segunda-feira, 5 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Penélope revisitada

Pousado o tear entre o colo e a memória
Entre a flor e a dor há peixes-pássaros raiados
A mulher engole o fogo que rola no mar
Há clarões que morrem na sua boca
Engole-os a saliva da espera
E o dia parado é uma ferida que entra no espinho
A manchar o bordado do lençol
Haverá manhãs de pássaros calados
Circum-navegando o desenho do bordado
Sabe-se que uma túnica se despe no incêndio
De uma viva memória. E os rios silentes
cobrem os pés dos artesãos de florilégios.
Onde guardas os braços, ó meu amor de longe?
A tua cabeça no meu colo é uma geografia deserta
O esplendor degolado de uma flor nascida
Da ciência tecida do paciente espaço.
Reconta o tempo da viagem de regresso.
As mãos são alvas cicatrizes, e as flores ágeis
Não enchem o bordado do ponto onde te ausentas.
Cheio o meu colo das paisagens que ficam
Converte-te à cegueira da minha imagem vazante
Nas ondas verás o reflexo de deus em chamas
Chamarás pelo tempo, essa flor de mortalha;
Talvez entres a cantar por esses corredores de pó
Sabes que a tua cabeça florirá sobre o meu colo em chamas?!
M.S.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Brinde a Omar Kayam!
pó de nada.
Mas as rosas florescem mesmo do pó.
Do mesmo pó de estrelas
o poder torna escravo
Quem das rosas só as pétalas colhe
Descuidado.
Bebei, pois, de uma taça mais funda
Como quem se esquece
E no esquecer se lembra
que do cálice rubro
transborda a seiva que embriaga mais.
M.S.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Julgamento

Numa ilha escura e hirta, repleta em paisagens de heresia sonhadas em meio ao delirium tremens de algum órfão, o povo agachado – em se tratando de um burgesso solitário haveria desculpa – esse povo se engana com tais heresias babadas
Atravessam-se dolorosamente com máscaras de cómico sem graça, os postulados de quaisquer estruturas sejam elas ou não feitas da matéria dos seres vivos... Grande pateada com champagne e cigarros de marca branca, como se estivessem num jogo de futebol
Dizem olá à eternidade com tamanha desfaçatez virada nos copos e chupada nos cigarros que se tocassem um violino atrás das colinas, sairia num estertor opaco do violino estuprado
Surdos e grossos como pedregulhos que um pé empurra para o precipício a comprar tabaco ou a girar um grogue entre dedos
Enrolado a tapetes de arraiolos
A foto tirada ao conjunto de roupa enxovalhada e enodoada, a guerra do Peloponeso do avesso
Esses pequenos pedregulhos rodeados por Oceanos leoninos onde se estrangula qualquer veleidade pela via de todas essas ondas
Do prólogo ao êxodo, o epidauro da natureza – entrada do coro a dançar e a cantar – gotas de chuva a entrarem em águas zangadas
Impetuosas, divinas no Ocaso, impacientes na sua ferocidade e pouco se importando com a quantidade de corpos inchados que bóiam depois da sua passagem
Leis omnipotentes, não as queiram, não as queiram ouvir. Preferem as angústias da porta a bater no escuro, da ilha amarfanhada como papéis de velho louco
Como ondas do pensamento, exactamente, se plasticinam em recurso a estas metáforas, as zangas dos mortais
Pensamento. Pensamento?
Algo de recurso estético tirado dos sonhos ou das páginas da natureza para um boneco mole escarrapachado numa cadeira rodeado por todos os lados
Que nem sabia se as águas lhe molhassem apenas os pés num Ganges a ferver...
As torpes magnitudes que observaria numa praia, em pleno Janeiro, e que o enrolavam mesmo não querendo, nem por isso seriam diferentes
Era portanto o acto de sorver beijos da Têtis hedionda, cortejar a sublime dialéctica, porventura escrevendo o poema em papel barato
Um Eu ratificado universalmente por aspas, sublinhado mesmo
O que o empurrava, descendo escadas levado por Ondas aos novos segundos que se sucediam aos derradeiros, aniquilando-os como se faz a uma formiga
Compreensão pura?
