O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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sábado, 18 de julho de 2009

"O verdadeiro teste moral da humanidade..."

"A verdadeira bondade do homem só pode manifestar-se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma. O verdadeiro teste moral da humanidade (o teste mais radical, aquele que por se situar a um nível tão profundo nos escapa ao olhar) são as suas relações com quem se encontra à sua mercê: isto é, com os animais. E foi aí que se deu o maior fracasso do homem, o desaire fundamental que está na origem de todos os outros"

- Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser, tradução de Joana Varela, Lisboa, Dom Quixote, 2000, p.329.

terça-feira, 10 de março de 2009

De como a verdadeira e nobre bondade é imparcial



Agradeço ao Amândio Silva ter-me enviado esta foto que tão bem ilustra o que desejo para todos os aderentes do MIL, de acordo com a nossa Declaração de Princípios e Objectivos: que o nosso amor às nossas pátrias e à Lusofonia se estenda, imparcialmente, a todos os homens, a todos os seres vivos e a todo o Universo! Só isso tornará as nossas pátrias e a Lusofonia algo de grande, que valha a pena existir no mundo. Fora disso, não mais seremos do que lixo histórico, como os grandes impérios do egoísmo mundial. Só isso fará da Águia uma Nova Águia, com coração de Pomba. Fora disso, não passará de um reles abutre.

Abraço lusófono e universal