O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Abracei o diabo


Vieste com os teus olhos escuros

E cabelos longos

Tinhas um cheiro intenso e forte

E tentador


Vieste dizer-me

que estiveste sempre presente


Disseste

Que abrias a porta da morte e da vida

Que vivias entrelaçado nos meus sonhos

Que eras

O fogo que me alimentava

A pele que me tocava e arrepiava

O terreno palpitante de húmus

Em que me deitava


Disseste que eras o hálito

Que me respirava


E eu aceitei-te