Mostrar mensagens com a etiqueta vegetarianismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vegetarianismo. Mostrar todas as mensagens
sábado, 19 de dezembro de 2009
As alterações climáticas, o consumo de carne e a solução vegetariana - Comunicado à Imprensa do Partido Pelos Animais
Até ao próximo dia 18 de Dezembro realiza-se em Copenhaga a Conferência das Nações
Unidas sobre as Alterações Climáticas, momento fundamental na definição do rumo do
planeta, que o Partido Pelos Animais naturalmente aplaude, sobretudo pelo envolvimento dos mais importantes líderes políticos mundiais e pela sempre positiva exposição mediática de que o tema está a ser alvo. Contudo, e porque os olhos do Mundo se viram nesta altura para Copenhaga e para a Dinamarca, não podemos deixar de recordar os milhares de baleias e golfinhos massacrados anualmente nas Ilhas Faroé em nome de uma bárbara tradição, repudiando que práticas deste género possam persistir no século XXI perante a conivência da coroa dinamarquesa, que detém soberania sobre o arquipélago.
O Partido Pelos Animais tem acompanhado a Conferência de forma atenta e interessada e
pretende por isso manifestar a sua preocupação perante a atenção quase exclusiva dedicada ao dióxido de carbono, votando à indiferença outros gases com efeito de estufa e, acima de tudo, outras possíveis soluções para as alterações climáticas. Estamos absolutamente de acordo com a noção de que a redução das emissões de dióxido de carbono é uma prioridade a que todos os países devem dedicar atenção e investimento, mas preocupa-nos a irrelevância atribuída a outros gases, nomeadamente ao metano, até por se tratar daquele cujas emissões seria, provavelmente, mais fácil reduzir.
O metano é um gás cujo potencial de aquecimento global é de 25, ou seja, cada partícula de metano contribui para o aquecimento global 25 vezes mais do que uma partícula de dióxido de carbono. Embora as emissões de metano para a atmosfera sejam consideravelmente inferiores às de dióxido de carbono, a sua influência nas alterações climáticas é determinante e está rigorosamente documentada. Além disso, mais de metade das emissões de metano devem-se a actividades humanas,
enquanto para o dióxido de carbono essa proporção é inferior a 5%. Por essa razão, a
redução das emissões de metano teria um impacto muito mais significativo na sua
concentração na atmosfera do que a redução das emissões de dióxido de carbono. Assim,
apontar baterias para a redução das emissões de origem antropogénica de metano é tão ou mais importante para o futuro da Terra do que no caso do dióxido de carbono.
A maior fonte de metano de origem antropogénica é a agropecuária
intensiva, em particular o sistema digestivo dos ruminantes. O consumo massivo de carne por grande parte da população ocidental alimenta hoje uma indústria altamente poluente, que além das emissões´de metano contribui também largamente para a poluição dos lençóis freáticos e é responsável por 91% da desflorestação da Amazónia desde 1970 o que por sua vez favorece também a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.
Pelo exposto, o Partido Pelos Animais, a par de diversas organizações de todo o mundo e de Sir Paul McCartney, que discursou sobre o tema perante o Parlamento Europeu há duas semanas, acompanhado e apoiado pelo Prof. Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, assume
a sua convicção de que a melhor forma de lutar contra as alterações climáticas é promover activamente a redução do consumo de carne.
Além dos óbvios benefícios para a saúde e em termos de direitos dos animais, é hoje claro que optar por uma dieta sem carne, ou pelo menos diminuir o seu consumo, é uma das decisões individuais com maior e mais positivo impacto ambiental. Por esse motivo, cabe às entidades políticas nacionais e internacionais a divulgação clara desses dados e a sensibilização das populações para essa necessidade. O Partido Pelos Animais considera que esta questão não deveria, de modo algum, estar ausente da agenda da Conferência de Copenhaga, pelo que aqui regista a sua veemente discordância.
De acordo com o seu Manifesto e Declaração de Princípios, o Partido Pelos Animais assume o compromisso de informar os cidadãos e convidá-los à reflexão sobre esta matéria. Nesse âmbito, avançámos recentemente com uma proposta para um Dia Vegetariano por semana, à 3ª feira, confiando na adesão de todos aqueles que partilham das nossas preocupações ecológicas e com o bem-estar dos animais. Insistiremos continuamente na crucial importância deste tema, na expectativa de que não volte a ser excluído do debate político, social e mediático sobre as alterações climáticas e as grandes questões ambientais.
