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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Resposta às calúnias e insultos de que sou alvo na página de Fernando Nobre no Facebook, por membros do MIL
Olhe, Pires, já que me ataca publicamente e sempre pelo mesmo motivo, tenho a dizer-lhe o seguinte, supondo que seja dos meus inimigos aquele que ainda tem alguma capacidade de escuta: certamente que tenho todos os defeitos de que me acusa e mais ainda, mas de uma coisa pode estar certo - como sabe quem me conhece, o que não é o seu caso, defendo apaixonadamente os meus ideais e as minhas causas, contra todas as conveniências pessoais, como se constata ao expor-me aqui publicamente. E no fundo de que me acusa? De me ter fartado de ser insultado por ser budista, vegetariano e defensor dos animais num blogue, o da Nova Águia, de que era um dos administradores e por um grupo de pessoas que estavam ali convidados? De ter usado um pseudónimo num blogue que era um autêntico baile de máscaras, usando-o para responder à altura a outros pseudónimos e para atacar a todos, incluindo a mim próprio? Se guardou tudo, pode ver que não me poupei num exercício de auto-ironia que considero muito salutar. É claro que fui injusto e errei muitas vezes, mas porque só fala de mim? Já não se lembra dos palavrões, insultos e enxovalhos com que o seu agora amigo "Bar do Ossian", sob o pseudónimo de Klatuu, desancava toda a gente que se atrevia a discordar dele? Já não se lembra como foi tratado o Rui Martins e a sua amiga Isabel, entre muitos outros? Já não se lembra do que então você próprio dizia sobre ele? E já não se lembra do que era aquele blogue, com elogios do Renato ao Marcelo Caetano, posts favoráveis ao Hitler (estes apagados pelo Renato, verdade seja dita) e insultos constantes a quem se atrevia a discordar dos amigos e amigas góticos do Klatuu / Bar do Ossian? E este, ingrato, já não se lembra de como no início o defendi contra todos os que na Comissão Coordenadora do MIL o queriam pura e simplesmente expulsar do MIL e do blogue? O Renato e o Rui Martins sabem que isto é verdade. Tudo em nome da concórdia num projecto em que sinceramente acreditei e a que dei o melhor de mim durante dois anos tentando ser equidistante das facções em conflito. Porque só fala então de mim? Porque me fartei, apaguei um post seu em que mais uma vez me insultava e expulsei do blogue um grupo que não respeitava o anfitrião? Ou é por eu ser budista, vegetariano e defensor dos animais, coisa que o meu amigo não suporta, tal como o Renato e o Klatuu/Bar do Ossian? Mas, já que se diz um homem de esquerda, deve saber que esta é uma opção legítima numa sociedade livre e que aumenta a cada dia o número dos que fazem a mesma opção, que tanto irrita os seus hábitos alimentares. Olhe, Pires, sinceramente não vos quero mal e ainda bem que agora são todos amigos. Unam-se, sejam felizes e digam o que quiserem de mim. Agora eu estou no meu direito de achar e dizer que o MIL se desviou do seu projecto inicial, que era bem mais amplo e generoso, como está consagrado na sua Declaração de Princípios e Objectivos, por mim redigida. Se vir com atenção, fala-se mesmo lá no respeito pelos direitos de todos os seres vivos. Mas isto, para vocês, é letra morta. E está muito enganado ao dizer que eu usei o MIL e a Nova Águia para me promover: o contrário é a verdade. Foi o MIL que, enquanto eu lá estive, sempre usou a minha imagem social e académica para se credibilizar: o Renato fazia questão de colocar em todos os comunicados que eu, professor na Universidade de Lisboa, era o presidente. O que vocês não suportam é que eu tenha colocado um projecto ecológico e de defesa dos animais acima de uma visão estreita de Portugal e da Lusofonia. Como não suportam que eu denuncie o oportunismo de uma colagem a esta candidatura. Pode não ser o seu caso, mas o que digo aplica-se a muita gente. Eu não preciso de me colar a nada. Partilho com o Dr. Fernando Nobre, desde há muito, uma comum admiração por Agostinho da Silva e pelo Dalai Lama, personagem para muitos de vocês execrável.
Passem bem.
Passem bem.
segunda-feira, 15 de março de 2010
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Declaração sobre o Movimento Internacional Lusófono, a "Nova Águia" e a Associação Agostinho da Silva
Car@s Amig@s
Venho por este meio tornar público que, a partir de ontem, me demiti de presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e de qualquer participação neste. Na minha decisão fui acompanhado por mais de metade dos membros da Comissão Coordenadora presentes (numa reunião a que só faltaram dois), que constituem a maioria dos membros fundadores do MIL e onde estão todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida.
As minhas razões, resumidas ao essencial, prendem-se com o facto de considerar que o referido Movimento se tornou refém de um grupo que deixou de respeitar a Declaração de Princípios e Objectivos por mim redigida e aprovada pelos membros fundadores, passando a instrumentalizar os valores da cultura portuguesa e lusófona e o legado de homens como Agostinho da Silva num sentido ideológico-político, onde um muito ambíguo neonacionalismo lusófono surge ao serviço de insaciáveis apetites de protagonismo e poder. O MIL deixou de ser um espaço de reflexão crítica e plural sobre Portugal, a Lusofonia e o mundo para se converter num projecto protopartidário, que pretende partir à conquista do poder ao serviço de interesses obscuros.
Naturalmente que a representatividade deste grupo é nula, pois não constituía sequer a maioria dos membros da Comissão Coordenadora, nem foi sancionado pelos cerca de 1000 aderentes ao MIL, que o fizeram por se reconhecerem na sua Declaração de Princípios e Objectivos. Todavia, nestas condições tornou-se impossível trabalhar e preferi partir para projectos novos, sem as conotações ideológicas obscuras que o MIL entretanto assumiu.
Pelas mesmas razões, propus e foi aprovada a total desvinculação entre a "Nova Águia" (revista e blogue) e o MIL. O mesmo acontece com a Associação Agostinho da Silva, que igualmente se desvincula totalmente quer da "Nova Águia", quer do MIL.
Permaneço como co-director da revista "Nova Águia" e um dos administradores do seu blogue. Permaneço também como presidente da Associação Agostinho da Silva e anuncio que esta se reassumirá, a partir de hoje, como o espaço natural para uma reflexão ampla, séria, crítica e plural acerca de Portugal, da Lusofonia e do mundo, bem como acerca do pensamento e da prática de Agostinho da Silva e da sua actualidade. No espírito da maior abertura e universalismo inter-cultural. Tudo aquilo que o MIL deixou de ser.
