sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Vou vivendo. Alborada do Brasil
Carlos Nuñez acaba de tirar o seu novo disco, Alborada do Brasil. Quero compartir convosco, amigos, a ledice que me supõe ouvir este grande artista galego irmanando a lusofonia deste jeito tão formoso.
Segundo conta na apresentação do disco há uma carta dirigida ao rei de Portugal datada em 1500 em que se diz que o primeiro instrumento europeu que ouviram os indígenas foi uma gaita galega dando lugar a uma improvisada dança na praia. No mundo celta falava-se de uma misteriosa ilha chamada Y-Brasil.
Segundo conta na apresentação do disco há uma carta dirigida ao rei de Portugal datada em 1500 em que se diz que o primeiro instrumento europeu que ouviram os indígenas foi uma gaita galega dando lugar a uma improvisada dança na praia. No mundo celta falava-se de uma misteriosa ilha chamada Y-Brasil.
Carlos Nuñez também vai à procura dum bisavô gaiteiro que se perdeu no Brasil. Quem sabe se o encontraria algures. A Galiza está viva nas raízes do Brasil e também nos seus frutos. Ouçam, amigos.
O comentário "insultuoso" apagado no Blog Nova Águia pela inteligência apagada do senhor Edson Pelé...
Um cemitério. Uma campa arde. De cada lado, degoladas, as cabeças de Cesário Verde e Gomes Leal vertem lágrimas de sangue. Ariana, nua, passa por entre uma fileira de espectros. Ao fim de tudo, com seu grande Machado, Deus espera.
Se não compreendem, metam as mãos ao coração, arranquem-no e trinquem-no. Abrir-se-vos-ão os olhos e verão que nunca aqui estiveram.
Se não compreendem, metam as mãos ao coração, arranquem-no e trinquem-no. Abrir-se-vos-ão os olhos e verão que nunca aqui estiveram.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Ainda os Animais...
Esta é uma campanha/petição da Greenpeace a enviar para o Japão. O que está em questão é o abate de baleias, mas não é uma petição comum: somos nós que construímos a baleia que leva a mensagem. Tem qualquer coisa de infantil e, talvez por isso, dá muito prazer produzir o bicho. Vão até ao endereço abaixo e experimentem.
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
Os alunos de certeza que gostarão da experiência.... e os filhos e os netos e sobrinhos e afilhados e os amigos e... qualquer bicho humano.
Eu já fiz a minha, chama-se Heart Waves :)
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
Os alunos de certeza que gostarão da experiência.... e os filhos e os netos e sobrinhos e afilhados e os amigos e... qualquer bicho humano.
Eu já fiz a minha, chama-se Heart Waves :)
"Pascoaes é um ser terrível..."
"Pascoaes é um ser terrível e a sua poesia, uma coisa imensa e prestigiosa, tornou-se-me fonte de tormento. Quando penso nas dificuldades extraordinárias a vencer para dar dela uma ideia digna, interpretar qualquer outro poeta em Portugal torna-se uma brincadeira.
[...]
No momento em que a Europa cientificada e tecnificada via o pomo da felicidade amadurecido na sempre enganosa árvore da vida, Teixeira de Pascoais diz-nos, e logo no título de um dos seus livros, que, se vemos proibido o céu, nos está também a terra proibida. A Renascença Portuguesa veio e passou, incompreendida como o poeta vidente, e, a falar verdade, um pouco ridicularizada.
Há razão para isso, devemos concordar. Na verdade, o programa parecia, e parece, inexequível. Acentuar-se-ia cada vez mais, e por diversas formas, o sentimento de que o céu está longe e a convicção de que temos de viver, como vis bichos, até à morte, de um modo ou de outro. É absurdo misturar deuses e homens, árvores e almas, paganismo e cristianismo, loucura e sabedoria, melancolia e ilimitada esperança. E assim, a Saudade, no momento de despertarem já para o sentido do perdido bem os próprios infernos, não chegou a despertar os seres da terra"
- José Marinho, Teixeira de Pascoaes, Poeta das Origens e da Saudade e outros textos, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2005, pp.398-399.
