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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ele desejava que a sua amada estivesse morta
Se fria e morta jazesses,
E a Oeste se fossem apagando as luzes,
Virias até mim, inclinando a cabeça,
E a minha fonte em teu peito repousaria;
Murmurarias ternas palavras,
Perdoando-me, porque estavas morta:
Não te havias de levantar e partir tão apressada,
Ainda que teu seja esse querer de ave selvagem,
Ainda que saibas que o lugar dos teus cabelos
Junto às estrelas e ao sol e à lua:
Desejava, amada minha, que na terra jazesses
Sob as grandes folhas,
Enquanto uma a uma se fossem apagando as luzes.
W. B. Yeats
in Uma Antologia
Assírio & Alvim, 1996
E a Oeste se fossem apagando as luzes,
Virias até mim, inclinando a cabeça,
E a minha fonte em teu peito repousaria;
Murmurarias ternas palavras,
Perdoando-me, porque estavas morta:
Não te havias de levantar e partir tão apressada,
Ainda que teu seja esse querer de ave selvagem,
Ainda que saibas que o lugar dos teus cabelos
Junto às estrelas e ao sol e à lua:
Desejava, amada minha, que na terra jazesses
Sob as grandes folhas,
Enquanto uma a uma se fossem apagando as luzes.
W. B. Yeats
in Uma Antologia
Assírio & Alvim, 1996
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
after long silence
speech after long silence; it is right,
all other lovers being estranged or dead,
unfriendly lamplight hid under its shade,
the curtains drawn upon unfriendly night,
that we descant and yet again descant
upon the supreme theme of art and song:
bodily decrepitude is wisdom; young
we loved each other and were ignorant.
w.b. yeats from words for music perhaps, 1932.
all other lovers being estranged or dead,
unfriendly lamplight hid under its shade,
the curtains drawn upon unfriendly night,
that we descant and yet again descant
upon the supreme theme of art and song:
bodily decrepitude is wisdom; young
we loved each other and were ignorant.
w.b. yeats from words for music perhaps, 1932.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
"Quando fores velha" - Yeats (a uma amiga de alma grisalha e alegre encanto)

Quando fores velha
Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;
Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;
Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.
William Butler Yeats (1865-1939)
(Tradução de José Agostinho Baptista)
(Em aceno a uma Amiga, que o sabe, sabe o “alegre encanto” destes versos e sabe ser "grisalha" antes mesmo de sê-lo, aqui deixo este amado Yeats, “escondendo o rosto numa imensidão de estrelas”.
Sempre presente, na lareira do ser...)
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