Ainda ontem, aqueles que se demitiram do MIL se reuniram e ficou decidido esse reforço da Associação Agostinho da Silva, com projectos vários, entre os quais uma revista.
Todos os que queiram participar nestas novas actividades podem contactar-me no meu mail pessoal - pauloaeborges@gmail.com . Apelo também a que o blogue da "Nova Águia" não seja abandonado ao pequeno grupo que nele representa os interesses ideológicos do actual MIL.
Agradeço que esta informação seja transmitida a todos aqueles a quem possa interessar e particularmente aos muitos que, por meu intermédio, aderiram ao MIL. A esses agradeço a sua confiança e peço desculpa por tê-los conduzido a um projecto que não correspondeu às suas e minhas legítimas e melhores expectativas.
Saudações cordiais
Paulo Borges
Venho por este meio tornar público que, a partir de ontem, me demiti de presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e de qualquer participação neste. Na minha decisão fui acompanhado por mais de metade dos membros da Comissão Coordenadora presentes (numa reunião a que só faltaram dois), que constituem a maioria dos membros fundadores do MIL e onde estão todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida.
As minhas razões, resumidas ao essencial, prendem-se com o facto de considerar que o referido Movimento se tornou refém de um grupo que deixou de respeitar a Declaração de Princípios e Objectivos por mim redigida e aprovada pelos membros fundadores, passando a instrumentalizar os valores da cultura portuguesa e lusófona e o legado de homens como Agostinho da Silva num sentido ideológico-político, onde um muito ambíguo neonacionalismo lusófono surge ao serviço de insaciáveis apetites de protagonismo e poder. O MIL deixou de ser um espaço de reflexão crítica e plural sobre Portugal, a Lusofonia e o mundo para se converter num projecto protopartidário, que pretende partir à conquista do poder ao serviço de interesses obscuros.
Naturalmente que a representatividade deste grupo é nula, pois não constituía sequer a maioria dos membros da Comissão Coordenadora, nem foi sancionado pelos cerca de 1000 aderentes ao MIL, que o fizeram por se reconhecerem na sua Declaração de Princípios e Objectivos. Todavia, nestas condições tornou-se impossível trabalhar e preferi partir para projectos novos, sem as conotações ideológicas obscuras que o MIL entretanto assumiu.
Pelas mesmas razões, propus e foi aprovada a total desvinculação entre a "Nova Águia" (revista e blogue) e o MIL. O mesmo acontece com a Associação Agostinho da Silva, que igualmente se desvincula totalmente quer da "Nova Águia", quer do MIL.
Permaneço como co-director da revista "Nova Águia" e um dos administradores do seu blogue. Permaneço também como presidente da Associação Agostinho da Silva e anuncio que esta se reassumirá, a partir de hoje, como o espaço natural para uma reflexão ampla, séria, crítica e plural acerca de Portugal, da Lusofonia e do mundo, bem como acerca do pensamento e da prática de Agostinho da Silva e da sua actualidade. No espírito da maior abertura e universalismo inter-cultural. Tudo aquilo que o MIL deixou de ser.
Ainda ontem, aqueles que se demitiram do MIL se reuniram e ficou decidido esse reforço da Associação Agostinho da Silva, com projectos vários, entre os quais uma revista.
Todos os que queiram participar nestas novas actividades podem contactar-me no meu mail pessoal - pauloaeborges@gmail.com . Apelo também a que o blogue da "Nova Águia" não seja abandonado ao pequeno grupo que nele representa os interesses ideológicos do actual MIL.
Agradeço que esta informação seja transmitida a todos aqueles a quem possa interessar e particularmente aos muitos que, por meu intermédio, aderiram ao MIL. A esses agradeço a sua confiança e peço desculpa por tê-los conduzido a um projecto que não correspondeu às suas e minhas legítimas e melhores expectativas.
Saudações cordiais
Paulo Borges
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Para que serve a Lusofonia?
A Lusofonia é o fenómeno de haver quem fale português: 240 milhões de falantes. Isso é um dado incontroverso. A questão, levantada na Declaração de Princípios e Objectivos do Movimento Internacional Lusófono, e até hoje sem resposta, é: qual o melhor sentido a dar à Lusofonia?
A forma que em mim assume essa questão, na linha de Pascoaes, Pessoa e Agostinho da Silva, é: como colocar a Lusofonia ao serviço de tudo e de todos, como fazer da Lusofonia um contributo para o bem do planeta e dos seus habitantes, humanos e não-humanos? Para essa questão, não vejo, desde o início da vida do MIL, qualquer resposta.
Alguém tem ideias?
A forma que em mim assume essa questão, na linha de Pascoaes, Pessoa e Agostinho da Silva, é: como colocar a Lusofonia ao serviço de tudo e de todos, como fazer da Lusofonia um contributo para o bem do planeta e dos seus habitantes, humanos e não-humanos? Para essa questão, não vejo, desde o início da vida do MIL, qualquer resposta.
Alguém tem ideias?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
NOVA PETIÇÃO MIL: “NÃO DESTRUAM OS LIVROS!”
Verificando-se que editoras nacionais estão a proceder à desativação comercial dos livros não esgotados mediante a sua destruição, e que esta hipótese é igualmente contemplada pela editora do Estado português, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO considera isto um escandaloso crime de lesa-património, que vai fazer desaparecer muitos milhares de volumes preciosos da nossa cultura que, apesar do seu valor, não tiveram sucesso comercial junto do grande público.
Perante esta situação, o MIL apela a todos os cidadãos que assinem esta petição, exigindo que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos. Para tanto, os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional.
Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma ótima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.
PARA ASSINAR:
http://www.gopetition.com/online/28707.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora
Perante esta situação, o MIL apela a todos os cidadãos que assinem esta petição, exigindo que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos. Para tanto, os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional.
Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma ótima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.
PARA ASSINAR:
http://www.gopetition.com/online/28707.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora
domingo, 19 de abril de 2009
Esfera Armilar - Mandado de despejo aos mandarins do mundo. Fora!
“Balanço patriótico:
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”
- Guerra Junqueiro, “Anotações”, Pátria [1896], Porto, Lello & Irmão, s. d., p.185.
“Das feições de alma que caracterizam o povo português, a mais irritante é, sem dúvida, o seu excesso de disciplina. Somos o povo disciplinado por excelência.
