O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fábricas...

"A publicidade é uma fábrica de perfeitos fregueses, ávidos e estúpidos; a educação, que lhe é paralela, fabrica cidadãos servis e crentes"

- Agostinho da Silva, Pensamento à Solta, in Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 169.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Pássaro de fogo




De acordo com a mitologia grega, Fénix é um pássaro que renasce das próprias cinzas. O poeta Alcides Buss, mestre em evocar belas imagens, não podia ter escolhido melhor metáfora para dar nome ao seu mais recente livro de poesia: Cinza de Fénix & Três Elegias. A obra, recém-lançada pela Editora Insular, de Florianópolis, reúne poemas que são como “cinzas”, resultantes não apenas de “lampejos” de imaginação, como também de um lento processo de “fundição”, em que o autor procurou (como sempre o fez) dar a melhor forma a suas ideias e palavras. O resultado, forjado com a chama quente da poesia, é o que o crítico Marco Lucchesi considera “o melhor livro de Alcides Buss”. A primeira parte do livro de Alcides, O Poema, consiste numa bela e criativa utilização do recurso da metalinguagem, em que o autor procura, através da própria poesia, definir o que é o poema. A diversidade das respostas apenas reflecte as infinitas possibilidades do que pode significar a poesia. Para Alcides, entre muitas outras coisas,

“ O poema é a cinza

de Fénix que a alma

de alguém transforma

em sonho e transforma

em corpo e depois em luz.”

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma oferta...

Para a Joana em particular e para todas as serpentes emplumadas em geral!
Fotografia panorâmica
Processo: fotomontagem
VT