
Que saudade cresce no lugar do céu e se abre em luz candente
No teu peito de arqueiro do céu? Esculpes na pedra o ouro, e na mente
És a paisagem crescente da montanha tocada de silêncio.
Que chuva de setas prateadas atira o arqueiro da festa do céu
Para a boca do poeta?! O arco do poeta é feito de água de lua
E a sua seta é um desejo vertical de espaço e da lonjura;
A sua imagem é um perfil de píncaros na solidão da montanha.
Para encontrar o poeta, é preciso subir à montanha verde,
Para acertar na cor o pintor renasce poeta; para pintar o céu
O poeta faz-se arqueiro do sonho, senhor da distância, mendigo do ar;
Eco de ser, voz do silêncio que lhe acerta no peito de pássaro
Recortado a negro na vastidão imensa da alma iluminada.