
Imagem: Escher, "Charco", 1952
O que eu sei, já o não sei, pois encontrar é voltar a perder; mas o que não sei já, isso aprendo-o bruscamente, na condição de com isso não contar, e de em mim preservar esse estado de "graça" cujo nome verdadeiro é inocência.
O instante é a nossa decepção continuada, mas a intuição é o protesto contínuo da enganosa evidência.
Vladimir Jankélévitch,
“Philosophie Première”, P.U.F., Paris, 1954, pág. 160