Quartafeira, 16 de Dezembro de 2009
A Comissão Coordenadora do Partido Pelos Animais
Para mais informações contacte:
Paulo Borges
918113021
www.partidopelosanimais.com
geral@partidopelosanimais.com
Fontes:
Intergovernmental Panel for Climate Change, Working Group I (2001). Climate Change 2001:
The Scientific Basis. Contribution of Working Group I to the Third Assessment Report of the
IPCC [versão electrónica]. Cambridge University Press. Cambridge e Nova Iorque. Acedido
em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.grida.no/publications/other/ipcc_tar/
Intergovernmental Panel for Climate Change, Working Group I (2007). Climate Change 2007:
The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report
of the IPCC [versão electrónica]. Cambridge University Press. Cambridge e Nova Iorque.
Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.ipcc.ch/publications_and_data/publications_ipcc_fourth_assessment_report_wg1_r
eport_the_physical_science_basis.htm
Livestock a major threat to environment (2006, 29 de Novembro). FAO Newsroom. Acedido
em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448/index.html
Margulis, Sergio (2004). World Bank Working Paper No. 22: Causes of Deforestation of the
Brazilian Amazon [versão electrónica]. The World Bank. Washington, D. C.. Acedido em 14 de
Dezembro de 2009.
http://wwwwds.
worldbank.org/servlet/WDSContentServer/WDSP/IB/2004/02/02/000090341_2004020213
0625/Rendered/PDF/277150PAPER0wbwp0no1022.pdf
Mohr, Noah (2005). A New Global Warming Strategy: How Environmentalists are Overlooking
Vegetarianism as the Most Effective Tool Against Climate Change in Our Lifetimes [versão
electrónica]. EarthSave International. Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.earthsave.org/news/earthsave_global_warming_report.pdf
Steinfeld, H., Gerber, P., Wassenaar, T., Castel, V., Rosales, M. e de Haan, C. (2006).
Livestock's long shadow Environmental
issues and options [versão electrónica]. FAO. Roma.
Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm
Unidas sobre as Alterações Climáticas, momento fundamental na definição do rumo do
planeta, que o Partido Pelos Animais naturalmente aplaude, sobretudo pelo envolvimento dos mais importantes líderes políticos mundiais e pela sempre positiva exposição mediática de que o tema está a ser alvo. Contudo, e porque os olhos do Mundo se viram nesta altura para Copenhaga e para a Dinamarca, não podemos deixar de recordar os milhares de baleias e golfinhos massacrados anualmente nas Ilhas Faroé em nome de uma bárbara tradição, repudiando que práticas deste género possam persistir no século XXI perante a conivência da coroa dinamarquesa, que detém soberania sobre o arquipélago.
O Partido Pelos Animais tem acompanhado a Conferência de forma atenta e interessada e
pretende por isso manifestar a sua preocupação perante a atenção quase exclusiva dedicada ao dióxido de carbono, votando à indiferença outros gases com efeito de estufa e, acima de tudo, outras possíveis soluções para as alterações climáticas. Estamos absolutamente de acordo com a noção de que a redução das emissões de dióxido de carbono é uma prioridade a que todos os países devem dedicar atenção e investimento, mas preocupa-nos a irrelevância atribuída a outros gases, nomeadamente ao metano, até por se tratar daquele cujas emissões seria, provavelmente, mais fácil reduzir.
O metano é um gás cujo potencial de aquecimento global é de 25, ou seja, cada partícula de metano contribui para o aquecimento global 25 vezes mais do que uma partícula de dióxido de carbono. Embora as emissões de metano para a atmosfera sejam consideravelmente inferiores às de dióxido de carbono, a sua influência nas alterações climáticas é determinante e está rigorosamente documentada. Além disso, mais de metade das emissões de metano devem-se a actividades humanas,
enquanto para o dióxido de carbono essa proporção é inferior a 5%. Por essa razão, a
redução das emissões de metano teria um impacto muito mais significativo na sua
concentração na atmosfera do que a redução das emissões de dióxido de carbono. Assim,
apontar baterias para a redução das emissões de origem antropogénica de metano é tão ou mais importante para o futuro da Terra do que no caso do dióxido de carbono.
