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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Brinde a Omar Kayam!
O poder se esvanece:
pó de nada.
Mas as rosas florescem mesmo do pó.
Do mesmo pó de estrelas
o poder torna escravo
Quem das rosas só as pétalas colhe
Descuidado.
Bebei, pois, de uma taça mais funda
Como quem se esquece
E no esquecer se lembra
que do cálice rubro
transborda a seiva que embriaga mais.
M.S.
pó de nada.
Mas as rosas florescem mesmo do pó.
Do mesmo pó de estrelas
o poder torna escravo
Quem das rosas só as pétalas colhe
Descuidado.
Bebei, pois, de uma taça mais funda
Como quem se esquece
E no esquecer se lembra
que do cálice rubro
transborda a seiva que embriaga mais.
M.S.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sábado, 22 de janeiro de 2011
"De todas as coisas que fiz, numa vida comprida como a minha, a melhor foi fazer amor, [...] porque através de um corpo está todo o universo"

- Da esquerda para a direita: Délio Vargas, Artur do Cruzeiro Seixas, Paulo Borges, Alexandre Vargas e António Cândido Franco.
"De todas as coisas que fiz, numa vida comprida como a minha, a melhor foi fazer amor, fazer amor com pessoas, tocar com as mãos um corpo, porque através de um corpo está todo o universo. Isso é o mais importante, muito mais do que a pintura, a arte, os intelectuais, os livros, essas coisas todas" - Artur do Cruzeiro Seixas (citação de memória), no final de um video ontem projectado no Botequim da Graça, na apresentação do livro de António Cândido Franco, Teixeira de Pascoaes nas palavras do surrealismo em português.
Uma noite histórica, acima documentada, com a presença do próprio Cruzeiro Seixas, que será entrevistado e publicará obras suas no nº4 da Cultura ENTRE Culturas.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Amor fidelíssimo
("Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis")
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sómente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.
Luís de Camões
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Trazer o Amor para a política
Trazer o Amor para a política, não o amor a este ou àquele, a isto ou àquilo, mas o Amor a tudo e todos, será a grande Revolução, a única digna desse nome. E isso será o bem-aventurado fim da política, que surgiu e vive da diminuição e escassez desse Amor. A única política verdadeira é aquela que, por Amor, vise tornar-se desnecessária.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Aprender a fazer contas
"O amor acrescenta-nos com o que amamos. O ódio diminui-nos. Se amares o universo, serás do tamanho dele. Mas quanto mais odiares, mais ficas apenas do teu. Porque odeias tanto? Compra uma tabuada. E aprende a fazer contas"
- Vergílio Ferreira, Pensar, Venda Nova, Bertrand, 1993, p.243.
- Vergílio Ferreira, Pensar, Venda Nova, Bertrand, 1993, p.243.
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
"Era tão grande o seu amor por ela..."
"Era tão grande o seu amor por ela que teria conseguido levantar a tampa do caixão - se a flor que ela aí colocou não fosse tão pesada"
- Paul Celan, Contraluz, 1949.
- Paul Celan, Contraluz, 1949.
domingo, 7 de março de 2010
Terão as pessoas mais amáveis uma vantagem evolucionária?
Por Yasmin Anwar, UC Berkeley
http://www.alternet.org/story/145888/
Pesquisadores da Universidade da California, Berkeley, estão a desafiar as antigas crenças de que os seres humanos estão programados para serem egoístas. A partir de uma longa série de estudos, os cientistas sociais estão a reunir um crescente conjunto de evidências que demonstram que estamos a evoluir para nos tornarmos mais compassivos e colaborativos na nossa luta pela sobrevivência e pelo sucesso.
Em contraste com as interpretações do "cada um por si" da teoria da evolução de Charles Darwin através da selecção natural, Dacher Keltner, um psicólogo da Universidade de Berkeley e autor do livro Born to be Good: The Science of a Meaningful Life (Nascer para ser Bom: a Ciência de uma Vida com Significado) e os seus colegas estão a desenvolver uma teoria de acordo com a qual os humanos são bem sucedidos como espécie exactamente por causa das suas características de altruísmo, capacidade de cuidar e compaixão.
Chamam-lhe a "sobrevivência dos mais amáveis."
"Por causa da vulnerabilidade dos nossos bebés, a tarefa essencial para a sobrevivência humana e reprodução genética é cuidar dos outros," diz Keltner, co-director do Centro de Ciência Um Bem Maior da Universidade de Berkeley. "Os seres humanos sobreviveram como espécie porque desenvolveram a capacidade de cuidar daqueles em necessidade e de cooperar. Tal como Darwin há muito tempo resumiu, a simpatia é o nosso instinto mais forte."
Empatia nos nossos genes
A equipa de Keltner está a analisar de que forma a capacidade humana de cuidar e cooperar está activa em determinadas regiões do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente encontrou evidências fortes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos à empatia.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Emoções

