O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Aos filhos da Serpente, irmãos de serpentio ...


A todos, como serpentino, aqui exorto a que, em si, deixem aflorar o modo e o tempo de como lidarem com o mesmo que sabemos, nesta “hora crítica” - como, com as adequadas letras todas, lhe chamou o mentor deste não-lugar, entregando-o como sempre faz, por certo, “às suas divindades protectoras”.

Aqueles que aqui estão tão presentes, na mesma ausência de o estarem, já isso o fazem (no mesmo não-lugar, se bem que num outro "aqui"), e a que preço o fazem...!

Neles, temos honra sem nome: a de estarmos aqui, compassivos guerreiros de paz - "até"... e se algo haja como um "até" -, e de querermos ser peles desta Serpe, tanto quanto remoção instante e constante dela em nós.

Só assim há Serpente!
Assim só, a somos!


Abraço serpentino!