O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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sábado, 5 de junho de 2010

Um novo paradigma: o Estado ecológico

"Se se considera a primeira vocação da filosofia política, não me parece exagerado acrescentar esta nova característica do Estado racional: o Estado de direito social e democrático deve integrar também uma dimensão ecológica. Entendo por isso que a conservação dos fundamentos naturais da vida deve constituir uma das funções principais do Estado. Todo o Estado que não cumpra esta tarefa perde a sua legitimidade [...]"

- Vittorio Hösle, Philosophie de la Crise Écologique, tradução de Matthieu Dumont, Marselha, Éditions Wildproject, 2009, p.194.

sábado, 13 de junho de 2009

De uma ecologia não fundamentalista...

imagem olhares.com


"aquele que contempla sozinho (e sem intenção de comunicar a outros as suas observações) a figura bela de uma flor selvagem, de um pássaro, de um insecto, etc, para admirá-los, amá-los, sem querer perdê-los na natureza em geral, mesmo que isso lhe implicasse algum dono e, muito menos, se distinguisse nisso uma vantagem imediata e na verdade intelectual pela natureza da beleza. isto é, não apenas o seu produto, mas também a sua existência sem que um atractivo dos sentidos tivesse participação nisso ou também ligasse a isso qualquer fim."


kant, c.f.juízo, int.antónio marques, imp. nac. casa da moeda, p 202