O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O chamado homem é o modo de consciência que está no cume e no centro de reconhecer que não há cume ou centro algum

O chamado homem é o modo de consciência que está no cume e no centro de reconhecer que não há cume ou centro algum e que tudo é igualmente sagrado porque infinito.

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Conhece-te a ti mesmo"

"Assim, "conhece-te a ti mesmo" tem, para lá do seu sentido psicológico mais acessível, outro mais difícil, mas essencial: "conhece-te a ti mesmo" não é tão somente uma expressão da advertência que o espírito dirige ao homem, mas a expressão da advertência solene que o espírito dirige a si próprio, é um renovar-se do espírito a si próprio, um regressar a si, um revelar-se a si mesmo. "Conhece-te a ti mesmo" significa, pois, conhece-te a ti como espírito, ou ser do ser, conhece em ti que a tua singular verdade é uno [sic] e a mesma com a verdade absoluta"

- José Marinho, Teoria do Ser e da Verdade, I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, INCM, 2009, p.197.

sábado, 20 de março de 2010

"...só há homem, quando se faz o impossível"

"Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos ? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto! Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo"

- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 268.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A compaixão universal segundo Einstein




“O ser humano é uma parte do todo que chamamos universo, uma parte limitada pelo tempo e pelo espaço. Ele faz a experiência de si mesmo, dos seus pensamentos e dos seus sentimentos como acontecimentos separados do resto, eis aí uma ilusão de óptica da sua consciência. Esta ilusão é uma forma de prisão para nós, pois nos restringe aos nossos desejos pessoais e nos constrange a reservar a nossa afeição para algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deveria consistir em nos libertarmos desta prisão alargando o nosso círculo de compaixão de forma a aí incluir todas as criaturas vivas e toda a natureza na sua beleza”

- Einstein

domingo, 17 de janeiro de 2010

a Força Exacta é violência

a Força Exacta é violência.
a Força em espirro, ao acaso, não é violência, é existência.
O mal é Fixar a Força (direccioná-la) porque a natureza espon-
tânea não o FAZ.
Natural é ser FORTE, isto é, avançar.
Violento é o Percurso que antecede o viajante. Antes dos pés:
Sapatos; a estrada.
A Força Exacta é violência.
A natureza não tem, nunca teve, Forças EXACTAS.
E tudo o que o homem faz é tornar exacta a FORÇA.
Ser violento é construir; todo o Edifício é violência.
O homem é o Exacto da Natureza; a falha NATURAL; o Erro.
Deus errou:
fez o homem EXACTO.

Gonçalo M. Tavares, in "Investigações. Novalis"

domingo, 13 de dezembro de 2009

Dono do mundo?



(foto de Botelho)

"[...] cada vez mais o homem se tem posto e considerado [...] no mundo como o dono do mundo, com o direito de destruir os animais e as plantas, de escravizar os irmãos homens, de transformar a vida inteira nalguma coisa que não tem outro fim senão o de sustentar a sua vida material"

- Agostinho da Silva

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Mas o que eu trago em mim é o anúncio do fim do mundo, ou mais longe, e decerto, o da sua recriação"

"Um homem novo recria-se-me na transparência do seu ser. Sinto-o leve e lúcido, instantâneo e incandescente, por entre as cinzas que o fogo deixou. Frente à noite que submergiu os homens e as coisas, frente à anulação da vida transaccionável e plausível, na recuperação deste início do mundo, o homem primordial que em mim sobe tem a face atónita de uma primeira interrogação.
[...]

A invenção de um novo mundo não é uma invenção de ninguém. Não está na nossa mão criá-lo; está só, quando muito, ajudar ao seu parto. E todavia - sabemo-lo bem - é em nós que ele se gera; mas tão longe donde estamos, que só já quando irrevogável o sabemos. Um mundo acontece na escolha indeterminável de nós. Assim pois, testemunhas apenas à superfície desse acto de criação, instrumentos que se ignoram para a grande obra invisível, anterior à obra visível, nós cumprimos sempre as ordens que ninguém deu e não as pudemos pois discutir. [...]

