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quarta-feira, 12 de março de 2008
Triste, mas não mortal
É com a maior das humildades que escrevo os textos que publico neste blogue. Não me julgo superior ou inferior aos outros, mas igual, enquanto ser humano e diferente, em muitos aspectos das nossas vivências. Por exemplo, considero-me mais ignorante do que a maioria das pessoas já que esqueci a maior parte dos assuntos que aprendi no liceu, desde História às Ciências.
No entanto, nunca pensei que a minha participação neste espaço pudesse ser tão polémica, ao ponto de, praticamente a cada post, receber comentários muito negativos, alguns chegando mesmo a ser insultuosos, se eu assim o quiser. Na verdade, penso não ter escrito nada que relegasse para esse tipo de reacções, já que o que escrevi foram, essencialmente, uma série de conjecturas, prontas a ser refutadas.
Se escrevi, ontem, um argumento, foi porque penso que os argumentos são uma boa forma de chegarmos à verdade, objectivamente, e porque, de certo modo, esperava que os leitores pensassem sobre o assunto e que se gerasse uma discussão saudável, prós e contras, relativamente ao que foi dito. Infelizmente, a maioria dos leitores não teve a maturidade suficiente para discutir o assunto e, quem sabe, juntos chegarmos à verdade, ou dela mais nos aproximarmos.
E isso deixa-me bastante triste, porque vejo que as pessoas não estão preparadas para discutir ideias mas, apenas, a aceitar de bom grado aquilo que vai de encontro às suas expectativas e, nesse sentido, estão muito apegadas às mesmas.
Triste, mas não mortal.
No entanto, nunca pensei que a minha participação neste espaço pudesse ser tão polémica, ao ponto de, praticamente a cada post, receber comentários muito negativos, alguns chegando mesmo a ser insultuosos, se eu assim o quiser. Na verdade, penso não ter escrito nada que relegasse para esse tipo de reacções, já que o que escrevi foram, essencialmente, uma série de conjecturas, prontas a ser refutadas.
Se escrevi, ontem, um argumento, foi porque penso que os argumentos são uma boa forma de chegarmos à verdade, objectivamente, e porque, de certo modo, esperava que os leitores pensassem sobre o assunto e que se gerasse uma discussão saudável, prós e contras, relativamente ao que foi dito. Infelizmente, a maioria dos leitores não teve a maturidade suficiente para discutir o assunto e, quem sabe, juntos chegarmos à verdade, ou dela mais nos aproximarmos.
E isso deixa-me bastante triste, porque vejo que as pessoas não estão preparadas para discutir ideias mas, apenas, a aceitar de bom grado aquilo que vai de encontro às suas expectativas e, nesse sentido, estão muito apegadas às mesmas.
Triste, mas não mortal.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
A minha escrita
A minha escrita, neste blogue, tem sido apelidada, nos últimos dias, de soporífera, ingénua, ou de ser capaz de criar náuseas, devido aos temas que trato quase obsessivamente e devido à forma como os trato. Trato-os da forma que quero, e não para agradar a este ou àquele leitor, não sem não querer agradar a algum leitor, como é óbvio. Porém, devo dizer que considero o querer agradar aos outros um defeito de carácter que, de resto, já afirmei ter e do qual, portanto, me quero libertar. Não vou alterar a minha escrita ou os temas que trato devido a imposições do leitor. Se lhe causa náuseas tem uma solução: não ler. De resto, continuarei a escrever neste blogue, porquanto me for permitido, na medida em que o considero um projecto atraente; juntar diferentes sensibilidades num único espaço e esticar a corda aos limites, contem comigo! Para mais, aviso desde já que em muito me agradam as críticas negativas ao meu trabalho, visto serem estas as que me permitem ver o que em mim não vejo e passar para outros patamares. Por isso, agradeço todas as críticas, boas ou más, não sem antes desejar um fim de semana cheio de paz a todos os leitores. Paz.
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