[…]
Portugal precisa dum indisciplinador. Todos os indisciplinadores que temos dito, ou que temos querido ter, nos têm falhado. Como não acontecer assim, se é da nossa raça que eles saem? As poucas figuras que de vez em quando têm surgido na nossa vida política com aproveitáveis qualidades de perturbadores fracassam logo, traem logo a sua missão. Qual é a primeira coisa que fazem? Organizam um partido… Caem na disciplina por uma fatalidade ancestral”
- Fernando Pessoa, “A Doença da Disciplina”, in Elogio da Indisciplina e Poemas Insubmissos, s.l., C.E.P, s. d., pp.5 e 7 [grafia actualizada].
O perturbante aumento da actualidade das palavras de Guerra Junqueiro, 112 anos depois, agudiza ainda mais a mesma actualidade das de Pessoa. Entram no lombo como bandarilhas. Os portugueses deixaram de fazer jus aos seus antepassados lusitanos, deixaram de ser o “estranho povo” “que não se governa, nem se deixa governar”, referido pelo ditador romano Gaius Julius Caesar. Perderam a insubmissão que primeiro lhes recortou fronteiras e depois lhes rasgou todas as fronteiras, tornando-os viajantes do mundo. Hoje, não só se governam, no desenrascanço da sobrevivência quotidiana, como sobretudo se deixam governar, por toda a espécie de lobbys político-económicos e culturais, nacionais e trans-nacionais. Governam-se deixando-se (mal) governar, espoliados de memória e aspiração, tempo e energia, inquietação e reflexão, espoliados social, política e economicamente. Escravos do trabalho que têm e não têm, não possuem tempo senão para trabalhar ou procurar trabalho, sempre ao serviço dos seus donos, as forças político-económicas trans-nacionais, os seus títeres nacionais e as obscuras forças mentais e pulsionais que avassalam o mundo por fora e por dentro de cada consciência.
Se este diagnóstico se quadra a Portugal, que dizer das demais nações lusófonas? Serão os seus estados e sociedades mais justos e as suas populações mais conscientes, em termos individuais e colectivos? Serão as suas vidas mais isentas de servilismo perante as grandes potências político-económicas e mentais da globalização triunfante e os seus agentes nacionais?
Neste quadro, recordo o melhor que ouvi na primeira conferência pública organizada pelo MIL, em 24 de Janeiro, sobre o futuro da CPLP. Foi Miguel Real, ao afirmar que a Lusofonia só faria sentido se dela resultasse um “choque cultural” à escala mundial, uma transformação profunda do modo de conceber e realizar o sentido da existência humana no mundo. Na verdade estas palavras encarnam a essência daquilo a que Camões, António Vieira, Pascoaes, Pessoa e Agostinho da Silva chamaram Portugal e comunidade lusófona: o contributo para uma profunda transformação mental e cultural do próprio homem, com a consequente expressão numa nova civilização a nível planetário, universal e trans-lusófona. Estas palavras encarnam a essência da proposta consagrada na Declaração de Princípios e Objectivos do MIL.
Todavia, perante a situação mental, cultural e sócio-político-económica das nações lusófonas, cabe perguntar: como? Será que a sua mera aproximação, nos quadros da CPLP ou noutros, contribuirá realmente para isso? Ou, pelo contrário, essa aproximação, mantendo-se tudo como está, não virá apenas alimentar e reforçar a opressão a que os povos lusófonos estão neste momento sujeitos pelos agentes nacionais, culturais, políticos e económicos, do sistema mundial dominante? Será possível esse “choque cultural” no quadro das actuais ideias e práticas, sem uma profunda transformação de cada nação lusófona e de cada lusófono? Não duvido, tenho a certeza de que não. Como tenho a certeza de que, pensando o contrário, não estaremos senão a forjar uma ficção ideal com a dupla função de nos consolar da realidade adversa e de sancionar a recusa da sua transformação. Com isso nos arriscamos a que os esforços feitos no sentido da aproximação lusófona sirvam antes os actuais senhores do mundo, que actualmente tão bem movem as peças lusófonas no xadrez mundial.
Com efeito, de que “choque cultural” planetário, de que “Quinto Império” seremos o embrião se continuamos tão disciplinadamente submissos, como os burros de carga de que fala Junqueiro, carregando nos esfalfados lombos todos os donos do mundo e, pior, a nossa esperança reduzida ao quotidiano fardo de palha e a nossa ideia de que de outro modo não pode ser? Que objectivos do MIL se cumprirão sem um profundo questionamento da nossa passividade individual e colectiva, sem uma profunda transformação das nossas ideias e práticas, sem uma radical exigência de maior justiça social e económica, de maior responsabilidade cívica e política, de maior despertar mental e cultural nas nações de língua portuguesa? Onde estão as propostas nesse sentido, semelhantes às da secção portuguesa do MIL? Onde estão, nos crescentes aderentes ao MIL, as iniciativas de debate da Declaração de Princípios e Objectivos, solicitadas há mais de ano e meio? Onde estão outras iniciativas, além dos lançamentos da “Nova Águia”? Onde está a criatividade? Para que se adere ao MIL? Apenas para dizer que se pertence a qualquer coisa, assinar petições e postar num blogue?... E ficar à espera?
Sim, Pessoa, tens razão: “Portugal precisa dum indisciplinador”. Não, Pessoa, não tens razão: Portugal precisa que os portugueses deixem de, como também escreveste nesse mesmo texto, estar “sempre à espera dos outros para tudo”. Portugal precisa que cada um de nós se indiscipline, se não submeta, se insurreccione. Primeiro contra si mesmo e depois contra tudo o que oprima. Portugal precisa que cada um de nós se empine e lance ao chão a mente estúpida, conformista e balofa que nos governa, logo seguida de todos os que nos montam. Portugal precisa que cada um de nós se inquiete e desperte, tornando essa inquietação e esse despertar contagiantes, desde a nossa vizinhança a todo o mundo.
Só então, homens de pé e não burros de carga, teremos autoridade para erguer a voz e bradar, apontando o caminho de saída:
Mandado de despejo aos mandarins do mundo. Fora!
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”
- Guerra Junqueiro, “Anotações”, Pátria [1896], Porto, Lello & Irmão, s. d., p.185.
“Das feições de alma que caracterizam o povo português, a mais irritante é, sem dúvida, o seu excesso de disciplina. Somos o povo disciplinado por excelência.
