Inventa um trespasseque em parte alguma te toque.
Tecida a filigrana,
ausente na forma da imobilidade
em que te vês inominável,
recrias-te nú,
despido do Universo.
Todo esse espaço onde não és,
onde a existires é dizeres
que esse ser-se não existe,
é, nesse vazio,
o mais que se te abrilhanta,
o grande nada,
onde nunca te encontrarás à tua espera.