Quereria - será que poderia? – dourar a constância de algo que somente se nomeia e constata numa ode feita aos que nela sofreram, afogados abjectos e pescadores patéticos naufragando a gritos de puta batida agarrada ao cu, numa introspecção
Na sensação de se entender apenas pessoa.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A Grande Libertação
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
P´RA PULAR
NÃO TENHAMOS ILUSÕES:
QUEM TEM MIL QUER TER CEM MIL
QUEM TEM CEM MIL QUER MILHÕES
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
"Verdes Anos": o PAN já faz parte da história do ecologismo em Portugal

O livro Verdes Anos. História do ecologismo em Portugal (1947-2011), de Luís Humberto Teixeira (Lisboa, Esfera do Caos, 2011), será apresentado pelo Prof. Viriato Soromenho-Marques na 3ª feira, dia 31 de Janeiro, às 18.30, na Livraria Bulhosa de Entrecampos. Este livro dedica o capítulo 8 ao PAN e ao seu resultado surpreendente nas últimas eleições legislativas. Reproduzimos os três últimos parágrafos do livro, após se referir o historial de adversidade de Portugal e dos países do Sul da Europa aos ideais ecologistas:
"Perante este ambiente hostil, como se explica então o sucesso do PAN, que nas primeiras eleições legislativas a que concorreu obteve mais de 50 000 votos em listas próprias (feito inédito entre os partidos ecologistas portugueses) e quatro meses depois elegeu um deputado em eleições regionais?
Será um epifenómeno ou será que o segredo para o sucesso de um partido verde em Portugal passa por unir a defesa do ambiente aos direitos dos animais e às causas humanitárias?
Para responder a estas questões teremos de esperar mais algum tempo. Entretanto, uma coisa é certa: por mais negro que seja o cenário do país e do planeta, muitos acreditam que a cor da esperança ainda é o verde"
Cabe-nos mostrar que o "segredo" é mesmo esse e que o PAN veio para crescer e ficar.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
off load
Vergílio Torres
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
acordei com um pássaro negro esvoaçando em casa
:
preto como um estorninho mas de cauda comprida como se de melro
não sei identificar
já me limpou todas as teias-de-aranha dos ângulos mais altos das paredes
onde o espanador - preso a uma cana - não alcança
cumprido o seu papel de utilidade
vou abrir todas as janelas
para lhe mostrar
o caminho da sua liberdade
liberdade de pássaro
não é igual
à liberdade de pessoa
liberdade de pessoa
é quando não tem grades
casa de pássaro é o céu
e sua liberdade é quando voa
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Rita Cardoso - "Emoções" from MPAGDP on Vimeo.
Tomai outras coisas mais, por quem sois!
Rita Cardoso - "Coisas Concretas" from MPAGDP on Vimeo.
Rita Cardoso - "Serve-te" from MPAGDP on Vimeo.
Nosso coração é antigo
de antes de haver idade
por isso existir lhe não dá abrigo
ébrio de espanto e saudade
Odeio símbolos, os mestres-de-obras dos poemas, os clínicos
analistas das metáforas, os engenheiros do amor, os arquitetos
da foda, os psicanalista da música fúnebre. Odeio os que num verso
tentam perceber a minha vida toda. Invertem parábolas, agitam-nas,
sacodem-nas, analisam a minha dor à lupa.
Rais parta a simbologia, as pernas das letras, os nenúfares nas mesinha
de cabeceira, os poetas escriturários, belos, sentimentais e sonâmbulos
como os bois pela beirinha da estrada.
Odeio os que a modinho retiram a vesícula do poema, injetam sol
e pleonásmos, virgulam os sentidos.
