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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
"Do exílio voluntário", João Clímaco
Foto: Dai Oni, "Sadogashima"(Ilha de Sado, ou do Exílio), Japão
Fonte: Flickr
(Segundo uma tradição muito antiga, o primeiro exilado nesta ilha terá sido o poeta Hozumi no Asomioyu, que ali chegou em 722. O segundo, por ironia, haveria de ser o imperador que ali o exilara. Lá sofreu também exílio o monge budista Nichiren Daishonin, que para lá foi enviado por três anos, antes de receber o perdão, em 1274)
Do exílio voluntário
1. É exílio voluntário o abandono sem retorno de tudo o que, na pátria, nos impede de alcançarmos o objectivo da piedade. (...)
3. Posto que um profeta é, como diz o Senhor, invariavelmente desprezado na sua pátria (cf. Jo. 4,44), zelemos para que o nosso exílio voluntário não se nos torne ocasião de vanglória. Pois um tal exilar-se é apartar-se de todas as coisas para tornar em si inseparável de Deus o pensamento. O exilado é o amante, e o artesão, da permanente aflição. O emigrante, aquele que se furta a toda a ligação com os seus parentes, como se de estranhos se tratasse.
São João Clímaco, “A Escada Santa”, degrau terceiro, vers. 1 e 3
(Fonte: Saint Jean Climaque, "L´Échelle Sainte", Ed. Abbaye de Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 1978, pág. 47 e seg.)
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
«A» máscara
Etiquetas:
arte,
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Óbidos
terça-feira, 22 de julho de 2008
Política, Ascese e Santidade
"É necessário que surjam no mundo, a exemplo do que foram os frades-soldados da Idade Média, frades políticos, homens que, imolando tudo o que lhes é estritamente pessoal nas aras do geral, não queriam terras separadas do céu, nem céus separados da terra, mas sempre e sempre e sempre os dois unidos no mesmo esplendor de fraternidade, de paz e de bem-aventurança. Não se suponha, porém, que isto se fará falando ou escrevendo ou pensando; isto se fará fazendo. E fazendo pela não-intervenção absoluta na política de grupos; pela escolha, para governantes, de homens e não de legendas; pela atenção aos problemas locais e imediatos e não só aos planetários e futuros; e, como base de tudo, pela conquista e domínio de si mesmo, através do caminho único que têm apontado a experiência e os séculos: o caminho da ascese mais rigorosa e absoluta, da oração contínua e do amor dos homens em Deus e por Deus"
- Agostinho da Silva, "Política e Santidade", in As Aproximações (1960), in Textos e Ensaios Filosóficos. II, Lisboa, Âncora Editora, 1999, p.24.
Apenas acrescentaria que "ascese", neste contexto, quer dizer exercício constante da mente para superar os seus limites cognitivos e afectivos (tal como um atleta se treina para ultrapassar os seus limites físicos), que "oração" pode ser para alguns "meditação", que "homens" se pode dilatar a "todos os seres" e que "Deus" se pode traduzir por Infinito ou Natureza primordial. Sem esta ascese e este amor, creio que a política é o pior dos riscos, para si e para os outros. Mas, como diz Agostinho neste texto, é por isso mesmo que os ascetas, que buscam a santidade da não-dualidade, a ela se devem dedicar: não na esfera do confronto de grupos e partidos, mas no domínio mais amplo da sua transcensão e integração no serviço do Bem comum.
- Agostinho da Silva, "Política e Santidade", in As Aproximações (1960), in Textos e Ensaios Filosóficos. II, Lisboa, Âncora Editora, 1999, p.24.
Apenas acrescentaria que "ascese", neste contexto, quer dizer exercício constante da mente para superar os seus limites cognitivos e afectivos (tal como um atleta se treina para ultrapassar os seus limites físicos), que "oração" pode ser para alguns "meditação", que "homens" se pode dilatar a "todos os seres" e que "Deus" se pode traduzir por Infinito ou Natureza primordial. Sem esta ascese e este amor, creio que a política é o pior dos riscos, para si e para os outros. Mas, como diz Agostinho neste texto, é por isso mesmo que os ascetas, que buscam a santidade da não-dualidade, a ela se devem dedicar: não na esfera do confronto de grupos e partidos, mas no domínio mais amplo da sua transcensão e integração no serviço do Bem comum.
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