O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Tal como um homem enlaçado pela sua amante nada mais sabe do exterior nem do interior..."

"Tal como um homem enlaçado pela sua amante nada mais sabe do exterior nem do interior, assim este indivíduo enlaçado pelo atman [...] nada mais sabe do exterior nem do interior. Tal a condição suprema onde todos os seus desejos são satisfeitos, onde não mais deseja que o Si, onde os seus desejos se desvanecem, onde não conhece mais o desgosto... Aí um pai já não é um pai, uma mãe já não é uma mãe, os deuses já não são os deuses, os Vedas já não são os Vedas, os mundos já não são os mundos. Aí, um ladrão já não é um ladrão, um abortador já não é um abortador, um Candala já não é um Candala, um Paulkasa já não é um Paulkasa, um asceta já não é um asceta. Aí, as suas boas e más acções já não mais o seguem, pois ele se mantém então para além de todos os sofrimentos do coração"

[Candala e Paulkasa são duas categorias de "intocáveis" ou sem-castas na sociedade indiana]

- Brhadaranyaka-Upanishad, IV, 3, 21-22.