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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Se queres atingir o satori pelo zen esquece o zen e o satori, os ensinamentos dos mestres; usa os teus próprios meios
"O eu é o mestre do eu" - mesmo isto é para esquecer, porque não há mestre nem eu, se assim o quiseres. Se quiseres prostrar-te, prostra-te. Se o não quiseres, não o faças. Age de acordo com a tua consciência, se assim o quiseres. Ser carneiro ou pastor, escolhe. Existem carneiros, mas não existem pastores: mesmo o pastor é um carneiro. E mesmo o carneiro é erva no campo. A erva no campo é vento. Eu sou vento. De facto, tudo é vento. Se quiseres, nada é vento. O vento não existe. Nem qualquer igualdade entre os seres. Pois o teu pensamento é o teu pensamento. Quem sou eu para te dizer o que há e o que não há, o que é e o que não é? Bem gostaria que pensasses como eu, mas... para quê?, para obter uma rotunda concordância? Prefiro que te libertes, eu, que não sou liberto: o zen é esta consciência. E é a consciência de estar liberto, aqui e agora num instante, mais ou menos prolongado, que se esvai para o nunca ter sido, iluminando-nos como uma luz interior na ampla escuridão da mente. A mente propriamente não existe, mas apenas a erva no campo. A mente é isso: é e não é verde. É uma pedra e o brilho do Sol sobre essa pedra. Porque o zen é tudo e isso é a budeidade. Mas eu não sei o que é a budeidade, é demasiado pura. Do puro nada se diz que não que é puro, para não se o sujar. Se quiseres, suja-o.
Etiquetas:
liberdade,
monismo,
zen-budismo
domingo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Simples/Minimalismo
"O Zen difere de todas as outras práticas religiosas de meditação devido ao seu princípio da falta de suposição. O próprio Buda é rudemente rejeitado; na verdade ele é quase blasfemicamente ignorado (...) é também uma imagem e portanto deve ser posta de lado."
in Introdução ao Zen-Budismo, Editora Pensamento, p. 24.
in Introdução ao Zen-Budismo, Editora Pensamento, p. 24.
sábado, 14 de junho de 2008
Pensamento zen
quarta-feira, 5 de março de 2008
uma leitura Zen de Ulisses
(a pedido de várias famílias :) o resumo da conferência encontra-se aqui: Shikantaza no rio Liffey: uma leitura Zen de Ulisses de Joyce por Amy Hollowell
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Shikantaza no rio Liffey: uma leitura Zen de Ulysses de Joyce
conferência: quinta-feira, 28 de Fevereiro, às 21h30
auditório do Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, nº 22
"Ulysses é o registo de um dia comum, o dia 16 de Junho de 1904, em Dublin. O “herói” deste dia comum é um homem comum, Leopold Bloom, e o livro é o “épico” do seu dia comum em toda a sua pequena e gloriosa banalidade. Bloom é qualquer homem a viver tudo. Realmente tudo! O método de Joyce não deixa nada de fora; este é um espectáculo da totalidade da vida. Neste relato abrangente do dia de Bloom, tudo está ao mesmo nível; para o artista, um facto não tem mais valor do que outro. Ao testemunhar tudo o que surge, Joyce pratica a equanimidade perfeita quando representa os seus personagens tais como eles são. Um antigo mestre Zen uma vez exclamou: “Que belos flocos de neve! Eles não caem num outro lugar.” De igual modo, quando lhe perguntaram numa entrevista por que o pai de Bloom era húngaro, Joyce respondeu, “Porque o é!” Joyce retrata a vida como um todo integrado e coerente, em que cada detalhe é visto tal como é, no seu lugar.
Pode ser dito que a premissa espiritual do livro é uma aceitação total da vida, uma noção fundamentalmente budista. De facto, uma prática essencial do Zen Japonês é aquilo a que se chama shikantaza, que significa literalmente “somente-sentar” ou “só sentar.” É uma prática que não utiliza nenhum suporte meditativo --- nenhum mantra, nenhum objecto de concentração, nenhuma técnica --- e que é caracterizada por uma intensa e não-discursiva atenção. Pode ser simplesmente definida como testemunhar a totalidade da vida. O autor de Ulysses, um irlandês de meia-idade exilado numa Europa do início do Século XX desfeita pela selvageria da guerra, estava de acordo com o Terceiro Patriarca do Zen, o qual escreveu, muitos séculos atrás na China antiga, “O caminho perfeito não é difícil para os que não têm preferências.” Ele também dá eco a outro provérbio tradicional do Zen: “O dharma é igual, sem alto, nem baixo.”