[...]
No momento em que a Europa cientificada e tecnificada via o pomo da felicidade amadurecido na sempre enganosa árvore da vida, Teixeira de Pascoais diz-nos, e logo no título de um dos seus livros, que, se vemos proibido o céu, nos está também a terra proibida. A Renascença Portuguesa veio e passou, incompreendida como o poeta vidente, e, a falar verdade, um pouco ridicularizada.
Há razão para isso, devemos concordar. Na verdade, o programa parecia, e parece, inexequível. Acentuar-se-ia cada vez mais, e por diversas formas, o sentimento de que o céu está longe e a convicção de que temos de viver, como vis bichos, até à morte, de um modo ou de outro. É absurdo misturar deuses e homens, árvores e almas, paganismo e cristianismo, loucura e sabedoria, melancolia e ilimitada esperança. E assim, a Saudade, no momento de despertarem já para o sentido do perdido bem os próprios infernos, não chegou a despertar os seres da terra"
- José Marinho, Teixeira de Pascoaes, Poeta das Origens e da Saudade e outros textos, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2005, pp.398-399.
Informação - Animais e Felicidade
Estarei amanhã, 6ª feira, em representação do Partido Pelos Animais, no programa "Sociedade Civil", da RTP2, entre as 14 e as 15.30, dedicado ao tema do abandono dos animais.
Estarei no mesmo programa na próxima 5ª feira, dia 16, à mesma hora, entrevistado sobre a visão da felicidade no Budismo.
Saiu uma notícia sobre o PPA na TVI online e sairá outra na "Sábado" desta semana ou da próxima.
Sejamos felizes e contagiantes, para o bem de todos os seres sensíveis! Que a felicidade entre na agenda política e que a política se abra da cidade dos homens para a Natureza, o planeta e o universo. Este é o novo paradigma.
Estarei no mesmo programa na próxima 5ª feira, dia 16, à mesma hora, entrevistado sobre a visão da felicidade no Budismo.
Saiu uma notícia sobre o PPA na TVI online e sairá outra na "Sábado" desta semana ou da próxima.
Sejamos felizes e contagiantes, para o bem de todos os seres sensíveis! Que a felicidade entre na agenda política e que a política se abra da cidade dos homens para a Natureza, o planeta e o universo. Este é o novo paradigma.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
ESTAMOS PUBLICITANDO
Convido-vos para um concerto que darei no próximo sábado, 11 de Julho, 22h em Lisboa num sítio chamado Crew Hassan que fica na Rua das Portas de Santo Antão, nº 159 (a rua do Coliseu).
Em vez de tomates tragam serpentinas para me atirar.
Em vez de tomates tragam serpentinas para me atirar.
será ou não será, eis a questão
esta reflexão leva longe, até por exemplo, à ideia seguinte: será que a esta mesma segunda época não se deveria seguir, por ocasião das grandes revoluções da natureza, ainda uma terceira? Quando um orangotango ou um chimpazé vierem a desenvolver os orgãos que servem para andar, para manejar os objectos ou para falar, até que se forme uma estrutura humana contendo no seu mais íntimo um orgão para o uso do entendimento e desenvolvendo-se pouco a pouco por uma cultura social.
immanuel kant
planeta dos macacos? possivelmente é o que merecemos
immanuel kant
planeta dos macacos? possivelmente é o que merecemos
"E venha o Partido Pelos Animais !"
Silêncio selvagem
Foram admiráveis os elogios de Paulo Rangel aos colegas-adversários do Parlamento, por revelarem que continua pertinente o conceito de elite de Pareto – ou o conceito de pandilha do povo português. Rangel é claramente um homem civilizado. O mesmo ao quadrado digo do meu grande amigo Paulo Portas, do CDS-PP.
Nada me surpreendeu mais do que saber, pelo PÚBLICO de ontem, que essa civilização nem sempre se estende à condenação dos selvagens. Falo dos selvagens que se divertem a pôr cães perigosos (que eles próprios criaram e treinaram para serem assim) a lutar contra outros cães.