[…]
Portugal precisa dum indisciplinador. Todos os indisciplinadores que temos dito, ou que temos querido ter, nos têm falhado. Como não acontecer assim, se é da nossa raça que eles saem? As poucas figuras que de vez em quando têm surgido na nossa vida política com aproveitáveis qualidades de perturbadores fracassam logo, traem logo a sua missão. Qual é a primeira coisa que fazem? Organizam um partido… Caem na disciplina por uma fatalidade ancestral”
- Fernando Pessoa, “A Doença da Disciplina”, in Elogio da Indisciplina e Poemas Insubmissos, s.l., C.E.P, s. d., pp.5 e 7 [grafia actualizada].
O perturbante aumento da actualidade das palavras de Guerra Junqueiro, 112 anos depois, agudiza ainda mais a mesma actualidade das de Pessoa. Entram no lombo como bandarilhas. Os portugueses deixaram de fazer jus aos seus antepassados lusitanos, deixaram de ser o “estranho povo” “que não se governa, nem se deixa governar”, referido pelo ditador romano Gaius Julius Caesar. Perderam a insubmissão que primeiro lhes recortou fronteiras e depois lhes rasgou todas as fronteiras, tornando-os viajantes do mundo. Hoje, não só se governam, no desenrascanço da sobrevivência quotidiana, como sobretudo se deixam governar, por toda a espécie de lobbys político-económicos e culturais, nacionais e trans-nacionais. Governam-se deixando-se (mal) governar, espoliados de memória e aspiração, tempo e energia, inquietação e reflexão, espoliados social, política e economicamente. Escravos do trabalho que têm e não têm, não possuem tempo senão para trabalhar ou procurar trabalho, sempre ao serviço dos seus donos, as forças político-económicas trans-nacionais, os seus títeres nacionais e as obscuras forças mentais e pulsionais que avassalam o mundo por fora e por dentro de cada consciência.
Se este diagnóstico se quadra a Portugal, que dizer das demais nações lusófonas? Serão os seus estados e sociedades mais justos e as suas populações mais conscientes, em termos individuais e colectivos? Serão as suas vidas mais isentas de servilismo perante as grandes potências político-económicas e mentais da globalização triunfante e os seus agentes nacionais?
Neste quadro, recordo o melhor que ouvi na primeira conferência pública organizada pelo MIL, em 24 de Janeiro, sobre o futuro da CPLP. Foi Miguel Real, ao afirmar que a Lusofonia só faria sentido se dela resultasse um “choque cultural” à escala mundial, uma transformação profunda do modo de conceber e realizar o sentido da existência humana no mundo. Na verdade estas palavras encarnam a essência daquilo a que Camões, António Vieira, Pascoaes, Pessoa e Agostinho da Silva chamaram Portugal e comunidade lusófona: o contributo para uma profunda transformação mental e cultural do próprio homem, com a consequente expressão numa nova civilização a nível planetário, universal e trans-lusófona. Estas palavras encarnam a essência da proposta consagrada na Declaração de Princípios e Objectivos do MIL.
Todavia, perante a situação mental, cultural e sócio-político-económica das nações lusófonas, cabe perguntar: como? Será que a sua mera aproximação, nos quadros da CPLP ou noutros, contribuirá realmente para isso? Ou, pelo contrário, essa aproximação, mantendo-se tudo como está, não virá apenas alimentar e reforçar a opressão a que os povos lusófonos estão neste momento sujeitos pelos agentes nacionais, culturais, políticos e económicos, do sistema mundial dominante? Será possível esse “choque cultural” no quadro das actuais ideias e práticas, sem uma profunda transformação de cada nação lusófona e de cada lusófono? Não duvido, tenho a certeza de que não. Como tenho a certeza de que, pensando o contrário, não estaremos senão a forjar uma ficção ideal com a dupla função de nos consolar da realidade adversa e de sancionar a recusa da sua transformação. Com isso nos arriscamos a que os esforços feitos no sentido da aproximação lusófona sirvam antes os actuais senhores do mundo, que actualmente tão bem movem as peças lusófonas no xadrez mundial.
Com efeito, de que “choque cultural” planetário, de que “Quinto Império” seremos o embrião se continuamos tão disciplinadamente submissos, como os burros de carga de que fala Junqueiro, carregando nos esfalfados lombos todos os donos do mundo e, pior, a nossa esperança reduzida ao quotidiano fardo de palha e a nossa ideia de que de outro modo não pode ser? Que objectivos do MIL se cumprirão sem um profundo questionamento da nossa passividade individual e colectiva, sem uma profunda transformação das nossas ideias e práticas, sem uma radical exigência de maior justiça social e económica, de maior responsabilidade cívica e política, de maior despertar mental e cultural nas nações de língua portuguesa? Onde estão as propostas nesse sentido, semelhantes às da secção portuguesa do MIL? Onde estão, nos crescentes aderentes ao MIL, as iniciativas de debate da Declaração de Princípios e Objectivos, solicitadas há mais de ano e meio? Onde estão outras iniciativas, além dos lançamentos da “Nova Águia”? Onde está a criatividade? Para que se adere ao MIL? Apenas para dizer que se pertence a qualquer coisa, assinar petições e postar num blogue?... E ficar à espera?
Sim, Pessoa, tens razão: “Portugal precisa dum indisciplinador”. Não, Pessoa, não tens razão: Portugal precisa que os portugueses deixem de, como também escreveste nesse mesmo texto, estar “sempre à espera dos outros para tudo”. Portugal precisa que cada um de nós se indiscipline, se não submeta, se insurreccione. Primeiro contra si mesmo e depois contra tudo o que oprima. Portugal precisa que cada um de nós se empine e lance ao chão a mente estúpida, conformista e balofa que nos governa, logo seguida de todos os que nos montam. Portugal precisa que cada um de nós se inquiete e desperte, tornando essa inquietação e esse despertar contagiantes, desde a nossa vizinhança a todo o mundo.
Só então, homens de pé e não burros de carga, teremos autoridade para erguer a voz e bradar, apontando o caminho de saída:
Mandado de despejo aos mandarins do mundo. Fora!
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Acredito na Utopia, mesmo acordado.
"Conspiro um movimento de libertação universal, que também assuma todo o potencial de sabedoria, amor e universalidade da cultura portuguesa e lusófona, vocacionada para ser uma cultura alternativa, especializada em diálogos, pontes e mediações planetárias. Um movimento que contribua para o que mais importa: a Revolução profunda, que desde sempre urge e tarda, a Revolução do Despertar, a Revolução do desencobrir o Infinito em si e em tudo, no apocalipse de todas as máscaras."