Meus senhores, o que escrevo advém das flores, roubado às flores,
plagiado das flores. Esse é o meu crime, o meu sangue, que é fresco
e tem sete fuso horários.
Por favor, não me dêem cabo dos significados!
domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
La prière du coeur

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Para venir a lo que gustas has de ir por donde no gustas

Para venir a gustarlo todo
no quieras tener gusto en nada.
Para venir a saberlo todo
no quieras saber algo en nada.
Para venir a poseerlo todo
no quieras poseer algo en nada.
Para venir a serlo todo
no quieras ser algo en nada.
Para venir a lo que gustas
has de ir por donde no gustas.
Para venir a lo que sabes
has de ir por donde no sabes.
(…)
Cuando reparas en algo
dejas de arrojarte al todo.
Para venir del todo al todo
has de dejarte del todo en todo,
y cuando lo vengas de todo a tener
has de tenerlo sin nada querer.
En esta desnudez halla el
espíritu su descanso, porque no
comunicando nada, nada le fatiga hacia
arriba, y nada le oprime
hacia abajo, porque está en
el centro de su humildad.
Juan de la Cruz
UM IMPÉRIO NOSSO

Atente-se menos na noção, e mais no fazer-se, dinâmico, desta aglutinação vista através das janelas baças de um quarto para dentro do mesmo quarto. Uma introspecção ajoujada num acto de sofrimento, que, se não transmitisse qualquer interesse, não era por isso menos verdadeiro. Este império! Presente renovo na leitura a esmagar empíricos sentidos, solipsismo montado em elefantes brancos.
Que manifesto? Que coisa? Aonde a subir cinzentamente cinza tão cruel e bruta que não podia deixar de ser nossa?
E aos olhos de quem, se fossem para diferenciar algo? Não teriam inclusos a qualquer consideração a mais pequena intenção prometeica de se constituírem impérios além de unipessoais tanto que o fossem grandes, e eram os maiores
Impérios de cinza perdida que eram capazes de envergonhar um Napoleão com a sua amplitude. Conseguem ser mais do que esses mediatos obviamente concretos e exteriores, onde os desapiedados fariseus tentam engordar-se na atmosfera dos ditados
Aqui está equilibrado o sujeito da sua pessoa, o espaço indómito da verdade com bigodes mefistofélicos, nossos, que os retorcemos com um movimento de dedos desinteressados. O desconsolo das batalhas perdidas ou vencidas que nunca precisaram de o ser na edificação, tentam apossar-se, e conseguem, à sua maneira, um nascer do Sol que não lhes pertence, definindo-o e sublinhando-o em insufladas selvaticamente de serenatas de plástico desafinadas como um exército perdido de império estrangeiro
Com botas gastas marcham as hostes hasteadas de aonde de alguém, seguindo obstinadamente a sombra de velhos sujos, que lhes pareciam, bizarramente, os sósias do Salazar na cama, assinando inutilmente. Afinal sempre se cansam do sol, e tais coisas e às tantas se perdem em si, abstrusas nas intenções, sósias deles. Ou as luzes jamais lhes pertenceram, a esses ditadores bêbados e cambaleantes, e eles ofuscados se simplificaram no labirinto assustado de cada um.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Votos de um 2012 radical
Desejo-vos o que me desejo, pois bem disso careço: Revolução interior, abolição da ficção do ego, explosão de amor e compaixão por tudo e por todos!
Só assim faremos a Diferença e seremos a Alternativa que este fim de ciclo de civilização pede de todos nós. Só assim seremos credíveis obreiros de um Outro Portugal, uma Outra Europa e um Outro Mundo, em nós erguidos das ruínas deste canto de cisne tecnocrático, economicista e financeiro, que esgota todos os balões de oxigénio da natureza e da Vida.
