be beautiful is why do I think it's not beautiful. And very shortly you discover that there is no reason." --John Cage.
Fado embarcadiço
Quando eu voltar,
sei que os meus pés vão pegar fogo,
e que o meu coração vai desdobrar-se em mil braços,
os seus dedos desenhando mudras
que são os contornos do mapa
onde se cruzam as geografias do mundo
e da alma.
Sei que os meus olhos vão medir o tempo
contemplando os matizes das horas que passam
sobre as àguas do Tejo,
e que os meus lábios vão contar o quanto o mundo é belo
quando visto através dos olhos de terra
que, encobertos, julgam só ver
o derrocar de tudo.
Olhos de serpente
que parecem olhos predadores
a quem perdeu a fé num mais-além
e se enclausurou nas misérias da sua carne,
olhos alquímicos
de oceânica esmeralda,
que desencombrem o seu tenebroso esplendor
a quem tem pés de pólvora
e o peito em permanente combustão.
O teu brilho viperino expulsou-me da vida mansa,
e a ti me há de fazer voltar
quando descobrir o centro sagrado
onde que os pontos cardeais se encontram,
e o riso universal floresce nas espirais de luz
que esperam nas partículas de cada ser.
Providence, RI, EUA, 07/04/2008
sei que os meus pés vão pegar fogo,
e que o meu coração vai desdobrar-se em mil braços,
os seus dedos desenhando mudras
que são os contornos do mapa
onde se cruzam as geografias do mundo
e da alma.
Sei que os meus olhos vão medir o tempo
contemplando os matizes das horas que passam
sobre as àguas do Tejo,
e que os meus lábios vão contar o quanto o mundo é belo
quando visto através dos olhos de terra
que, encobertos, julgam só ver
o derrocar de tudo.
Olhos de serpente
que parecem olhos predadores
a quem perdeu a fé num mais-além
e se enclausurou nas misérias da sua carne,
olhos alquímicos
de oceânica esmeralda,
que desencombrem o seu tenebroso esplendor
a quem tem pés de pólvora
e o peito em permanente combustão.
O teu brilho viperino expulsou-me da vida mansa,
e a ti me há de fazer voltar
quando descobrir o centro sagrado
onde que os pontos cardeais se encontram,
e o riso universal floresce nas espirais de luz
que esperam nas partículas de cada ser.
Providence, RI, EUA, 07/04/2008
Batota Dupla* ou só para dizer que ainda existo
Das janelas calafetadas ( Over de afgedichte ramen, traduçao de Arie Pos)
Na tua casa todas as janelas são calafetadas.
Têm fitas adesivas
siliconizadas
para reduzir o coeficiente de atrito
de tracção
Fecham sem deixar abrir a janela.
Mesmo assim
quando chove
os caracóis marcham deslizando suavemente pelos vidros.
Deixam uma caligrafia viscosa que me arrepia.
- Grito
horrorizam-me os caracóis.
Eles assustam-se
recolhem os seus pauzinhos
estagnando na tua vidraça calafetada.
O seu rasto viscoso permanece nos vidros da tua janela
nas madeiras envernizadas
nas carpetes densas
nos meus pés nus
no meu pescoço
E eu grito
os vidros racham-se.
E eu grito
porque sinto o caracol no meu pescoço,
a subir pela nuca
deixando o seu rasto viscoso
no meu pescoco.
Tu apaziguas-me
dizendo que as janelas estão calafetadas
siliconizadas
os caracóis amedrontados
e o rasto viscoso é apenas o da tua língua
no meu pescoco.
De como as tuas janelas calafetadas não me protegem de arrepios.
in Joana Serrado, Emparedada Uit de Muur Hendrik de Vriesstipendium 2008
*Publicidade à obra futura e preguiça de escrever post, portanto cópia directa da minha Botânica
Na tua casa todas as janelas são calafetadas.
Têm fitas adesivas
siliconizadas
para reduzir o coeficiente de atrito
de tracção
Fecham sem deixar abrir a janela.
Mesmo assim
quando chove
os caracóis marcham deslizando suavemente pelos vidros.
Deixam uma caligrafia viscosa que me arrepia.
- Grito
horrorizam-me os caracóis.
Eles assustam-se
recolhem os seus pauzinhos
estagnando na tua vidraça calafetada.
O seu rasto viscoso permanece nos vidros da tua janela
nas madeiras envernizadas
nas carpetes densas
nos meus pés nus
no meu pescoço
E eu grito
os vidros racham-se.
E eu grito
porque sinto o caracol no meu pescoço,
a subir pela nuca
deixando o seu rasto viscoso
no meu pescoco.
Tu apaziguas-me
dizendo que as janelas estão calafetadas
siliconizadas
os caracóis amedrontados
e o rasto viscoso é apenas o da tua língua
no meu pescoco.
De como as tuas janelas calafetadas não me protegem de arrepios.
in Joana Serrado, Emparedada Uit de Muur Hendrik de Vriesstipendium 2008
*Publicidade à obra futura e preguiça de escrever post, portanto cópia directa da minha Botânica
Musicalização-Alienação
"[...] o florescimento sem precedentes da música ocidental apenas se pode compreender a partir da necessidade de produzir um sucedâneo de amplitude cultural convincente para o deserto perdido e para o encerrado refúgio monástico. [...] Nos últimos cem anos, a música estabeleceu-se como o mediador universal através do qual a época sem deserto procura cobrir as suas necessidades de fuga do mundo. O ataque do som artificial aos ruídos exteriores do mundo atingiu neste século uma intensidade sem par em toda a história da espécie. Mas, ao contrário do deserto, que ajudava a libertar o interior, a musicalização mediática de todos os espaços submerge os últimos vácuos de interioridade livre: esquecimento do Ser em todos os altifalantes, ausência banal do mundo em todos os lares, a toda a hora do dia. Desde que há auriculares, o princípio de desconexão do mundo progride no consumo moderno da música também ao nível do aparelho" - Peter Sloterdijck, O Estranhamento do Mundo, Lisboa, Relógio d'Água, 2008, p.72.