A maior fonte de metano de origem antropogénica é a agropecuária
intensiva, em particular o sistema digestivo dos ruminantes. O consumo massivo de carne por grande parte da população ocidental alimenta hoje uma indústria altamente poluente, que além das emissões´de metano contribui também largamente para a poluição dos lençóis freáticos e é responsável por 91% da desflorestação da Amazónia desde 1970 o que por sua vez favorece também a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.
Pelo exposto, o Partido Pelos Animais, a par de diversas organizações de todo o mundo e de Sir Paul McCartney, que discursou sobre o tema perante o Parlamento Europeu há duas semanas, acompanhado e apoiado pelo Prof. Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, assume
a sua convicção de que a melhor forma de lutar contra as alterações climáticas é promover activamente a redução do consumo de carne.
Além dos óbvios benefícios para a saúde e em termos de direitos dos animais, é hoje claro que optar por uma dieta sem carne, ou pelo menos diminuir o seu consumo, é uma das decisões individuais com maior e mais positivo impacto ambiental. Por esse motivo, cabe às entidades políticas nacionais e internacionais a divulgação clara desses dados e a sensibilização das populações para essa necessidade. O Partido Pelos Animais considera que esta questão não deveria, de modo algum, estar ausente da agenda da Conferência de Copenhaga, pelo que aqui regista a sua veemente discordância.
De acordo com o seu Manifesto e Declaração de Princípios, o Partido Pelos Animais assume o compromisso de informar os cidadãos e convidá-los à reflexão sobre esta matéria. Nesse âmbito, avançámos recentemente com uma proposta para um Dia Vegetariano por semana, à 3ª feira, confiando na adesão de todos aqueles que partilham das nossas preocupações ecológicas e com o bem-estar dos animais. Insistiremos continuamente na crucial importância deste tema, na expectativa de que não volte a ser excluído do debate político, social e mediático sobre as alterações climáticas e as grandes questões ambientais.
Quartafeira, 16 de Dezembro de 2009
A Comissão Coordenadora do Partido Pelos Animais
Para mais informações contacte:
Paulo Borges
918113021
www.partidopelosanimais.com
geral@partidopelosanimais.com
Fontes:
Intergovernmental Panel for Climate Change, Working Group I (2001). Climate Change 2001:
The Scientific Basis. Contribution of Working Group I to the Third Assessment Report of the
IPCC [versão electrónica]. Cambridge University Press. Cambridge e Nova Iorque. Acedido
em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.grida.no/publications/other/ipcc_tar/
Intergovernmental Panel for Climate Change, Working Group I (2007). Climate Change 2007:
The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report
of the IPCC [versão electrónica]. Cambridge University Press. Cambridge e Nova Iorque.
Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.ipcc.ch/publications_and_data/publications_ipcc_fourth_assessment_report_wg1_r
eport_the_physical_science_basis.htm
Livestock a major threat to environment (2006, 29 de Novembro). FAO Newsroom. Acedido
em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448/index.html
Margulis, Sergio (2004). World Bank Working Paper No. 22: Causes of Deforestation of the
Brazilian Amazon [versão electrónica]. The World Bank. Washington, D. C.. Acedido em 14 de
Dezembro de 2009.
http://wwwwds.
worldbank.org/servlet/WDSContentServer/WDSP/IB/2004/02/02/000090341_2004020213
0625/Rendered/PDF/277150PAPER0wbwp0no1022.pdf
Mohr, Noah (2005). A New Global Warming Strategy: How Environmentalists are Overlooking
Vegetarianism as the Most Effective Tool Against Climate Change in Our Lifetimes [versão
electrónica]. EarthSave International. Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.earthsave.org/news/earthsave_global_warming_report.pdf
Steinfeld, H., Gerber, P., Wassenaar, T., Castel, V., Rosales, M. e de Haan, C. (2006).
Livestock's long shadow Environmental
issues and options [versão electrónica]. FAO. Roma.