“Vacas felizes produzem mais leite, de acordo com investigadores da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra.
O animal que recebe um nome e é tratado com um toque humano, podendo aumentar a produção em até 285 litros por ano. Segundo o estudo realizado pela Faculdade de Agricultura, Alimentos e Desenvolvimento Rural desta Universidade, que envolveu 516 fazendeiros em toda a Grã-Bretanha, concluiu-se que os fazendeiros que davam nome aos animais (46%), obtinham uma produção maior do que os que não o faziam. Sessenta e seis por cento dos fazendeiros que participaram do estudo disseram que “conheciam todas as vacas de seu rebanho” e cerca de 10% disseram que animais que temiam os seres humanos pareciam ter pouca disposição para produzir leite.
O fazendeiro Dennis Gibb, co-proprietário da Fazenda Eachwick Red House, nos arredores de Newcastle, disse que acredita ser de vital importância que cada vaca seja tratada como um indivíduo:
“Elas não são apenas nosso ganha-pão, elas são parte da família. Nós amamos nossas vacas e cada uma tem um nome.Nós nos referimos a elas como senhoras, sabemos que todas e cada uma delas têm sua própria personalidade.”
Catherine Douglas, que coordenou esta pesquisa, concluiu que o estudo mostra algo em que muitos fazendeiros atenciosos acreditam há muito tempo:
“Nossos dados sugerem que, alguns dos fazendeiros que produzem leite na Grã-Bretanha consideram as suas vacas seres inteligentes capazes de viver emoções.”
Este estudo foi divulgado na revista especializada, Anthrozoos. Seguindo-se aqui o publicado em, http://atmashala.wordpress.com/2009/01/29/vacas-que-tem-nome-produzem-mais-leite-diz-estudo/
Post dedicado em especial a Paulo Borges, pela sua dedicação às pessoas e aos animais,
Obrigada
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Emotion, Memory and the Brain

CORTICAL AND SUBCORTICAL PATHWAYS in the brain - generalized from our knowledge of the auditory system – may bring about a fearful response to a snake on a hiker’s path. Visual stimuli are first processed by the thalamus, which passes rough, almost archetypal, information directly to the amygdala (red). This quick transmission allows the brain to start to respond to the possible danger (green). Meanwhile the visual cortex also receives information from the thalamus and, with more perceptual sophistication and more time, determines that there is a snake on the path (blue). This information is relayed to the amygdala, causing heart rate and blood pressure to increase and muscles to contract. If, however, the cortex had determined that the object was not a snake, the message to the amygdala would quell the fear response.
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Emotion, Memory and the Brain
The neural routes underlying the formation
of memories about primitive emotional
experiences, such as fear, have been traced
by Joseph E. LeDoux
The neural routes underlying the formation
of memories about primitive emotional
experiences, such as fear, have been traced
by Joseph E. LeDoux
SCIENTIFIC AMERICAN June 1994
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Passar-se-á o mesmo, tomando por hipótese que a serpente, não é uma serpente mas sim, um indeterminado infinito? Nada mais nos restará senão agarrá-lo(a), com (c)alma e, quem sabe, beijá-lo(a) (?)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Amor é um fogo que arde sem se ver
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade,
Sendo a si tão contraditório o mesmo Amor?
Luiz Vaz de Camões
Saudações a todos os amantes... Que as contradições do amor sejam sublimadas pela consomação amorosa... E que o calor ardente gerado desfaça os vossos corpos em nada...
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade,
Sendo a si tão contraditório o mesmo Amor?
Luiz Vaz de Camões
Saudações a todos os amantes... Que as contradições do amor sejam sublimadas pela consomação amorosa... E que o calor ardente gerado desfaça os vossos corpos em nada...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
"Eis que a palavra cresce de dentro da palavra"
In Yvette K.Centeno, "Irreflexões", Edições Ática, Lisboa, 1974, pág. 136.
Noutro passo da mesma obra, a autora escreve - o que, creio, com isto igualmente se relaciona:
"Não se deve dizer o amor que se tem.
Não sei se dizer liberta ou precipita".
Noutro passo da mesma obra, a autora escreve - o que, creio, com isto igualmente se relaciona:
"Não se deve dizer o amor que se tem.
Não sei se dizer liberta ou precipita".
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O Drama do Amor
Diabo para Jesus:
Desprezaram-te e escarneceram-te. Vês tu. Sou eu que domino o mundo, porque o mundo não é senão luta, egoísmo, interesses e vaidades. Porque o fizeste assim, se foste tu que o criaste? Os homens dilaceram-se numa guerra atroz de que tu és o culpado, para afinal se deixarem dominar por mim. Tu criaste o homem, mas eu forneci-te o barro. Criaste o mundo, mas eu dei-te a matéria de que ele é feito. O meu riso é o sangue dos homens. Palpita-lhe nas artérias! E o sol não é mais do que uma brasa do inferno! O Deus talvez seja eu! Porque, demais a mais, é preciso que saibas: eu não abuso; contenho-os. Na realidade quem os contém, não és tu; sou eu. Se não fosse eu!... Sou o medo! É com o medo do Diabo que as mulheres não se atrevem a ir até ao fim dos seus desejos. Contenho muitos crimes. Os assassinatos que se sonham dentro de cada família, não se realizam, as mais das vezes, porque lhes meto medo! Neste vasto mundo, a mulher seria pior que o homem, se não fosse a minha sombra. Escuta, filho! O drama do amor, somos nós dois que o temos conseguido equilibrar. Eu, dum lado, a puxá-los para baixo, para a animalidade; tu, do outro, a levá-los para cima, para a espiritualidade. Mas se não fosse a animalidade, já o mundo tinha acabado. E eu quero saber em que te havias de entreter.
Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes, Jesus Cristo em Lisboa, tragicomédia em sete actos, Assírio e Alvim, 2007
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domingo, 6 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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