[...] Frente ao grande sono dos homens que o esqueceram, na atenção inexorável ao sem limite de mim, a minha vigília arde como um fogo assassino. É um fogo alto e poderoso. Lume breve na minha intimidade, na brevidade de um pequeno ser, eu, anónimo e avulso, ocasional e frágil - eu. E todavia, esse lume vibra de vigor, brilha único e intenso contra o assalto da noite. Trago em mim a força monstruosa de interrogar, mais força que a força de uma pergunta. Porque a pergunta é uma interrogação segunda ou acidental e a resposta a espera para que a vida continue. Mas o que eu trago em mim é o anúncio do fim do mundo, ou mais longe, e decerto, o da sua recriação"

- Vergílio Ferreira, Invocação ao Meu Corpo, Lisboa, Bertrand, 1994, 3ª edição, pp.13-15.

sábado, 18 de julho de 2009

"A presunção é a nossa enfermidade natural e original. A mais calamitosa e frágil de todas as criaturas é o homem, e ao mesmo tempo a mais orgulhosa"

- Montaigne, "Apologie de Raimond Sebond", Essais, II, 12.

"O verdadeiro teste moral da humanidade..."

"A verdadeira bondade do homem só pode manifestar-se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma. O verdadeiro teste moral da humanidade (o teste mais radical, aquele que por se situar a um nível tão profundo nos escapa ao olhar) são as suas relações com quem se encontra à sua mercê: isto é, com os animais. E foi aí que se deu o maior fracasso do homem, o desaire fundamental que está na origem de todos os outros"

- Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser, tradução de Joana Varela, Lisboa, Dom Quixote, 2000, p.329.

terça-feira, 30 de junho de 2009

"O humano é o sonho de uma sombra"

"Tu que existes exposto ao que os dias te trazem, o que é ser Alguém ? O que é não ser Ninguém ? O humano é o sonho de uma sombra [skiâs ónar anthrôpos]”

- Píndaro, Odes Píticas, VIII.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Esfera Armilar - A grande questão e a grande encruzilhada

"[...] cada vez mais o homem se tem posto e considerado [...] no mundo como o dono do mundo, com o direito de destruir os animais e as plantas, de escravizar os irmãos homens, de transformar a vida inteira nalguma coisa que não tem outro fim senão o de sustentar a sua vida material"

- Agostinho da Silva, "A Comédia Latina" [1952], Estudos sobre Cultura Clássica, organização e introdução de Paulo Borges, Lisboa, Âncora Editora, 2002, p.307.

Querendo dominar e avassalar o mundo, adoecemos e destruímo-nos, física, emocional e mentalmente. Pondo-nos ao serviço do bem do mundo e de todas as formas de vida, humanas e não-humanas, curamo-nos e libertamo-nos. Esta é hoje a grande questão e a grande encruzilhada.

O que escolhes? E que escolha gostarias que fosse a de Portugal e dos países lusófonos?

Qual a escolha digna de uma Esfera Armilar, de um Abraço ao Universo, de um Coração do tamanho do Universo?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sobressaltos - "É de crer que se contentem de soltar à nossa volta imensa gargalhada"

"O ser ou se revela um ou muitos. Em nós, ele é ao mesmo tempo uno e múltiplo, e assim como nos implicamos em cada uma das maneiras como somos, assim cada uma delas implica as outras. Assim também uma ligação íntima e substancial existe entre um homem e todos os outros, entre um ser e todos os outros seres, não sendo jamais viável a liberdade dum sem a liberdade de todos, o bem dum sem o bem de todos.
Assim vemos o filósofo digno desse nome não poder situar-se do lado do que define e determina pois a verdade está também no que indiferencia e indetermina.

O homem que se toma a si próprio como fim é considerado, em geral, como um néscio e dia virá em que ele próprio o verifique. Mas esta humanidade que se tomou a si própria como fim supõe-se sábia. Já dos longes do suposto passado se levantam não só os velhos deuses, mas os vultos fantasmáticos dos homens de outras eras. Já erguem suas frontes meditativas sobre o horizonte ainda velado para a maioria, já alguns podem ver como nos contemplam. Em breve nos julgarão. Mas é de crer que nada digam. É de crer que se contentem de soltar à nossa volta imensa gargalhada. Depois sumir-se-ão de novo, deixando esta estúpida humanidade com sua ciência pequenina e perigosa, sua arte frustrada, sua magra filosofia, cumprir o lôbrego destino para que se adianta inconsciente"

- José Marinho, Aforismos sobre o que mais importa, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p.215.