Acedido em 14 de Dezembro de 2009.
http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm
sábado, 24 de outubro de 2009
Um dia vegetariano por semana, à 3ª feira - Pelo bem do planeta, do homem e dos animais

Partido Pelos Animais - Comunicado à Imprensa
Um dia vegetariano por semana
Sabe que, no relatório «A Longa Sombra da Criação de Gado Questões
e Opções Ambientais», a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) declara que o sector da criação de gado emite gases nocivos em maior escala que os produzidos por todos os tipos de transportes em conjunto?
Sabe que o Banco Mundial demonstrou que, desde 1970, 91% da deflorestação na Amazónia
está ligada às necessidades da indústria da carne, agravando os efeitos do aquecimento climático, que é um dos maiores problemas actuais do planeta?
Sabe que a indústria da carne é responsável por 37% de todo o metano devido às actividades humanas (que contribui para o aquecimento global 23 vezes mais que o dióxido de carbono), em grande parte produzido pelo sistema digestivo dos ruminantes, bem como por 64% do amoníaco que contribui para as chuvas ácidas?
Sabe que a pecuária intensiva é responsável pelo empobrecimento dos solos e põe em risco as reservas naturais de água, uma vez que a produção de um só quilo de carne de vaca necessita de 7 quilos de cereais ou feijões de soja e cerca de 15.000 litros de água?
Está consciente que a criação de gado incide assim directamente sobre o aquecimento
climático, a poluição dos solos e dos lençóis freáticos, ao mesmo tempo que representa um terrível desperdício, pois perto de um terço dos cereais produzidos mundialmente destina-se a alimentar animais?
Já pensou que, se os países “desenvolvidos” diminuíssem o consumo de carne, seria possível erradicar a fome que mata perto de seis milhões de crianças todos os anos no mundo?
Sabe que, a manterem-se os números actuais da actividade piscatória, em 2048 não haverá peixes em liberdade nos mares e oceanos, o que acarreta consequências gravíssimas para o ecossistema? E sabe que os peixes e outros animais marinhos criados nas chamadas “fish farms”, usadas como alternativa à pesca em alto mar e que já fornecem metade do peixe consumido pelo ser humano, consomem eles próprios animais pescados em alto mar?
Sabe que as “fish farms” produzem largas quantidades de resíduos, que se espalham pelo oceano e mesmo até à costa, e que as concentrações antinaturais
em que os animais vivem nesses locais favorecem o desenvolvimento de uma série de doenças e parasitas?
A quem interessa este péssimo negócio, que só prejudica o planeta, o homem e os animais, criados, transportados e abatidos nas condições mais cruéis? A ninguém, excepto a uma minoria de grandes empresas e empresários, que, com o apoio dos governos e com a nossa colaboração, enriquece sacrificando à sua ganância as populações, os animais e o planeta.
É por isso que, tal como fez a Fundação Brigitte Bardot em França, o Partido Pelos Animais vem pedir ao Governo português que instaure um dia vegetariano em todas as instituições públicas, convidando as privadas a fazerem o mesmo. A exemplo do que sucede no município de Gent, na Bélgica, onde a Terça-feira foi delcarada “veggiedag”, sugerimos que todas as Terças-feiras as cantinas portuguesas apresentem ementas vegetarianas. A par disto, solicitamos aos cidadãos que, pelo bem do planeta, do homem e dos animais, se abstenham de comer carne e peixe nesse dia, o que é também extremamente benéfico para a saúde.
Todos nos sentiremos melhor e, quem sabe, descobriremos que podemos estender
progressivamente a dieta vegetariana a mais dias.
A redução do consumo de carne e peixe é hoje um imperativo ético, ecológico, terapêutico e económico, bem como o exercício da consciência cívica e política mais esclarecida que cada vez mais urge na actual situação do planeta.
Solicitamos à comunicação social que difunda esta proposta e a todos os cidadãos que a ponham em prática e divulguem por todos os meios.