Conto encontrar-vos, com espírito não-violento, pacífico e positivo, na manifestação de 10 de Janeiro, às 18.30, no Rossio, em Lisboa, contra a venda da EDP, mas sobretudo a favor de ética na política. Uma manifestação que não é contra os chineses nem contra ninguém, mas acima de tudo contra a nossa apatia e a favor de uma nova sociedade e civilização, fundada na consciência, no amor e no respeito por todas as formas de vida.
Bem hajam!
sábado, 24 de dezembro de 2011
BOAS FESTAS
mesmo ao multimilionário RICARDO DIMAS
e a todos os milionários do mundo
que conseguiram fortuna pelos seus métodos
BOM NATAL também ao José SÓCRATES
e ao deputado da atual Assembleia da República
que desejava felicidades a todos os emigrantes
à exceção
do que tinha emigrado para Paris
para estudar Filosofia
BOM NATAL aos norte-coreanos
que ainda agora hão de chorar
a morte do seu GRANDE CHEFE Kim Jong II
mais do que todos os cristãos
alguma vez choraram a crucificação de CRISTO
e acreditam na sua santidade
pela neve e trovoada que tombaram sobre Pyongyang
no decurso
das exéquias funerárias
e porque as águas de um Lago sagrado se cindiram
e porque uma montanha rochosa enorme
num minuto se tornou urbano montículo de lixo
BOM NATAL a todos os católicos
que acreditam que Jesus subiu aos Céus ressuscitado
libertando-se de um pesado inviolável túmulo de pedra
e aos muçulmanos todos
para quem Maomé também subiu aos Céus
chegado aí cavalgando a sua pura égua Kamsa
BOM NATAL aos Budistas todos - adoradores do gorducho e sempre sorridente Buda
aos hindus de Brahama
e de seu TRIO
aos crentes em todas as Tríades da História
:
- triunviratos
- trindades
- adoradores da própria TROIKA
BOM NATAL aos animistas todos
aos que adoram o Sol o Sado e os golfinhos
mas também as menos simpáticas taínhas
dos cais de Setúbal e de Troia
Bom Natal aos chineses que nos invadem o Comércio
e aos que não emigram e ficam por lá
a construir barragens e a semear os campos
e a ganhar dinheiro
para nos comprarem as nossas EDPs
aos que cultivam o ópio no Afeganistão
a coca na Colômbia no Chile no Perú
cannabis em Marrocos Argélia África por inteiro
até nos quintais de Albufeira
ou onde reste uma leira de terra das couves e dos nabos
BOM NATAL a todos os drogados
e a seus familiares a vida inteira de ressaca
sem alguma vez terem experimentado a droga
BOM NATAL também aos traficantes
e aos dealers
e aos barões que têm os filhos a estudar em Londres
e nas melhores Universidades da América
e têm apartamentos no Dubai em que todos os metais
para uniformizar são ouro
BOM NATAL aos que produzem toda a droga
arriscando a vida porque eles próprios são pobres que nem JOB
aos mineiros que escaparam no Chile do fundo de uma mina
e a todos os milhares de milhares de companheiros
que esgaravatam a terra com perícia de toupeiras
BOM NATAL a todos os que têm casa nos 5 continentes
mas também áqueles
para quem o cemitério será
sua não última mas primeira moradia
se me permitem - aos SEM e CEM abrigos
BOM NATAL a todos os com defeitos físicos
aos invisuais
porque não conseguem ver
mas também aos cegos
que não vêem porque não lhes agrada ver
aos acamados aos doentes terminais
às enfermeiras e aos médicos
aos que trabalham e aos que estão em greve
aos que acreditam
que houve Jesus Cristo filho de Deus e de Maria
que foi menino
e nasceu mesmo neste dia 25
ou teria sido 24?
há 2011 (ou serão 2012?) anos
mas sobretudo um BOM NATAL
aos que mesmo não acreditando em nada disto
são bons
e honestos
e justos
e solidários
e pacíficos
e simples
capazes de todos os milagres
como se fossem CRISTO
penhamata
emana, irmana o perfume de cedros e montanha
na pele as rosas e os musgos,
o fado a chama, a chamada
os melros, os cerros, e a montada
na lunação do véu uiva a aurora,
a sede, acende, ascende, nascente.