Falo dos seres desumanos que põem os cães tão nervosos e agressivos que os condenam a uma existência psicótica. E que, de vez em quando, fogem do controlo dos donos, e atiram-se a quem calhar.
Por que carga de água-de-colónia, então, é que o PSD e o CDS-PP se abstiveram no diploma que criminaliza os promotores de lutas entre animais e os donos de cães perigosos que se atiram às pessoas?
Podem explicar-me o que há de tão polémico nesta lei que castiga quem organiza lutas entre animais? E que dá alguma satisfação às vítimas dos ataques destas bestas?
A nova lei é até daquelas desconcertantes que se estranha não haver já há muitos anos.
Saúde-se o deputado do PSD Mendes Bota, o único que votou a favor. Mas não chega. Fazer bonitos com abstenções é feio quando se trata de proteger pessoas e animais uns dos outros. E venha o Partido Pelos Animais!
- Miguel Esteves Cardoso, Público, 5.7.2009
Foram admiráveis os elogios de Paulo Rangel aos colegas-adversários do Parlamento, por revelarem que continua pertinente o conceito de elite de Pareto – ou o conceito de pandilha do povo português. Rangel é claramente um homem civilizado. O mesmo ao quadrado digo do meu grande amigo Paulo Portas, do CDS-PP.
Nada me surpreendeu mais do que saber, pelo PÚBLICO de ontem, que essa civilização nem sempre se estende à condenação dos selvagens. Falo dos selvagens que se divertem a pôr cães perigosos (que eles próprios criaram e treinaram para serem assim) a lutar contra outros cães.
Falo dos seres desumanos que põem os cães tão nervosos e agressivos que os condenam a uma existência psicótica. E que, de vez em quando, fogem do controlo dos donos, e atiram-se a quem calhar.
Por que carga de água-de-colónia, então, é que o PSD e o CDS-PP se abstiveram no diploma que criminaliza os promotores de lutas entre animais e os donos de cães perigosos que se atiram às pessoas?
Podem explicar-me o que há de tão polémico nesta lei que castiga quem organiza lutas entre animais? E que dá alguma satisfação às vítimas dos ataques destas bestas?
A nova lei é até daquelas desconcertantes que se estranha não haver já há muitos anos.
Saúde-se o deputado do PSD Mendes Bota, o único que votou a favor. Mas não chega. Fazer bonitos com abstenções é feio quando se trata de proteger pessoas e animais uns dos outros. E venha o Partido Pelos Animais!
- Miguel Esteves Cardoso, Público, 5.7.2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Trans-Pátria - Da condição do interesse filosófico por uma nação
"Um espírito filosófico não pode interessar-se particularmente por uma nação senão quando ela lhe aparecer como condição do progresso da humanidade inteira"
- Schiller, Carta a Körner (1789).
- Schiller, Carta a Körner (1789).
Uma paisagem para Cinda
Da minha janela não vejo nenhuma paisagem
que não fosse tua, mas quem és tu?
Vejo a Serra e o céu perfeitamente nu -
ai, que divina e infinita coragem
gozam as nuvens e gozam as montanhas,
nesta janela pequena vejo as velas passar
no velho Tejo vejo navios de Ultramar
e sempre de novo as balsas alaranjadas -
um desassossego de noite e dia,
enquanto ouço bem distante uma melodia:
“Que coração tão duro, seco e frio
Se poderá livrar do sentimento,
Vendo com saudoso movimento
Fugir as claras aguas deste rio?”
Madragoa, 04.VII.09
que não fosse tua, mas quem és tu?
Vejo a Serra e o céu perfeitamente nu -
ai, que divina e infinita coragem
gozam as nuvens e gozam as montanhas,
nesta janela pequena vejo as velas passar
no velho Tejo vejo navios de Ultramar
e sempre de novo as balsas alaranjadas -
um desassossego de noite e dia,
enquanto ouço bem distante uma melodia:
“Que coração tão duro, seco e frio
Se poderá livrar do sentimento,
Vendo com saudoso movimento
Fugir as claras aguas deste rio?”
Madragoa, 04.VII.09
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