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domingo, 21 de março de 2010
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Declaração sobre o Movimento Internacional Lusófono, a "Nova Águia" e a Associação Agostinho da Silva
Car@s Amig@s
Venho por este meio tornar público que, a partir de ontem, me demiti de presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e de qualquer participação neste. Na minha decisão fui acompanhado por mais de metade dos membros da Comissão Coordenadora presentes (numa reunião a que só faltaram dois), que constituem a maioria dos membros fundadores do MIL e onde estão todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida.
As minhas razões, resumidas ao essencial, prendem-se com o facto de considerar que o referido Movimento se tornou refém de um grupo que deixou de respeitar a Declaração de Princípios e Objectivos por mim redigida e aprovada pelos membros fundadores, passando a instrumentalizar os valores da cultura portuguesa e lusófona e o legado de homens como Agostinho da Silva num sentido ideológico-político, onde um muito ambíguo neonacionalismo lusófono surge ao serviço de insaciáveis apetites de protagonismo e poder. O MIL deixou de ser um espaço de reflexão crítica e plural sobre Portugal, a Lusofonia e o mundo para se converter num projecto protopartidário, que pretende partir à conquista do poder ao serviço de interesses obscuros.
Naturalmente que a representatividade deste grupo é nula, pois não constituía sequer a maioria dos membros da Comissão Coordenadora, nem foi sancionado pelos cerca de 1000 aderentes ao MIL, que o fizeram por se reconhecerem na sua Declaração de Princípios e Objectivos. Todavia, nestas condições tornou-se impossível trabalhar e preferi partir para projectos novos, sem as conotações ideológicas obscuras que o MIL entretanto assumiu.
Pelas mesmas razões, propus e foi aprovada a total desvinculação entre a "Nova Águia" (revista e blogue) e o MIL. O mesmo acontece com a Associação Agostinho da Silva, que igualmente se desvincula totalmente quer da "Nova Águia", quer do MIL.
Permaneço como co-director da revista "Nova Águia" e um dos administradores do seu blogue. Permaneço também como presidente da Associação Agostinho da Silva e anuncio que esta se reassumirá, a partir de hoje, como o espaço natural para uma reflexão ampla, séria, crítica e plural acerca de Portugal, da Lusofonia e do mundo, bem como acerca do pensamento e da prática de Agostinho da Silva e da sua actualidade. No espírito da maior abertura e universalismo inter-cultural. Tudo aquilo que o MIL deixou de ser.
Ainda ontem, aqueles que se demitiram do MIL se reuniram e ficou decidido esse reforço da Associação Agostinho da Silva, com projectos vários, entre os quais uma revista.
Todos os que queiram participar nestas novas actividades podem contactar-me no meu mail pessoal - pauloaeborges@gmail.com . Apelo também a que o blogue da "Nova Águia" não seja abandonado ao pequeno grupo que nele representa os interesses ideológicos do actual MIL.
Agradeço que esta informação seja transmitida a todos aqueles a quem possa interessar e particularmente aos muitos que, por meu intermédio, aderiram ao MIL. A esses agradeço a sua confiança e peço desculpa por tê-los conduzido a um projecto que não correspondeu às suas e minhas legítimas e melhores expectativas.
Saudações cordiais
Paulo Borges
Venho por este meio tornar público que, a partir de ontem, me demiti de presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e de qualquer participação neste. Na minha decisão fui acompanhado por mais de metade dos membros da Comissão Coordenadora presentes (numa reunião a que só faltaram dois), que constituem a maioria dos membros fundadores do MIL e onde estão todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida.
As minhas razões, resumidas ao essencial, prendem-se com o facto de considerar que o referido Movimento se tornou refém de um grupo que deixou de respeitar a Declaração de Princípios e Objectivos por mim redigida e aprovada pelos membros fundadores, passando a instrumentalizar os valores da cultura portuguesa e lusófona e o legado de homens como Agostinho da Silva num sentido ideológico-político, onde um muito ambíguo neonacionalismo lusófono surge ao serviço de insaciáveis apetites de protagonismo e poder. O MIL deixou de ser um espaço de reflexão crítica e plural sobre Portugal, a Lusofonia e o mundo para se converter num projecto protopartidário, que pretende partir à conquista do poder ao serviço de interesses obscuros.
Naturalmente que a representatividade deste grupo é nula, pois não constituía sequer a maioria dos membros da Comissão Coordenadora, nem foi sancionado pelos cerca de 1000 aderentes ao MIL, que o fizeram por se reconhecerem na sua Declaração de Princípios e Objectivos. Todavia, nestas condições tornou-se impossível trabalhar e preferi partir para projectos novos, sem as conotações ideológicas obscuras que o MIL entretanto assumiu.
Pelas mesmas razões, propus e foi aprovada a total desvinculação entre a "Nova Águia" (revista e blogue) e o MIL. O mesmo acontece com a Associação Agostinho da Silva, que igualmente se desvincula totalmente quer da "Nova Águia", quer do MIL.
Permaneço como co-director da revista "Nova Águia" e um dos administradores do seu blogue. Permaneço também como presidente da Associação Agostinho da Silva e anuncio que esta se reassumirá, a partir de hoje, como o espaço natural para uma reflexão ampla, séria, crítica e plural acerca de Portugal, da Lusofonia e do mundo, bem como acerca do pensamento e da prática de Agostinho da Silva e da sua actualidade. No espírito da maior abertura e universalismo inter-cultural. Tudo aquilo que o MIL deixou de ser.
Ainda ontem, aqueles que se demitiram do MIL se reuniram e ficou decidido esse reforço da Associação Agostinho da Silva, com projectos vários, entre os quais uma revista.
Todos os que queiram participar nestas novas actividades podem contactar-me no meu mail pessoal - pauloaeborges@gmail.com . Apelo também a que o blogue da "Nova Águia" não seja abandonado ao pequeno grupo que nele representa os interesses ideológicos do actual MIL.
Agradeço que esta informação seja transmitida a todos aqueles a quem possa interessar e particularmente aos muitos que, por meu intermédio, aderiram ao MIL. A esses agradeço a sua confiança e peço desculpa por tê-los conduzido a um projecto que não correspondeu às suas e minhas legítimas e melhores expectativas.
Saudações cordiais
Paulo Borges
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