terça-feira, 29 de junho de 2010
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quem posta na serpente...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Forró do Professô...
O que não recomeçou foi o calar de bico dos jararacas jubilados.
Será que não metem férias de asnear, quando passam a pasta e a cadeirinha a outros jericos doutores? Parece que não.
Broncos até ao "fazerem tijolo"!
Vêem como a escola faz mal à saúde?
sábado, 29 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Oração das mulheres bem resolvidas - Júlio Machado Vaz

quarta-feira, 18 de março de 2009
Parábola do professor
imagem googlesábado, 15 de março de 2008
Para passar um dia ideal ajuda muito...
Ter 28 anos, 2 meses ou morrido durante a noite
Saber ler
Ter esquecido tudo
Poder desobedecer
Não estar deprimido
Ninguém saber de nada
Ninguém contar connosco
Poder contar com toda a gente
Poder ficar acordado até tarde
Tudo ter sido adiado
Encontrar as chaves do carro
Não ser Sexta Feira Santa
Ter tudo o que se quer e ser muito
Pensar que tudo é uma questão de tempo
Ser perdoado
Acreditar que tudo já está decidido por nós
Ainda ser cedo para tudo
Não ter nada a ver com isso
Achar graça àquilo de que não se gosta
Ser a pessoa que mais gosta de uma pessoa
Ter a alegria de não perceber porque é que gostam de nós
Não ser apanhado
Não saber a verdade e não dar por isso
Ter uma saudade diferente todos os dias e ser sempre a mesma
Ser feliz mas estar triste
Enfim
A partir daqui cada um que se amanhe
quarta-feira, 12 de março de 2008
O Incrível e incomparável Nasrudim
Para um galego a apresentação do Mullah Nasrudim é quase inevitável. A figura do parvo-louco-sábio tem muito da nossa Galiza. De facto muitas das suas histórias já as tinha ouvido dos lábios do meu avô mas tendo como protagonista ao inefával e saudoso Pir-i-Lampo, um protótipo de ares celtas e gaitas ao vento. Quiçá a única diferença seja certo quixotismo meigo do nosso Pir, algo ensonhador demais e com certas teimas metafísicas que ele próprio se encarrega de boicotear à beira de um copo de vinho Amandi e uma lareira perdida nas montanhas do Courel. Lá, perto d’O Cebreiro (onde se diz que está escondido ainda o Santo Graal) ouvi as suas sentenças e flechas enquanto encenava para mim umas anedotas vestido à moda dos bobos da corte medievais. Mas, enfim, essa é uma história que algum dia contarei, mas é agora outra história e deve deixar-nos aqui. Vejamos algumas das iluminadas histórias do INCRÍVEL E IMCOMPARÁVEL MULLAH NASRUDIM que segundo me contaram anda pelo Brasil e de lá não quere sair. Enfim, como ele diz: “Desfruta ou tenta aprender, chatearás alguém. Não o faças e chatearás alguém”
Como Nasrudim criou a verdade
"Estas leis não tornam melhores as pessoas", disse Nasrudim ao Rei; "elas devem praticar certas coisas de forma a sintonizarem-se com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente."
O Rei decidiu que poderia fazer que as pessoas observassem a verdade – e o faria. Ele poderia faze-las praticar a autenticidade. O acesso a sua cidade era feito por uma ponte, sobre a qual o Rei ordenou que fosse construída uma forca. Quando os portões foram abertos ao alvorecer do dia seguinte, o Capitão da Guarda estava postado à frente de um pelotão para averiguar todos os que ali entrassem. Um édito foi proclamado: "Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso permitido. Se mentir, será enforcado."
Nasrudim deu um passo à frente.
"Aonde vai?"
"Estou a caminho da forca", respondeu Nasrudim calmamente.
"Não acreditamos em você!"
"Muito bem, se estiver mentindo, enforquem-me!"
"Isso mesmo: agora sabem o que é a verdade: a sua verdade!"
O Tolo que era Sábio
Todos os dias o Mullah Nasrudin ia esmolar na feira, e as pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin sempre escolhia a menor. A história correu pelo condado. Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e Nasrudin sempre ficava com a menor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira. Chamando-o a um canto da praça, disse:
Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.
O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, usando este truque. Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente. Às vezes, é de muita sabedoria se passar por tolo e é muito melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usar fazendo tolices.
Afastando tigres
Certo dia ele estava jogando migalhas de pão em torno de sua casa. Um vizinho que passava perguntou:
Mullah, porque você está fazendo isso?
Ah, eu faço isso para manter os tigres afastados, explicou Nasrudim.
Mas não há tigres nesta região!
Casamento
Nasrudim estava proseando com um conhecido , que lhe indagou:
Mullah, responda-me, você nunca pensou em se casar?
Sim, claro que já. Quando eu era jovem, determinei-me a achar o meu par perfeito. Cruzei o deserto, cheguei em Damasco, e conheci uma mulher belíssima e espiritualmente muito evoluída; mas as coisas triviais, do dia a dia, a atrapalhavam.
Mudei de rumo e lá estava eu, em Isfahan; ali pude conhecer uma mulher com dom para as coisas materiais, da vida caseira, e além disso se mostrou muito espiritualizada. Porém, carecia de beleza física. Pensei: o que fazer?
E resolvi ir ao Cairo. Lá cheguei e logo fui apresentado a uma linda jovem, que também era religiosa, boa cozinheira e conhecedora dos afazeres do lar. Ali estava a minha mulher ideal.
Entretanto você não se casou com ela. Porquê?
- Ah, meu amigo. Entretanto ela buscava o seu homem ideal.
O anúncio
Nasrudim postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão:
Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?
Logo juntou-se um grande número de pessoas, com todo mundo gritando:
- Queremos, queremos!
Excelente! Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim.
O sermão de Nasrudim
Certo dia, os moradores do vilarejo quiseram pregar uma peça em Nasrudim. Já que era considerado uma espécie meio indefinível de homem santo, pediram-lhe para fazer um sermão na mesquita. Ele concordou. Chegado o tal dia, Nasrudim subiu ao púlpito e falou:
Ó fiéis! Sabem o que vou lhes dizer?
Não, não sabemos
Enquanto não saibam, não poderei falar nada. Gente muito ignorante, isso é o que vocês são. Assim não dá para começarmos o que quer que seja - disse o Mulla, profundamente indignado por aquele povo ignorante fazê-lo perder seu tempo.
Nasrudim começou a pregação com a mesma pergunta de antes. Desta vez, a congregação respondeu numa única voz:
Sim, sabemos
Neste caso não há porque prendê-los aqui por mais tempo. Podem ir embora.
E voltou para casa. Por fim, conseguiram persuadi-lo a realizar o sermão da Sexta-feira seguinte, que começou com a mesma pergunta de antes.
Sabem ou não sabem?
A congregação estava preparada.
Alguns sabem, outros não.
Excelente - disse Nasrudim - então, aqueles que sabem transmitam seus conhecimento para àqueles que não sabem.
E foi para casa.
O barco e o homem letrado
Em dada ocasião, Nasrudim estava em um barco com um homem letrado, quando o Mullá disse algo que contrariava as regras gramaticais:
Você nunca estudou gramática? - perguntou o estudioso.
Não, nunca - respondeu Nasrudim.
Nesse caso, metade de sua vida se perdeu - retrucou outro.
Nasrudim ficou em silêncio durante algum tempo, quando finalmente falou:
Você nunca aprendeu a nadar? - disse o Mullá ao homem letrado.
Não, nunca - este respondeu.
Então, nesse caso, toda a sua vida se perdeu. Estamos afundando.


