O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

outros mundos (animais?)

'on voit porquoi borges invoque le philosophe chinois (ts'ui pên) plutôt que leibniz. c'est qu'il voudrait, tout comme maurice leblanc, que dieu fasse passer à l'existence tous les mondes incomposibles à la fois, au lieu d'en choisir un, le meilleur. et sans doute ce serait globalement possible, puisque l'incompossibilité est une relation originale distincte de de l'impossibilité, ou contradiction.

gilles deleuze, le pli

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Animais-máquinas ou de como os filósofos podem ser muito estúpidos

"Na Holanda discute-se agora, alto e bom som, se os animais são máquinas. As pessoas até se divertem a ridicularizar os cartesianos, por estes conceberem que um cão que é agredido emite um som que é similar ao de uma gaita de foles quando é comprimida"

- G. W. Leibniz, Carta de 1648 a Ehrenfried Walter von Tschirnhaus, in G. W. Leibniz, Philosophical Papers and Letters, Dordrecht, Reidel, 1969, pp.275-276.