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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"Que tudo fundamentalmente mude!"
"Que tudo fundamentalmente mude! Que um novo mundo brote das raízes do humano. Que uma nova divindade reine sobre os homens, que um novo futuro se lhes abra!
Na oficina, nas casas, nas assembleias, nos templos, por todo o lado, que a metamorfose se cumpra!" - Hölderlin, "Hypérion".
E que esta nova divindade seja a consciência afectiva do Todo, a sabedoria amorosa que abrace fraternalmente todos os seres vivos!
Na oficina, nas casas, nas assembleias, nos templos, por todo o lado, que a metamorfose se cumpra!" - Hölderlin, "Hypérion".
E que esta nova divindade seja a consciência afectiva do Todo, a sabedoria amorosa que abrace fraternalmente todos os seres vivos!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Trans-Pátria - Para uma sabedoria da metamorfose
"Os povos, culturas, civilizações, tal qual os homens, não conseguem começar a realizar-se senão limitando-se. Este é, ao mesmo tempo, o modo como surgem para a vida e caminharão para a morte. Tendendo a fechar-se numa exígua e aniquiladora maneira de ser ou conceber, esquecem que aquela limitação pela qual se tornaram possíveis e atingiram a grandeza é a mesma pela qual morrem, quando deixam de a tomar como processo e a tomam como fim. Isto caracteriza, no entanto, os povos, culturas, civilizações, como os homens singulares: obstinam-se em manter-se por aquilo mesmo que os tornou possíveis, esquecendo ou ignorando que para nós, homens, no seio da arquipotente Natureza e perante a subtil solicitação do incriado, só persiste o que incessantemente se renova. "Não iremos além", clamam os pusilânimes no doloroso seio das metamorfoses. Isto significa que o sentido autêntico de verdade os desertou e, com ele, a potência de ser e subsistir"
- José Marinho, Aforismos sobre o que mais importa, Obras, I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, pp.298-299.
Eis um trecho de um verdadeiro filósofo, expoente maior do pensamento português, lusófono e universal e, por isso, escassamente lido e parcamente compreendido, por aqueles mesmos que o lêem.
Que este trecho possa despertar todos os que tomam por definitiva e eterna, e como um fim em si, a forma transitória e contingente de um ser, uma pátria, uma cultura ou uma civilização. Ai de quem não for Proteu, o deus da metamorfose, figura paradigmática do ser universal, como o grande Antero de Quental anunciou!...
- José Marinho, Aforismos sobre o que mais importa, Obras, I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, pp.298-299.
Eis um trecho de um verdadeiro filósofo, expoente maior do pensamento português, lusófono e universal e, por isso, escassamente lido e parcamente compreendido, por aqueles mesmos que o lêem.
Que este trecho possa despertar todos os que tomam por definitiva e eterna, e como um fim em si, a forma transitória e contingente de um ser, uma pátria, uma cultura ou uma civilização. Ai de quem não for Proteu, o deus da metamorfose, figura paradigmática do ser universal, como o grande Antero de Quental anunciou!...
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