O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


Mostrar mensagens com a etiqueta senciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta senciência. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Constituição e antropocentrismo

O artigo 1º da Constituição diz que "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". Há que ampliar o sentido desta justiça e solidariedade para além do antropocentrismo, abrangendo o interesse de todos os seres sencientes na vida e no bem-estar. Existirá "dignidade da pessoa humana" quando esse interesse é ignorado e lesado?