Mensagem de Natal
Há cerca de três anos não conhecia sequer os blogues e o Facebook. Circunstâncias várias aqui me trouxeram e, sobretudo o meu envolvimento com o PAN, fez com que no Facebook rapidamente me visse a gerir várias páginas e com uma comunidade de muitos milhares de amigos e apoiantes. Nesta passagem das actividades mais espirituais e culturais a uma acção mais pública, em prol de causas que de todos são conhecidas - direitos humanos, direitos dos animais, ecologia, universalismo cultural e diálogo inter-religioso - , tenho feito muitas amizades e diminuído ou perdido outras, o que tem sido raro. Tenho também encontrado adversários e até inimigos, como é natural. E muitos indiferentes, como também é natural.
Seja como for, nesta véspera de Natal, em que se comemora, consciente ou inconscientemente, a possibilidade de em nós nascer um Homem Novo, quero desejar a todos, e mesmo a todos - pensem, digam e façam o que pensarem, disserem e fizerem e gostem ou não de mim e do que penso, digo e faço - , toda a Felicidade do mundo e agradecer-vos por vos conhecer e pelo privilégio de partilhar convosco a aventura desta existência. Digo isto sobretudo aos meus adversários e inimigos.
Quero também dizer-vos que vejo hoje confirmar-se o que desde criança pressentia: que iria assistir a grandes coisas e a grandes mutações na história do mundo e que iria ter parte activa nelas. Estamos na verdade num momento dramático, crucial e decisivo da história de Portugal, da Europa e do planeta, em que somos confrontados com grandes dificuldades, a maior das quais é a de enfrentar as consequências da devastação que a humanidade tem causado na Terra, nos animais e em si mesma, bem como o novo obscurantismo que sobre todos nós se abate, sob a forma da ditadura económico-financeira de um capitalismo selvagem sem quaisquer princípios éticos que visa reduzir a população mundial a um novo exército de escravos ao serviço da avidez e ganância das forças obscuras que se ocultam por detrás de governos e partidos do poder. Isso é mais imediatamente evidente em Portugal, um país e uma cultura milenar de gente boa que está a ser destruído por sucessivos governos, a ser ocupado pela banca mundial e a ser colonizado por potências obscuras como a China.
Cabe-nos a todos sermos Resistência e Alternativa, criar práticas culturais, sociais e económicas que sejam o embrião da sociedade futura, construir a ponte entre uma civilização que morre e outra que aflora à luz do dia. Para tal somos todos necessários: movimentos de cidadãos, forças políticas e culturais independentes do poder estabelecido e que não visem mais do mesmo, indivíduos conscientes. Temos de nos unir, organizar e agir. É necessário inverter o processo que tem afastado da política as pessoas boas e competentes, com princípios e valores, com sentido do bem comum, para a deixar nas mãos dos medíocres, corruptos e vendidos a quem mais lhes paga. Política haverá sempre: se não queremos ser vítimas dela, temos de a exercer em prol da justiça e arrancá-la ao domínio dos grupos económico-financeiros. Não nos espera tarefa nada fácil, dado o poder e a violência das forças da ignorância e da ganância que se abatem sobre humanos e não-humanos e devastam a Terra. Temos todos de nos superar, indo buscar energias que agora desconhecemos, mas que são desde sempre e já presentes no mais íntimo de quem somos. Muitas tentações surgirão, como a de desistirmos, nos acomodarmos e dividirmos. Vencê-las-emos se nos motivarmos pensando no socorro dos que mais sofrem e na importância de assegurarmos um futuro para a Terra, para os nossos filhos e netos, esquecendo fins e interesses pessoais, de modo a que possamos morrer com a consciência do dever cumprido. Só assim seremos a Diferença e brilharemos, sem orgulho, como um relâmpago eterno na mais escura noite. Só assim assumiremos as grandes responsabilidades que nos esperam, estrelas cravadas no firmamento das nossas vidas.
