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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Este é o tempo em que os homens renunciam
Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa dos chacais
Pesada de armargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
Sophia de Mello Andresen
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa dos chacais
Pesada de armargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
Sophia de Mello Andresen
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
LUA

"A feiticeira de olhar de prata,
cansada da tranquilidade de fronteiras e de acampamentos,
largou as pedrinhas que ficaram das pedras.
E se exilou para lá dos sonhos,
aí em sua libata de nuvens brancas.
E envolta em panos de bruma,
enrola linhas de horizonte em grossos novelos
que, por tardes de chuva desdobra pelo céu alto,
em longos arco-íris.
A feiticeira de olhar de prata me aguarda,
encoberta em mosquiteiro de brisa,
na sua funda alcova de luas e de estrelas.
Devagar de lágrimas e sol
ela vai tecendo a renda de meus dias"
"A feiticeira de olhar de prata" de Arlindo Barbeitos
Imagem em www.cm-viana-castelo.pt
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