Porque estamos sempre a ouvir música, a ver televisão, a viajar na net, a ler, escrever, telefonar, a receber e enviar mails, msns, smss ? Porque passamos tanto tempo neste blogue ? Para fugir de quê ? Para não escutar o quê ? As vozes dos deuses e do silêncio ? A sinfonia do mundo ? Para esquecer e povoar o deserto que somos, que tudo é ? Para nos escondermos de Deus ou do sem nome ? Para não ficarmos nus e despidos de experiências, transidos de luz, despertos ?
Porque estamos sempre a ouvir música, a ver televisão, a viajar na net, a ler, escrever, telefonar, a receber e enviar mails, msns, smss ? Porque passamos tanto tempo neste blogue ? Para fugir de quê ? Para não escutar o quê ? As vozes dos deuses e do silêncio ? A sinfonia do mundo ? Para esquecer e povoar o deserto que somos, que tudo é ? Para nos escondermos de Deus ou do sem nome ? Para não ficarmos nus e despidos de experiências, transidos de luz, despertos ?
domingo, 6 de abril de 2008
Mudar de estado
“Para viver em espírito e em verdade, os iniciados respondem: torna-te árvore seca, touro, leão, passa de estado em estado para te tornares árvore florida.
Mudar de estado é passar de verdade em verdade sem se fixar numa delas, sem se esclerosar num dogmatismo e sem por isso ser céptico”
(A pintura que juntei é de um pintor que assina Ortiz)
a arte de bem responder (ou não)
«Muitas pessoas não ficaram indiferentes à vinda de Sua Santidade. Os livros venderam-se bem e levantaram a curiosidade de algumas crianças.
Uma delas perguntou à mãe quem era o Dalai Lama.
E a conversa foi a seguinte:
- Mãe, quem é o senhor careca?
- É o Dalai Lama.- Quem é o Dalai Lama?
- É o líder do Budismo.
- O que é o Budismo?
- É uma religião.
- Mas o que é que ele faz?
- Ele é o líder religioso.
- O que é isso?
- Então, ele é líder dos recursos humanos do Tibete.
Como toda a gente sabe, o Dalai Lama tinha passado antes pela contabilidade e pelo marketing, mas foi nos recursos humanos que encontrou a sua vocação.»
Fonte: http://www.olivreiro.blogspot.com/
Uma delas perguntou à mãe quem era o Dalai Lama.
E a conversa foi a seguinte:
- Mãe, quem é o senhor careca?
- É o Dalai Lama.- Quem é o Dalai Lama?
- É o líder do Budismo.
- O que é o Budismo?
- É uma religião.
- Mas o que é que ele faz?
- Ele é o líder religioso.
- O que é isso?
- Então, ele é líder dos recursos humanos do Tibete.
Como toda a gente sabe, o Dalai Lama tinha passado antes pela contabilidade e pelo marketing, mas foi nos recursos humanos que encontrou a sua vocação.»
Fonte: http://www.olivreiro.blogspot.com/

No 7º Simpósio Aquém e Além do Cérebro, Stefan Schmidt apresentou um estudo cujo resultado indicava os benefícios de meditar.
Lemos na Revista Visão que «Duas horas e meia semanais de meditação em grupo e 45 minutos diários individuais conduziram a melhorias de 180 pacientes que sofriam de dor crónica.»
«Quando a consciência está centrada no movimento e se aceita o que vem, cria-se um padrão de coerência cerebral que regula as emoções», diz o investigador.
Fonte: Visão, nº 787, 3 de Abril de 2008
Ana, eu estou aqui!

Ontem fui ao cinema. Este filme, que em português se chama «Nunca é Tarde Demais», captou a minha atenção quando vi o «trailer». E os actores eram promessa de qualidade.
O sentido da vida. Gostarias de saber antecipadamente do momento da tua morte? Quando podemos dizer: VIVI VERDADEIRAMENTE ?!?
The Bucket List é a lista de coisas que queremos fazer, antes de bater a bota. Foi um trabalho de casa que o professor de Filosofia deu à personagem interpretada por Morgan Freeman.
Não sei se este filme vai mudar a vida de alguém, mas julgo que a todos nos convoca para uma reflexão interior sobre «o que raio ando eu aqui a fazer!»
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cinema,
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morte,
verdade,
vida,
vida antes ou depois da morte
«Lembre-se que nada é constante,
só a mudança é constante»
Principe Siddhârta Gautama ou Shâkyamuni, dito Buda.
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sábado, 5 de abril de 2008
Isto sim, é o Quinto Império!
Amina, cantora Tunisina que já acompanhou um coral Alentejano e a Sinfonietta de Lisboa no Centro Cultural de Belem, a cantar em Frances e Árabe, com imagens do Mediterraneo, e a lançar a Runas ...
Amina - Le Cercle Rouge
http://www.youtube.com/watch?v=gxw-Kj9Xu6A&feature=related
Amina - Le Cercle Rouge
http://www.youtube.com/watch?v=gxw-Kj9Xu6A&feature=related
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