Beijo-vos e abraço-vos, uma a uma, um a um
Boas Festas!
Que nasça Hoje e Sempre em nós uma consciência ética universal, que nos leve apenas a pensar, dizer e fazer o que vise o Bem de tudo e de todos, humanos e não-humanos!
Paulo Borges
24.12.2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Procuro o ponto de fuga.
Desenho o luar em cada noite escura.
Despeço-me do sol.
Na monotonia do amarelo, deito-me e sonho
com o mar que caminha para a montanha,
até que a terra encontre o céu e o azul tome conta da cor.
Descubro no gesto o sentido.
Entre a mesa e a janela, da minha casa
Mora teimosa uma parede amarela
Cansada, debotada na cor,
Delicada, encosto meu corpo
Apoio no ombro a vontade de ser
Abro a janela, abraço a liberdade.
No horizonte - vida.
domingo, 18 de dezembro de 2011
JARDIM ZOOILÓGICO
só partículas atómicas
mesmo essas gravitam
em movimentos apenas aparentemente
determinísticos
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
P´RA PULAR
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
banquete filosófico: do amor platónico (e de outras coisas que nos fazem suspirar)
2500 anos depois, regressa o Symposium
«Para alguns intérpretes, o conceito de amor em Platão em O Banquete é irracional e explicado pela natureza.»
e para si, o que é o amor?
venha partilhar connosco. garantimos boa disposição e um menu confeccionado pelas mãos do grande chef José Besteiro.
sábado, 5 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
"When injustice is law, resistance is duty" Thomas Jefferson
Falta pouco até que todas as capitais se juntem numa só marcha
Pelo Respeito e pela Verdade! O nosso conhecimento jà é demais,
Vemos pelos satélites quanto custou o que voces deitam fora
Que nós poderiamos provar de bom grado, e saborear juntos, se
Nao tivéssemos de nos agarrar ao emprego de que nao gostamos!
Mas nao somos preguicosos nem nunca seremos mentirosos!
Podem ficar com vossos iates e vossos aquàrios em quarentena
Longe da presenca de pessoas normais cujas maos vos dao,
Indirectamente, de comer, enquanto là especulam nós festejamos
Com o emocionalmente necessàrio de que precisamos para ser felizes!
Jà vos demos décadas de chances para sairem desse buraco negro
Porque sabemos tudo que sempre se tem passado, mas parecem nao
Querer ouvir que estao errados e existe honestidade neste mundo
Que usa o coracao como arma para defender a imortal alma humana,
Em vez da vossa infantil ganancia presuncosa dum estatuto jà podre!
Nao existem ofertas à vista, sò promocoes para enganar ceguinhos
Que là se deixam escravizar esperando as proximas eleicões – Eles
Atè do lixo dos supermercados nos fecham à chave, com lixivia ou
Vidros espalhados como presente de Natal para enregelares sem
Telhado onde chorar as misérias que o despedimento te faz passar!
Foi jà à muito esquecido o que diziam que tinhas tanto jeito para fazer,
Tiveste de crescer, trabalhar para ajudar a familia, sacrificar talento
Pela elite que os economistas alimentam como se fosse direito feudal,
Trocar neo-liberalismo por ética pessoal e ver-se consumido pelo bicho
Acumulativo, dinheiro-dependente, mandando outro milhao para a veia!
Nós culpamos o sistema como se este nao fosse comandado por pessoas
Que se maltratam e se burlam pelas hipócritas costas mal querem e podem,
Cobaias dentro do mesmo obscuro jogo egoista por lucro e mais-valia,
Brincando com o escalpe das nacoes e as reformas dos nossos pais por
Algum orgulho obtuso de ser o perverso que quer sempre ficar por cima!