Conspiro porque acredito. Nas coisas da humanidade sou um pinga amor. Esta contradição de mundo atroz não me faz desviar um décimo que seja dessa conspiração e deste acreditar em utopias quase impossíveis.
Dou mil passos para um quase nada
E todos os passos são um simples passo
Que passo de passo em passo a caminhada
Para um dia me encontrar nesse compasso
Ás vezes, emociono-me sempre, quando leio algo "que mais importa", "que desde sempre urge".
JSL
Conspiro porque acredito. Nas coisas da humanidade sou um pinga amor. Esta contradição de mundo atroz não me faz desviar um décimo que seja dessa conspiração e deste acreditar em utopias quase impossíveis.
Dou mil passos para um quase nada
E todos os passos são um simples passo
Que passo de passo em passo a caminhada
Para um dia me encontrar nesse compasso
Ás vezes, emociono-me sempre, quando leio algo "que mais importa", "que desde sempre urge".
JSL
sábado, 6 de setembro de 2008
Para um patriotismo trans-patriótico e universalista. Sete considerações para uma refundação do Movimento Internacional Lusófono
1. A milenar tradição da introspecção meditativa e os progressos contemporâneos da microfísica e das neurociências (que hoje se juntam numa convergência histórica, como nas experiências realizadas no MIT, em Massachusetts, e nos encontros Mind and Life, o último dos quais de 6 a 12 de Junho deste ano, em Nova Iorque) parecem indicar não ser possível encontrar, quer na constituição da chamada matéria, quer na da chamada mente, ou seja, nisso cujo conjunto designamos por realidade, uma mínima entidade que exista em si e por si e que permaneça idêntica a si mesma, ou seja, que tenha características próprias. Todas as dimensões da chamada realidade parecem obedecer assim a duas leis fundamentais, a de interdependência e a de impermanência, que se resumem na sua ausência de características ou qualidades intrínsecas. Como se pode constatar na mínima experiência perceptiva e como a observação científica confirma, sujeito e objecto constituem-se mutuamente e interagem num dinamismo e numa metamorfose constantes, como meros fenómenos recíprocos, sem essência própria. O conceito de identidade parece ser assim uma abstracção desadequada para expressar o real, sem outro fundamento senão o de ser uma ficção convencional e funcional, que serve o reproduzir de uma tradição fortemente entranhada nos hábitos culturais, psicológicos e sociais do senso comum humano.
2. O conceito de identidade nasce, como o seu correlato, o de alteridade, de uma experiência ingénua e irreflectida, na qual, devido a hábitos inconscientes, o sujeito se crê distinto do objecto, o eu do não-eu, o mesmo do outro, o idêntico do diferente, ao mesmo tempo que esses termos da experiência se crêem reais e existentes em si e por si, com características e qualidades próprias, positivas, negativas ou neutras, que nunca são mais do que projecção da percepção inconscientemente condicionada. Este estado, que se pode chamar de ignorância dualista, origina três tendências da experiência mental-emocional na relação sujeito-objecto: 1 – o fascínio e o desejo-apego, caso o objecto seja percepcionado como atraente e positivo; 2 – o medo e a aversão, caso o objecto seja percepcionado como repulsivo e negativo; 3 – a indiferença, caso o objecto seja percepcionado como neutro. Qualquer destas experiências resulta em conflito e sofrimento, primeiro interno e depois externo, indissociável de uma extrema vulnerabilidade perante todas as vicissitudes da vida, pois a mente dominada pelo apego e pela aversão não pode assegurar de modo algum a posse do que deseja nem a exclusão do que rejeita, devido à lei da impermanência e metamorfose constantes de tudo, sujeitando-se assim constantemente à carência do que deseja ou ao medo de o perder, bem como à ameaça do que rejeita ou ao medo de o não evitar. Por outro lado, a indiferença é uma falsa alternativa, que apenas gera a experiência de solidão, de entorpecimento mental e de despotenciamento vital.
Da ignorância dualista e da combinação das três tendências referidas resultam as pulsões emocionais inerentes a todos os actos e omissões, mentais, verbais e físicos, que as tradições ético-espirituais, teístas ou não-teístas, religiosas ou laicas, designam como actos negativos, faltas, pecados ou toxinas mentais, como hoje alguns preferem: desejo possessivo, ódio e cólera, inveja e ciúme, orgulho e arrogância, avidez e avareza, torpor mental e tristeza, entre muitas outras. Em qualquer dos casos, antes de lesarem os outros, estas pulsões lesam a mente do próprio sujeito a partir do primeiro instante em que nela surgem, distorcendo a percepção da realidade, gerando ignorância, insensibilidade e tormento interior. Por isso são objectivamente negativas, independentemente de qualquer doutrina moral ou revelação religiosa.
3. Um olhar desapaixonado e realista sobre o processo e a história da civilização humana, desde os seus primórdios até hoje, não pode deixar de constatar que tudo – a organização social, a ciência, a técnica, a política, a economia, a cultura, a educação e a religião - tem sido predominantemente movido pela ignorância dualista, o apego, a aversão e a indiferença, bem como por todas as suas combinações possíveis, com o resultado evidente, em termos gerais, de a humanidade até hoje sempre ter obtido precisamente o que mais rejeita, o sofrimento, e sempre haver falhado o que mais deseja, a felicidade: prova evidente de que o desejo-apego e a aversão resultam precisamente no contrário do que buscam. As únicas excepções a esta monumental ilusão e fracasso colectivo, habitualmente camuflado com os nomes de “progresso”, “evolução”, etc., são os seres que despertam e se libertam da ignorância dualista e das suas consequências mentais e emocionais: aqueles que nas várias tradições se designam como sábios, santos, etc., e que se consideram mestres espirituais quando à libertação individual acrescentam o amor e a compaixão de continuarem a agir para disso libertarem os outros.
4. Aplicada à questão das sociedades, das culturas, das nações e das pátrias, esta visão constata que nenhuma delas existe em si e por si, com uma identidade e características irredutivelmente próprias. Todas, pelo contrário, apesar de apresentarem singularidades em devir, nascem, vivem e morrem ou metamorfoseiam-se de acordo com as leis fundamentais de interdependência e impermanência que abrangem todas as dimensões do real. Com efeito, quem pode, por exemplo, pensar o que é Portugal separando a sua história e cultura das de todos (ou quase) os povos europeus, africanos, sul-americanos e orientais ? O conceito de identidade nacional é pois, tal como o de identidade pessoal - e sobretudo se pensado de forma essencialista ou substancialista - , uma mera abstracção que em última instância apenas funciona na lógica da ignorância dualista que predomina na mente humana.
