O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Irrisórias faíscas

imagem google




«(...) o nosso corpo compõe-se os átomos do universo, as nossas células encerram uma parcela do oceano primitivo, os nossos genes são, na sua maioria, comuns aos os nossos vizinhos primatas, o nosso cérebro possui os estratos da evolução da inteligência, e, quando se forma no ventre materno, o pequeno homem refaz, em acelerado, o percurso da evolução animal.



(...) nós não passamos de irrisórias faíscas aos olhos do universo. Assim possamos ter a sabedoria de nunca o esquecer.»



Dominique Simmonet



"A mais bela história do mundo _ os segredos das nossas origens", Gradiva, p. 13