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
A Comissão Coordenadora do Partido Pelos Animais
Para mais informações contacte:
Paulo Borges
918113021
www.partidopelosanimais.com
geral@partidopelosanimais.com
Fontes:
Livestock a major threat to environment (2006, 29 de Novembro). FAO Newsroom. Acedido
em 21 de Outubro de 2009.
http://www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448/index.html
Opportunity Untapped (2006, 22 de Março). FAO Newsroom. Acedido em 21 de Outubro de
2009.
http://www.fao.org/newsroom/en/focus/2006/1000252/index.html
Biello, David (2006, 2 de Novembro). Overfishing Could Take Seafood Off the Menu by 2048. Scientific American. Acedido em 21 de Outubro de 2009.
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=overfishing-could-take-se
Margulis, Sergio (2004). World Bank Working Paper No. 22: Causes of Deforestation of the Brazilian Amazon [versão electrónica]. The World Bank. Washington, D. C.. Acedido em 21 de Outubro de 2009
http://wwwwds.worldbank.org/servlet/WDSContentServer/WDSP/IB/2004/02/02/000090341_20040202130625/Rendered/PDF/277150PAPER0wbwp0no1022.pdf
Schwartz, Mark (2009, 8 de Setembro). Stanford study: Half of the fish consumed globally is now raised on farms. Stanford University News. Acedido em 21 de Outubro de 2009.
http://news.stanford.edu/news/2009/september7/woodsfishfarmstudy090709.html
Steinfeld, H., Gerber, P., Wassenaar, T., Castel, V., Rosales, M. e de Haan, C, (2006). Livestock's long shadow Environmental issues and options [versão electrónica]. FAO. Roma. Acedido em 21 de Outubro de 2009.
http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.html
Stober, Dan (2009, 20 de Fevereiro). Coasts catch fish farming’s dirty drift. Stanford University News. Acedido em 21 de Outubro de 2009.
http://news.stanford.edu/news/2009/february25/fish_sr022509.html
Nota: alguns links parecem ter sofrido alterações e estarem corrompidos. Pode acedê-los no site do PPA: www.partidopelosanimais.com
terça-feira, 13 de outubro de 2009
França: Brigitte Bardot pede ao Presidente Sarkozy que instaure um dia vegetariano
Depois do auge sobre o clima, de uma taxa "de carbono" sobre os
carburantes, que acabou de se tomar em Nova Iorque e antes de ser posta
em prática em França, a Fundação Brigitte Bardot interveio junto do
Presidente Nicolas Sarkozy para pedir a percentagem sobre a criação de
gado cujas repercussões ambientais são das mais preocupantes.
De facto, no seu relatório «a criação de gado também é uma ameaça para o
ambiente», a Organização das Nações Unidas para a alimentação e a
agricultura (FAO) indica que o sector da criação de gado emite gazes
perniciosos que são mais elevados que os produzidos pelos transportes
(todas as categorias incluídas). Por seu lado, o Banco Mundial
demonstrou que, desde 1970, 90% da deflorestação na Amazónia está ligada
às necessidades da indústria da carne, acentuando portanto os efeitos do
aquecimento climático que nos preocupa tanto hoje em dia.
O sector representa, por outro lado, respectivamente 37% de todo o
metano devido às actividades humanas (contribuindo para o aquecimento 23
vezes mais que o CO2), em grande parte produzido pelo sistema digestivo
dos ruminantes, e 64% do amoníaco que contribui para as chuvas ácidas.
A criação de gado é também responsável pelo empobrecimento dos solos e
põe em perigo as reservas naturais de água uma vez que a produção de um
só quilo de carne de vaca necessita de 323 m² de pastagens, 7 a 16
quilos de cereais ou feijões de soja e cerca de 15.500 litros de água!
O sector da criação de gado tem, portanto, uma incidência directa sobre
o aquecimento climático, a poluição dos solos, dos lençóis freáticos, e
representa um terrível desperdício pois perto de um terço dos cereais
produzidos mundialmente destina-se a alimentar animais para a produção
de carne.
Se os países « desenvolvidos » diminuíssem o consumo de carne, seria
possível erradicar a fome que mata perto de seis milhões de crianças
todos os anos.
É por isso que, numa carta em 25 de Setembro dirigida ao Chefe de
Estado, Brigitte Bardot pede ao Presidente para «dar um sentido às
declarações do auge sobre o clima e ser coerente pondo em prática uma
taxa carbono», instaurando um dia vegetariano em todos os
estabelecimentos públicos e convidando os estabelecimentos privados a
fazerem o mesmo, numa medida citadina e responsável.