5. Tal como acontece quando se extrema a bipolarização eu-outro, o extremar da suposta identidade cultural ou nacional como uma essência única, permanente e independente das demais, leva ao nacionalismo ou patriotismo que potenciam essa ignorância dualista e esses complexos de apego ao que parece ser próprio e de indiferença ou aversão ao que parece ser alheio que já vimos serem as causas fundamentais de insensibilidade, sofrimento e conflito para quem por elas se deixa dominar e para os demais. O nacionalismo ou patriotismo, levando a amar a sua cultura, nação ou pátria acima das demais, é pois injustificável e condenável em termos sapienciais e éticos, sendo incompatível com qualquer projecto de emancipação da consciência e de serviço do bem comum a todos os homens e a todos os seres.
6. Há todavia a possibilidade de se conceber e praticar uma outra forma, não de nacionalismo, mas de patriotismo, o patriotismo trans-patriótico e universalista, que apenas preze, cultive e promova, numa determinada tradição cultural e numa determinada pátria, aquilo que nela houver de melhor, ou seja, de aspiração ao bem comum universal, não só dos homens, mas de todos os seres. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o que em última instância aspira a orientar as energias de uma dada nação para que progressivamente se superem todas as fronteiras e barreiras, primeiro mentais e afectivas, e depois institucionais e territoriais, entre todos os povos e culturas, de modo a que a comunidade humana possa expressar o mais possível a estrutura e as leis fundamentais da própria realidade: ausência de id-entidades com características intrínsecas, interdependência, impermanência. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o que aspira a romper o círculo vicioso e infernal em que tem decorrido e decorre a história da civilização humana e a devolver humanidade e mundo ao Paraíso que em si intimamente encobrem. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o único que está de acordo com a milenar tradição sapiencial da humanidade e com a ciência contemporânea, convergindo para a verdadeira evolução que é a da consciência e para o verdadeiro progresso que é o espiritual, entendendo por tal o despertar da dualidade que permita ver e sentir o outro como a si mesmo e assim visar a emancipação mental, cultural, social, política e económica de todos os homens e o respeito por todas as formas de vida.
7. Este patriotismo trans-patriótico e universalista é o que encontro no melhor da ideia de Portugal e da comunidade lusófona que – depurada do lastro de muitos condicionantes - interpreto em Luís de Camões, Padre António Vieira, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, para apenas referir os mais destacados. Foi ele, embora ainda informulado e sem a fundamentação aqui apresentada, que inspirou o Manifesto da Nova Águia e a Declaração de Princípios e Objectivos do MIL – Movimento Internacional Lusófono - , cujos textos iniciais redigi e dos quais oitenta por cento ou mais permaneceu nas versões finais. É apenas à luz do patriotismo trans-patriótico e universalista, como projecto fundamentalmente ético-espiritual e só a partir daí cultural, cívico e social, que considero fazer sentido a existência do MIL. Por isso, aliás, propus e foi aceite que as reuniões da Comissão Coordenadora do MIL começassem com alguns minutos de silêncio meditativo, em que cada um se comprometesse consigo ou com o que considerasse mais sagrado a não ter outro objectivo senão o bem comum de todos os seres. Não acredito, aliás, noutra possibilidade de transformação do mundo – a nível cultural, social ou político - que não se enraíze primeiro numa profunda transformação da mente que percepciona o mundo. A grande revolução futura e já presente, em todo o planeta, é a união inseparável da meditação e de todas as esferas da actividade humana, incluindo a económica e a política. Quando digo meditação refiro-me ao simples treino da mente para ver as coisas como são, para além da dualidade, do apego e da aversão, para além do medo e da expectativa, para além do passado e do futuro, no aqui e agora presente. Nada de místico, esotérico ou exótico e que não vem do Oriente porque a mais profunda cultura ocidental, clássica ou cristã, sempre o conheceu. É a redescoberta disso, mais do que qualquer ideologia laica ou religiosa, a grande novidade que cresce hoje como bola de neve em todo o mundo.
Digo e publico isto, no momento em que se prepara uma refundação do MIL, porque tenho hoje fortes suspeitas de que muitos ou a maior parte dos que aderiram a este movimento e nele têm responsabilidades não tenham percebido toda a dimensão do que nele é proposto. A começar por mim próprio.
2. O conceito de identidade nasce, como o seu correlato, o de alteridade, de uma experiência ingénua e irreflectida, na qual, devido a hábitos inconscientes, o sujeito se crê distinto do objecto, o eu do não-eu, o mesmo do outro, o idêntico do diferente, ao mesmo tempo que esses termos da experiência se crêem reais e existentes em si e por si, com características e qualidades próprias, positivas, negativas ou neutras, que nunca são mais do que projecção da percepção inconscientemente condicionada. Este estado, que se pode chamar de ignorância dualista, origina três tendências da experiência mental-emocional na relação sujeito-objecto: 1 – o fascínio e o desejo-apego, caso o objecto seja percepcionado como atraente e positivo; 2 – o medo e a aversão, caso o objecto seja percepcionado como repulsivo e negativo; 3 – a indiferença, caso o objecto seja percepcionado como neutro. Qualquer destas experiências resulta em conflito e sofrimento, primeiro interno e depois externo, indissociável de uma extrema vulnerabilidade perante todas as vicissitudes da vida, pois a mente dominada pelo apego e pela aversão não pode assegurar de modo algum a posse do que deseja nem a exclusão do que rejeita, devido à lei da impermanência e metamorfose constantes de tudo, sujeitando-se assim constantemente à carência do que deseja ou ao medo de o perder, bem como à ameaça do que rejeita ou ao medo de o não evitar. Por outro lado, a indiferença é uma falsa alternativa, que apenas gera a experiência de solidão, de entorpecimento mental e de despotenciamento vital.
Da ignorância dualista e da combinação das três tendências referidas resultam as pulsões emocionais inerentes a todos os actos e omissões, mentais, verbais e físicos, que as tradições ético-espirituais, teístas ou não-teístas, religiosas ou laicas, designam como actos negativos, faltas, pecados ou toxinas mentais, como hoje alguns preferem: desejo possessivo, ódio e cólera, inveja e ciúme, orgulho e arrogância, avidez e avareza, torpor mental e tristeza, entre muitas outras. Em qualquer dos casos, antes de lesarem os outros, estas pulsões lesam a mente do próprio sujeito a partir do primeiro instante em que nela surgem, distorcendo a percepção da realidade, gerando ignorância, insensibilidade e tormento interior. Por isso são objectivamente negativas, independentemente de qualquer doutrina moral ou revelação religiosa.