Fui e voltei das compras, està tudo mais caro e todos perguntam porque?
A lei dos politicos è devota aos bancos que definem a mesada dos paises!
Queria sonhar com bombas que matem só aqueles que nao sabem partilhar
Porque nunca precisaram, era o mordomo que ia às reunioes da escola,
Nunca conheceram a visao de uma migalha de pao servir de refeicao…
…mas conhecerao! Jà que nada faz sentido e o ouro foi trocado por papel,
Quero que roubem, que se manifestem, que recusem cada injustica diaria
Tal como a militarizacao da vossa liberdade imbuida na iliteracia da policia
Que em vez de proteger, persegue, e em vez de servir, manipula e decide!
O amor da maioria jà cintila por revolucao, independencia e bom senso!
Basta de gozarem e escarrarem nas esperancas dos que vos fazem ricos,
Ouco os passos mortiferos do cadafalso aproximarem-se silenciosamente
E imparàveis por serem protegidos pela Razao e guiados pela Vinganca!
Outubro 2011
Tallinn
domingo, 30 de outubro de 2011
banquete filosófico: do amor platónico (e de outras coisas que nos fazem suspirar)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
finalmente OUTONO
para as lavar
estão aí
sábado, 15 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
PARABÉNS
domingo, 9 de outubro de 2011
O Casaco Bege. Divórcio
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
VALE A PENA
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Do fundo sem fundo de Todo o Mundo vimos
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
SISIFO
domingo, 2 de outubro de 2011
VÁ PARA OS BRAÇOS DE MORFEU

“A terra dos sonhos foi localizada em algum lugar no submundo, provavelmente perto do domínio da Noite e seus filhos. Poetas muitas vezes se referiam a dois portões principais do reino dos sonhos. Um portão tinha molde de marfim serrado, o outro de chifre polido. Sonhos falsos passavam pelo portão de marfim, enquanto verdadeiros sonhos proféticos asavam a sua saída pelo portão de chifre. Houve também quem disse haver um olmo murcho no domínio de Morfeu, sobre o qual os sonhos tratados pelo Onírico eram pendurados, com o semblante de asas-fantasma-forma saindo para a noite para se suicidarem, esgotados pelos desejos humanos.”
Um cansaço bíblico chega, qual mastodonte correndo pela planície durante meses a fio. E baloiça com seu momentum cansando homens e mulheres que tiram as roupas encharcadas de trabalho persistente
Acendem cigarros, enrolados por mãos tremebundas, cansados como retratos de gente cansada
Sacodem a roupa, acendem o último cigarro
Cansados como retratos de gente cansada cristalizando por arquétipos, esfaimados com raiva cega por absurdos. Atiram-se a suas enxergas, como os mastodontes desfalecendo no fim do caminho; e se encasulam para renascer na dobra de lençóis com piolhos
Sendo certo que por tais momentos, as paisagens se reconstroem placidamente... Açucaram-se em monumentalidades estupradas por gargalos de garrafas e enroladas nos últimos cigarros tremidos
Coros silenciosos colam na epiderme baça, choram um uivo, rezam um consolo despenteado nas dunas desses lençóis. Se abafam num sono de papel para comprovar a nação de maravilhas onde querem alternar
São os cansados que dormem num caixão de veludo masturbando a saudade em várias formas. Um pesadelo ou acontecimento faustoso não tem diferença para o ideal consumo do ópio em pratos invisíveis
Mas no seu sono ainda são sonâmbulos, pálidos restos desdobrados em ridículos teatros de mastodonte e lençol. Vasculham alegrias mirradas pela voragem dos dias nos caixotes de lixo das coisas imateriais...
Onde vão comprando caro as fantasias melifluas sob a lua amarelada, em sentido, falsa. Prosseguindo o estado repetido de asas de não-sei-quê a bater na cara.


