Sem comentários.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Antonio Machado - da "bestia paradojica" e do nada nela

XV

Cantad conmigo en coro: Saber, nada sabemos,
de arcano mar vinimos, a ignota mar iremos …
Y entre los dos misterios está el enigma grave;
tres arcas sierra una desconocida llave.
La luz nada ilumina y el sabio nada enseña.
¿Qué dice la palabra? ¿Qué el agua de la peña?



XVI

El hombre es por natura la bestia paradójica,
un animal absurdo que necesita lógica.
Creó de nada un mundo y, su obra terminada,
“Ya estoy en el secreto – se dijo -, todo es nada.”

Antonio Machado, dos “Proverbios y Cantares”,
(“Poesías Completas”, Espasa-Calpe, Madrid, 1980, pág. 220 e seg.)

terça-feira, 29 de julho de 2008

O ser humano caminha ainda para ser humano

A ruptura que o ser humano provoca consigo próprio ocorre quando acolhe como se fossem seus pensamentos alheios, pois deixa de viver de acordo com as ideias criadas dentro do seu corpo, as que poderia criar realmente, passando a viver a partir de ideias externas ao corpo, que só a sua mente pode imaginar, não podendo o corpo integrá-las, por não as reconhecer como suas.
A educação que é dada ao ser humano ensina-lhe que respeitar os pensamentos estabelecidos pela sociedade é a conduta adequada e digna de quem é boa pessoa. Por isso, despreza as ideias que intimamente poderiam ser criadas, em prol da cega aceitação do que se encontra em vigor, não procurando escutar as próprias ideias, deixando de se cumprir como pleno ser humano: tal como Portugal relativamente ao mundo.
O Homem, ao relacionar-se, confunde afectos com ideias, assim, a oposição que acontece ao nível intelectual é levada para o nível sentimental, não se estabelecendo relações verdadeiras pela ausência de total liberdade de cada um ser o que é. Tudo devido ao Homem pensar-se como sendo as próprias ideias, não se dando conta que vive num corpo real e não numa ideia imaginada, que ele é o ser que pensa e não o que pensa o ser. Todos os conflitos humanos são resultado do ser humano ter deixado de viver no corpo e passado a viver na mente, de se ter tornado uma ideia de ser humano.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008



um ano novo pleno de abundância, sucessos

votos para que, a par e passo, nos encontremos mais perto de nós mesmos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sobre os "Animais Iluminados"