Para Brigitte Bardot: «Para além destas preocupações ambientais e
humanitárias, recusar o consumo de carne é também o melhor
meio de protestar contra a inumanidade e a barbárie presentes em todo o
lado nas criações de gado, durante o transporte ou no momento do abate
de milhares de animais sacrificados e consumidos todos os anos.»
E conclui : «Já existe o «dia sem automóvel», o «dia sem tabaco», mas
instaurar um dia vegetariano teria repercussões bem mais fortes que
todas as taxas «carbono» juntas e o planeta sentir-se-ía infinitamente
melhor (ele sentir-se-ía ainda bem melhor se esta medida vegetariana
fosse seguida 365 dias por ano)…»
...
É necessário abrir os olhos para esta questão. E já agora vejam o video "Meat the Truth" no Videotube: uma verdade mais do que inconveniente!
O Partido pelos Animais vai lançar em breve a campanha por um dia vegetariano em Portugal.
carburantes, que acabou de se tomar em Nova Iorque e antes de ser posta
em prática em França, a Fundação Brigitte Bardot interveio junto do
Presidente Nicolas Sarkozy para pedir a percentagem sobre a criação de
gado cujas repercussões ambientais são das mais preocupantes.
De facto, no seu relatório «a criação de gado também é uma ameaça para o
ambiente», a Organização das Nações Unidas para a alimentação e a
agricultura (FAO) indica que o sector da criação de gado emite gazes
perniciosos que são mais elevados que os produzidos pelos transportes
(todas as categorias incluídas). Por seu lado, o Banco Mundial
demonstrou que, desde 1970, 90% da deflorestação na Amazónia está ligada
às necessidades da indústria da carne, acentuando portanto os efeitos do
aquecimento climático que nos preocupa tanto hoje em dia.
O sector representa, por outro lado, respectivamente 37% de todo o
metano devido às actividades humanas (contribuindo para o aquecimento 23
vezes mais que o CO2), em grande parte produzido pelo sistema digestivo
dos ruminantes, e 64% do amoníaco que contribui para as chuvas ácidas.
A criação de gado é também responsável pelo empobrecimento dos solos e
põe em perigo as reservas naturais de água uma vez que a produção de um
só quilo de carne de vaca necessita de 323 m² de pastagens, 7 a 16
quilos de cereais ou feijões de soja e cerca de 15.500 litros de água!
O sector da criação de gado tem, portanto, uma incidência directa sobre
o aquecimento climático, a poluição dos solos, dos lençóis freáticos, e
representa um terrível desperdício pois perto de um terço dos cereais
produzidos mundialmente destina-se a alimentar animais para a produção
de carne.
Se os países « desenvolvidos » diminuíssem o consumo de carne, seria
possível erradicar a fome que mata perto de seis milhões de crianças
todos os anos.
É por isso que, numa carta em 25 de Setembro dirigida ao Chefe de
Estado, Brigitte Bardot pede ao Presidente para «dar um sentido às
declarações do auge sobre o clima e ser coerente pondo em prática uma
taxa carbono», instaurando um dia vegetariano em todos os
estabelecimentos públicos e convidando os estabelecimentos privados a
fazerem o mesmo, numa medida citadina e responsável.
Para Brigitte Bardot: «Para além destas preocupações ambientais e
humanitárias, recusar o consumo de carne é também o melhor
meio de protestar contra a inumanidade e a barbárie presentes em todo o
lado nas criações de gado, durante o transporte ou no momento do abate
de milhares de animais sacrificados e consumidos todos os anos.»
E conclui : «Já existe o «dia sem automóvel», o «dia sem tabaco», mas
instaurar um dia vegetariano teria repercussões bem mais fortes que
todas as taxas «carbono» juntas e o planeta sentir-se-ía infinitamente
melhor (ele sentir-se-ía ainda bem melhor se esta medida vegetariana
fosse seguida 365 dias por ano)…»
...
É necessário abrir os olhos para esta questão. E já agora vejam o video "Meat the Truth" no Videotube: uma verdade mais do que inconveniente!
O Partido pelos Animais vai lançar em breve a campanha por um dia vegetariano em Portugal.
Subscrever:
Mensagens (Atom)