O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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terça-feira, 15 de abril de 2008

Pelo caminho do nada até ao centro do nada

"Por el camino de la nada has de llegarte a perderte en Dios, que es el último grado de la perfección, y [si] así te sabes perder, serás dichosa, te ganarás y te acercarás a hallar. En esta oficina de la nada se fabrica la sencillez, se halla el interior y infuso recogimiento, se alcanza la quietud y se limpia el corazón de todo género de imperfección. Oh, qué tesoro descubrirás si haces en la nada su morada ! Y si te entras en el centro da la nada, en nada te mezclarás por afuera (escalón en donde tropiezam infinitas almas), sino solamente en aquello que por oficio te toca" - Miguel de Molinos, Guía Espiritual, XX, 191.