Queridos amigos Luar Azul e outros, com toda a amizade, mas em nome do mais elementar bom senso, não posso em absoluto estar de acordo com o que dizem sobre os "animais iluminados". Claro que concordo com tudo o que dizem sobre a igualdade de todas as espécies perante a natureza fundamental que lhes é comum e, se quisermos chamar Buda a essa natureza, como é o meu caso, é verdade que todos os seres e todos os fenómenos são Buda. Agora - e falo na qualidade de um reles caminhante budista, que tenta estudar os textos de uma tradição com 2600 anos - o Buda histórico e todos os Budas vivos são unânimes em declarar que, de todos os seres possíveis, só os homens e, nalguns casos, certos deuses (com mais dificuldade), podem reconhecer, fruir e manifestar plenamente essa natureza de Buda, para o bem de todos os seres. Claro que o que importa não é dizer que é assim, porque o Buda o disse, o que seria cair no dogmatismo que ele próprio denunciou. Mas o que acontece é que para mim essa declaração é conforme à mais elementar e evidente observação da realidade. Olhemos para a vida animal à nossa volta ou para aqueles belíssimos e terríveis documentários televisivos sobre ela... Aí temos a "comunhão" profunda de que fala o Luar Azul: o albatroz a devorar o peixe, o gato a abocanhar o pássaro ou a matar o rato com requintes de brincadeira cruel, o leão a lançar garras e presas à garganta da zebra, a águia a agarrar o coelho e a arrancar-lhe os olhos e as vísceras à bicada adunca... Porquê ? Porque vêem neles o Buda e são o Buda, claro... Que maravilha de instinto, amor e visão iluminados ! E as suas vítimas, que mística volúpia devem sentir ao verem-se devoradas vivas por Budas vivos ! Sim, pois aqueles esgares de terror e angústia, aquelas convulsões dos corpos a contorcerem-se, são meras ilusões de óptica da nossa percepção humana, demasiado humana, do nosso antropocentrismo... Eles na verdade estão é a gozar imenso ! E nós, humanos, devemos então prosternar-nos diante desses "animais iluminados" e implorar-lhes que nos ensinem como chegar a esse estado de profunda comunhão amorosa, espiritual e mística... Sim, porque procurar exemplos e ensinamentos em Buda, Cristo, Ghandi, Madre Teresa, Dalai Lama, se temos ao nosso dispor o nosso cão ou gato e, lá fora, toda a fauna dos nossos irmãos predadores na sua actividade devoradora, digo, comungadora, uns dos outros !?...
Bom, não havendo iluminação, haja pelo menos bom senso !... Claro que os homens fazem o mesmo e muitíssimo pior. Mas têm pelo menos a possibilidade de o não fazer e constata-se que alguns, embora infelizmente raros, renunciam a toda a dualidade, a todo o egoísmo e instinto agressivo e dominador, e vivem apenas para o bem de todos os seres... Os sábios e santos, em todas as religiões ou fora delas... Esses manifestam plenamente a insuperável singularidade do homem: ser o único ser que tem a potencialidade de abdicar plenamente do amor-próprio, dos condicionamentos da sua espécie e colocar-se ao serviço do bem universal, transcendendo todo o especismo e todas as formas de ser. Nessa perspectiva, pode falar-se da "superioridade" do sábio e do santo, a qual reside precisamente em não se sentir superior e antes o mais humilde servidor de todos os seres... Como na cultura portuguesa o viram Antero de Quental, Sampaio Bruno, Pascoaes, Agostinho da Silva... Na mesma perspectiva, deve falar-se da inferioridade do homem gregário e comum, que, podendo tornar-se sábio e santo e colocar-se ao serviço da libertação universal, nada faz para tal e antes se converte no mais feroz predador de si e dos outros, humanos e não humanos... Esse vive, em termos éticos e de consciência, e por mais que a sua natureza seja a de Buda, abaixo ainda do animal...
Quanto ao Buda, segundo a tradição budista, não é propriamente um "ser" nem vê nada como um "ser", pois transcendeu esse conceito. Quando vê tudo como Buda, experimenta a "vacuidade" (shunyata) e portanto nada vê como Buda (nem a si próprio), já não vê seres, como é claro no "Sutra do Diamante". O que não exclui, todavia, que Budas e Bodhisattvas amem todos os seres ilusórios e se possam efectivamente manifestar como animais, homens ou outros seres aparentes, para ajudar animais, homens e os demais seres. Mas estamos a falar então de emanações como animais ("tulkus", em tibetano, ou corpos ilusórios), que não são propriamente animais, com todo o seu cego instinto de sobrevivência, vivendo no sofrimento constante de ter de devorar e de fugir de ser devorados.
Por outro lado, creio que, ao falar da vida animal e de "animais iluminados", convém ter em conta não apenas os animais domésticos e fofinhos (embora baste olhar para esses, com outra perspectiva que não a da gratificação dos nossos sentidos e da satisfação das nossas carências afectivas), mas também todos os outros, de que geralmente temos tanta repulsa: lombrigas, lêndeas, osgas, lesmas, baratas, aranhas, melgas, pulgas, piolhos, ratazanas, serpentes, hienas, George Bush, Bin Laden, etc... E amá-los igualmente a todos, ou seja, tratá-los bem, ver neles o Buda ou o divino, mas ao mesmo tempo oferecer a nossa prática espiritual para que de uma vez por todas se libertem deste absurdo e terrível circo de ilusão e dor que é o círculo vicioso da vida, da morte e da transmigração, movido pela mente dualista, pelo apego e pela aversão. Sem isso, ficamos numa alternativa falsa e ridícula ao antropocentrismo e nos idílios ilusórios das visões cor-de-rosa da existência tão próprios deste novo obscurantismo chamado "New Age" que, em nome do "tudo está bem", somos todos Buda, Deus, etc., nos distrai desta preciosa e rara oportunidade de libertação que é uma existência humana, enquanto a doença, a velhice e a morte a passos largos se aproximam e a cada momento podem surgir...

Lamento estar em tão profundo desacordo convosco, caros Amigos, e espero que a vossa amizade resista à minha sinceridade, mas seja como for dêem-me o desconto pois mais não sou do que um obscuro animal não iluminado...