3. Um olhar desapaixonado e realista sobre o processo e a história da civilização humana, desde os seus primórdios até hoje, não pode deixar de constatar que tudo – a organização social, a ciência, a técnica, a política, a economia, a cultura, a educação e a religião - tem sido predominantemente movido pela ignorância dualista, o apego, a aversão e a indiferença, bem como por todas as suas combinações possíveis, com o resultado evidente, em termos gerais, de a humanidade até hoje sempre ter obtido precisamente o que mais rejeita, o sofrimento, e sempre haver falhado o que mais deseja, a felicidade: prova evidente de que o desejo-apego e a aversão resultam precisamente no contrário do que buscam. As únicas excepções a esta monumental ilusão e fracasso colectivo, habitualmente camuflado com os nomes de “progresso”, “evolução”, etc., são os seres que despertam e se libertam da ignorância dualista e das suas consequências mentais e emocionais: aqueles que nas várias tradições se designam como sábios, santos, etc., e que se consideram mestres espirituais quando à libertação individual acrescentam o amor e a compaixão de continuarem a agir para disso libertarem os outros.
4. Aplicada à questão das sociedades, das culturas, das nações e das pátrias, esta visão constata que nenhuma delas existe em si e por si, com uma identidade e características irredutivelmente próprias. Todas, pelo contrário, apesar de apresentarem singularidades em devir, nascem, vivem e morrem ou metamorfoseiam-se de acordo com as leis fundamentais de interdependência e impermanência que abrangem todas as dimensões do real. Com efeito, quem pode, por exemplo, pensar o que é Portugal separando a sua história e cultura das de todos (ou quase) os povos europeus, africanos, sul-americanos e orientais ? O conceito de identidade nacional é pois, tal como o de identidade pessoal - e sobretudo se pensado de forma essencialista ou substancialista - , uma mera abstracção que em última instância apenas funciona na lógica da ignorância dualista que predomina na mente humana.
5. Tal como acontece quando se extrema a bipolarização eu-outro, o extremar da suposta identidade cultural ou nacional como uma essência única, permanente e independente das demais, leva ao nacionalismo ou patriotismo que potenciam essa ignorância dualista e esses complexos de apego ao que parece ser próprio e de indiferença ou aversão ao que parece ser alheio que já vimos serem as causas fundamentais de insensibilidade, sofrimento e conflito para quem por elas se deixa dominar e para os demais. O nacionalismo ou patriotismo, levando a amar a sua cultura, nação ou pátria acima das demais, é pois injustificável e condenável em termos sapienciais e éticos, sendo incompatível com qualquer projecto de emancipação da consciência e de serviço do bem comum a todos os homens e a todos os seres.
6. Há todavia a possibilidade de se conceber e praticar uma outra forma, não de nacionalismo, mas de patriotismo, o patriotismo trans-patriótico e universalista, que apenas preze, cultive e promova, numa determinada tradição cultural e numa determinada pátria, aquilo que nela houver de melhor, ou seja, de aspiração ao bem comum universal, não só dos homens, mas de todos os seres. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o que em última instância aspira a orientar as energias de uma dada nação para que progressivamente se superem todas as fronteiras e barreiras, primeiro mentais e afectivas, e depois institucionais e territoriais, entre todos os povos e culturas, de modo a que a comunidade humana possa expressar o mais possível a estrutura e as leis fundamentais da própria realidade: ausência de id-entidades com características intrínsecas, interdependência, impermanência. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o que aspira a romper o círculo vicioso e infernal em que tem decorrido e decorre a história da civilização humana e a devolver humanidade e mundo ao Paraíso que em si intimamente encobrem. O patriotismo trans-patriótico e universalista é o único que está de acordo com a milenar tradição sapiencial da humanidade e com a ciência contemporânea, convergindo para a verdadeira evolução que é a da consciência e para o verdadeiro progresso que é o espiritual, entendendo por tal o despertar da dualidade que permita ver e sentir o outro como a si mesmo e assim visar a emancipação mental, cultural, social, política e económica de todos os homens e o respeito por todas as formas de vida.
7. Este patriotismo trans-patriótico e universalista é o que encontro no melhor da ideia de Portugal e da comunidade lusófona que – depurada do lastro de muitos condicionantes - interpreto em Luís de Camões, Padre António Vieira, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, para apenas referir os mais destacados. Foi ele, embora ainda informulado e sem a fundamentação aqui apresentada, que inspirou o Manifesto da Nova Águia e a Declaração de Princípios e Objectivos do MIL – Movimento Internacional Lusófono - , cujos textos iniciais redigi e dos quais oitenta por cento ou mais permaneceu nas versões finais. É apenas à luz do patriotismo trans-patriótico e universalista, como projecto fundamentalmente ético-espiritual e só a partir daí cultural, cívico e social, que considero fazer sentido a existência do MIL. Por isso, aliás, propus e foi aceite que as reuniões da Comissão Coordenadora do MIL começassem com alguns minutos de silêncio meditativo, em que cada um se comprometesse consigo ou com o que considerasse mais sagrado a não ter outro objectivo senão o bem comum de todos os seres. Não acredito, aliás, noutra possibilidade de transformação do mundo – a nível cultural, social ou político - que não se enraíze primeiro numa profunda transformação da mente que percepciona o mundo. A grande revolução futura e já presente, em todo o planeta, é a união inseparável da meditação e de todas as esferas da actividade humana, incluindo a económica e a política. Quando digo meditação refiro-me ao simples treino da mente para ver as coisas como são, para além da dualidade, do apego e da aversão, para além do medo e da expectativa, para além do passado e do futuro, no aqui e agora presente. Nada de místico, esotérico ou exótico e que não vem do Oriente porque a mais profunda cultura ocidental, clássica ou cristã, sempre o conheceu. É a redescoberta disso, mais do que qualquer ideologia laica ou religiosa, a grande novidade que cresce hoje como bola de neve em todo o mundo.
Digo e publico isto, no momento em que se prepara uma refundação do MIL, porque tenho hoje fortes suspeitas de que muitos ou a maior parte dos que aderiram a este movimento e nele têm responsabilidades não tenham percebido toda a dimensão do que nele é proposto. A começar por mim próprio.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Nova Águia e MIL - O que se espera de todos e cada um de nós ?