Sensei Amy Hollowell
auditório do Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, nº 22
"Ulysses é o registo de um dia comum, o dia 16 de Junho de 1904, em Dublin. O “herói” deste dia comum é um homem comum, Leopold Bloom, e o livro é o “épico” do seu dia comum em toda a sua pequena e gloriosa banalidade. Bloom é qualquer homem a viver tudo. Realmente tudo! O método de Joyce não deixa nada de fora; este é um espectáculo da totalidade da vida. Neste relato abrangente do dia de Bloom, tudo está ao mesmo nível; para o artista, um facto não tem mais valor do que outro. Ao testemunhar tudo o que surge, Joyce pratica a equanimidade perfeita quando representa os seus personagens tais como eles são. Um antigo mestre Zen uma vez exclamou: “Que belos flocos de neve! Eles não caem num outro lugar.” De igual modo, quando lhe perguntaram numa entrevista por que o pai de Bloom era húngaro, Joyce respondeu, “Porque o é!” Joyce retrata a vida como um todo integrado e coerente, em que cada detalhe é visto tal como é, no seu lugar.
Pode ser dito que a premissa espiritual do livro é uma aceitação total da vida, uma noção fundamentalmente budista. De facto, uma prática essencial do Zen Japonês é aquilo a que se chama shikantaza, que significa literalmente “somente-sentar” ou “só sentar.” É uma prática que não utiliza nenhum suporte meditativo --- nenhum mantra, nenhum objecto de concentração, nenhuma técnica --- e que é caracterizada por uma intensa e não-discursiva atenção. Pode ser simplesmente definida como testemunhar a totalidade da vida. O autor de Ulysses, um irlandês de meia-idade exilado numa Europa do início do Século XX desfeita pela selvageria da guerra, estava de acordo com o Terceiro Patriarca do Zen, o qual escreveu, muitos séculos atrás na China antiga, “O caminho perfeito não é difícil para os que não têm preferências.” Ele também dá eco a outro provérbio tradicional do Zen: “O dharma é igual, sem alto, nem baixo.”
Sensei Amy Hollowell
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Alguns excertos do Poema da Iluminação
"Conheces tu aquele tranquilo sábio que ultrapassou o
aprender e não se aplica a coisa nenhuma?
Ele nem afasta os pensamentos errôneos nem busca a
Verdade;
Sabe ele que em verdade a ignorância é a Natureza de
Buda (...)
Quando a Realidade é atingida, não há mais pessoa ou lei,
Os efeitos das acções que nos levariam ao mais profundo
dos infernos são dissolvidos em um instante (...)
Enquanto buscares o Buda exercitando-te propositalmente
para atingi-lo, não haverá realização em ti (...)
Andar é Zen, sentar-se é Zen;
Quer falando, quer ficando em silêncio, quer se movendo,
quer permanecendo quieto, a Essência está sempre em repouso (...)
Muito longe, nas montanhas, vivo numa humilde cabana;
Altas são as montanhas e densa é a sombra das árvores
- sob um velho pinheiro,
Sento-me quieto e satisfeito em meu lar monacal;
Aqui reina a perfeita tranquilidade e a rústica simplicidade (...)
Uma Natureza Perfeita circula em todas as naturezas;
Uma Realidade contém dentro de si a totalidade das realidades;
Uma só lua se reflete em todas as águas,
E todas as luas refletidas nas águas se originam de uma só lua (...)
O perfeito ensinamento 'abrupto' nada tem a ver com a imaginação humana (...)
Todos os sábios e esclarecidos são meros relâmpagos. (...)"
in Textos Budistas e Zen-Budistas, Editora Cultrix, pp. 133-47.
aprender e não se aplica a coisa nenhuma?
Ele nem afasta os pensamentos errôneos nem busca a
Verdade;
Sabe ele que em verdade a ignorância é a Natureza de
Buda (...)
Quando a Realidade é atingida, não há mais pessoa ou lei,
Os efeitos das acções que nos levariam ao mais profundo
dos infernos são dissolvidos em um instante (...)
Enquanto buscares o Buda exercitando-te propositalmente
para atingi-lo, não haverá realização em ti (...)
Andar é Zen, sentar-se é Zen;
Quer falando, quer ficando em silêncio, quer se movendo,
quer permanecendo quieto, a Essência está sempre em repouso (...)
Muito longe, nas montanhas, vivo numa humilde cabana;
Altas são as montanhas e densa é a sombra das árvores
- sob um velho pinheiro,
Sento-me quieto e satisfeito em meu lar monacal;
Aqui reina a perfeita tranquilidade e a rústica simplicidade (...)
Uma Natureza Perfeita circula em todas as naturezas;
Uma Realidade contém dentro de si a totalidade das realidades;
Uma só lua se reflete em todas as águas,
E todas as luas refletidas nas águas se originam de uma só lua (...)
O perfeito ensinamento 'abrupto' nada tem a ver com a imaginação humana (...)
Todos os sábios e esclarecidos são meros relâmpagos. (...)"
in Textos Budistas e Zen-Budistas, Editora Cultrix, pp. 133-47.
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