O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Descobrir Buda, hoje, já!



Descobrir Buda, o meu último livro, vai ser apresentado hoje, 28 de Janeiro, 6ª feira, pelas 18.30, na FNAC - Chiado, pelo Prof. Dr. Carlos João Correia (Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa).

Sejam bem vindos!

"O presente livro visa dar a conhecer alguns aspectos fundamentais da via do Buda ou do Despertar da nossa potencialidade ou natureza profunda. Pela sabedoria que nele possa transparecer, não nossa, mas vinda dessa natureza encoberta em todos os seres sencientes, a maior aspiração ao publicá-lo é contribuir para que ela se descubra em todos nós. Daí o título: Descobrir Buda. Com efeito, seja qual for o nome que lhe dermos, que haverá de mais importante do que desencobrir isso de mais fundo que tantas vezes, nos momentos culminantes das nossas vidas, pressentimos ou vislumbramos residir em nós e em tudo? Algo infinitamente livre, sábio e bondoso, apenas velado pela percepção de uma separação entre nós e os outros, entre nós e o mundo, e pelo medo daí resultante, que origina todas as egocêntricas tendências inconscientes, o apego e a aversão que se combinam em todo o tipo de emoções perturbadoras e conceitos, incluindo os budistas. Descobrir(-se) Buda, remover os véus que encobrem o que realmente somos e deixar que isso se manifeste plenamente, numa espontaneidade benéfica para todos os seres, é na verdade o único fim de todo o estudo e prática do chamado “budismo”, que neste sentido, mais do que uma filosofia ou religião, é uma via para nos libertarmos de todas as ilusões e cumprirmos o intemporal preceito, comum a Ocidente e Oriente: torna-te o que és" - Paulo Borges