No momento em que a Nova Águia e o Movimento Internacional Lusófono levantam voo, emplumados de mais de meio milhar de sempre crescentes adesões em todo o mundo lusófono e fora dele, o que se espera de todos e cada um de nós ? Mais um movimento de fugazes entusiastas para ficar na história sócio-cultural do país, ser referido nos compêndios escolares daqui a um século e ter deixado tudo na mesma ? Ou um movimento que desde já faça sua a diferença que deseja para Portugal, a comunidade lusófona e o mundo ? Um movimento de pessoas que não se satisfaçam com dizerem que aderiram ou são assinantes disto ou daquilo, com terem o nome numa revista ou num blogue, com porem mais um emblema na lapela ou sentirem que pertencem a um novo clube, mas que realmente estejam dispostas a reflectir, viver e partilhar as ideias contidas nos manifestos da Nova Águia e do MIL, com todo o incómodo e desassossego que isso possa causar aos hábitos e rotinas mentais, culturais e sociais de um país atolado num marasmo de indiferença e conformismo ? Um movimento cujos indivíduos e núcleos tomem iniciativas, organizem encontros, debatam e realizem ideias, assumam a responsabilidade de uma cidadania activa que repense e refunde o sentido de haver Portugal ? Um movimento que, de forma séria, firme e ponderada, com respeito por e em diálogo com todos os que pensem de forma diferente, assuma ser alternativa ao estado actual das coisas ?
Digo isto porque não posso deixar de sentir um contraste entre o crescimento rápido e entusiasta das adesões à Nova Águia e ao MIL e as poucas iniciativas autónomas dos aderentes, que parecem continuar a passividade secular dos portugueses, que tendem a ficar à espera que decidam e pensem por eles. A Direcção da Nova Águia e a Comissão Coordenadora do MIL podem e devem impulsionar e catalisar este movimento, mas ele nunca existirá, como um verdadeiro movimento de renovação, se as nossas iniciativas não encontrarem eco nas iniciativas dos múltiplos núcleos de aderentes espalhados por todo o país e pelo mundo.
Espero que os vários lançamentos da Nova Águia sejam pontos de encontro para aqueles que abraçam este projecto, espero que os aderentes em cada cidade e região tomem a iniciativa de se conhecer e organizar para planearem estratégias conjuntas de divulgação deste movimento, espero que todos se mobilizem e dêem o melhor de si para que estejamos à altura do melhor da nossa história e cultura e daqueles que nos inspiram. Espero que desde já e até ao final das nossas vidas sintamos que estamos realmente a marcar uma diferença e a contribuir para que haja um novo Portugal, uma nova Comunidade Lusófona e um novo Mundo.
"Eu, da raça dos Navegadores, desprezo tudo o que seja menos do que descobrir um Mundo Novo !" - Álvaro de Campos
Digo isto porque não posso deixar de sentir um contraste entre o crescimento rápido e entusiasta das adesões à Nova Águia e ao MIL e as poucas iniciativas autónomas dos aderentes, que parecem continuar a passividade secular dos portugueses, que tendem a ficar à espera que decidam e pensem por eles. A Direcção da Nova Águia e a Comissão Coordenadora do MIL podem e devem impulsionar e catalisar este movimento, mas ele nunca existirá, como um verdadeiro movimento de renovação, se as nossas iniciativas não encontrarem eco nas iniciativas dos múltiplos núcleos de aderentes espalhados por todo o país e pelo mundo.
Espero que os vários lançamentos da Nova Águia sejam pontos de encontro para aqueles que abraçam este projecto, espero que os aderentes em cada cidade e região tomem a iniciativa de se conhecer e organizar para planearem estratégias conjuntas de divulgação deste movimento, espero que todos se mobilizem e dêem o melhor de si para que estejamos à altura do melhor da nossa história e cultura e daqueles que nos inspiram. Espero que desde já e até ao final das nossas vidas sintamos que estamos realmente a marcar uma diferença e a contribuir para que haja um novo Portugal, uma nova Comunidade Lusófona e um novo Mundo.
"Eu, da raça dos Navegadores, desprezo tudo o que seja menos do que descobrir um Mundo Novo !" - Álvaro de Campos
quarta-feira, 2 de abril de 2008
3 de Abril - 18.00 - Encontro informal do MIL e lançamento de "Perspectivas sobre Agostinho da Silva", de Renato Epifânio
Caros Membros e Amigos da NOVA ÁGUIA e do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO,
Vimos por este meio convocar-vos para um primeiro encontro informal na nossa sede, na Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, 2º (junto ao Príncipe Real, em Lisboa, na próxima quinta-feira, dia 3 de Abril, às 18h00. Será na ocasião lançado o livro Perspectivas sobre Agostinho da Silva (Zéfiro), da autoria de Renato Epifânio, com apresentação por Paulo Borges.
Estarão igualmente disponíveis os primeiros prospectos da secção portuguesa do MIL, já visualizáveis no nosso site: www.movimentolusofono.org
Estes prospectos, auto-colantes, serão o nosso cartão de apresentação e pedimos a todos que os distribuam (caso não possam vir levantá-los à Associação, poderão enviar-nos um pedido para que os entreguemos por correio).
Nota de apresentação: O MIL - MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO - é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida por Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, dos mais diferentes locais do país e de fora dele.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
--
NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI/ ÓRGÃO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
http://www.novaaguia.blogspot.com
--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
ÓRGÃO: NOVA ÁGUIA, REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)
Vimos por este meio convocar-vos para um primeiro encontro informal na nossa sede, na Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, 2º (junto ao Príncipe Real, em Lisboa, na próxima quinta-feira, dia 3 de Abril, às 18h00. Será na ocasião lançado o livro Perspectivas sobre Agostinho da Silva (Zéfiro), da autoria de Renato Epifânio, com apresentação por Paulo Borges.
Estarão igualmente disponíveis os primeiros prospectos da secção portuguesa do MIL, já visualizáveis no nosso site: www.movimentolusofono.org
Estes prospectos, auto-colantes, serão o nosso cartão de apresentação e pedimos a todos que os distribuam (caso não possam vir levantá-los à Associação, poderão enviar-nos um pedido para que os entreguemos por correio).
Nota de apresentação: O MIL - MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO - é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida por Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, dos mais diferentes locais do país e de fora dele.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
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NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI/ ÓRGÃO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
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ÓRGÃO: NOVA ÁGUIA, REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)
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