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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Nosso coração é antigo
Nosso coração é antigo
de antes de haver idade
por isso existir lhe não dá abrigo
ébrio de espanto e saudade
de antes de haver idade
por isso existir lhe não dá abrigo
ébrio de espanto e saudade
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Livre de ti e de ser
Livre de ti e de ser, "és" o lugar sem lugar onde o sol se ergue e declina, o espaço e o tempo se constelam e dissipam, a realidade, a existência e a vida florescem e definham, eu, mundo e Deus emergem e se reabsorvem: que esperas e temes ainda, que saudade nutres, que ilusão abrigas, ó Coração imaculado!?
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Sobre as saudades
"(...)
Pergunta-me o que são as saudades? As saudades são as intermitências da consciência. São a voz do coração nos invólucros da alma. E manifestam-se nos diamantes do tempo.
Por isso, as lágrimas são cometas no universo. Não há fogo de luz mais genuíno.
Ainda bem que temos saudades.
Apesar de toda a minha estrutura lógica, cedo aprendi que há coisas que não se explicam. Sentem-se! Assim, deixo-me ir na fluência das águas. Tenho a esperança que elas me devolvam à felicidade. Outra e outra vez! Tal como continuamente o fizeram. Às águas entrego-me. (...)"
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Coração*
O meu coração podia ter o aspecto e a forma deste azulejo.
Não sendo rijo de barro, de cerâmica. Mas, sendo rijo de uma resistência que é inerente aos corações líquidos, nomeadamente o meu que é de Sereia*
Um coração tão forte e tão azul como a água.
Líquido, maleável, mole, que se entranha, que molha e tudo contagia 'líquidamente'
No fundo, o que eu queria era que o meu coração fosse assim... redondo, azulado, com gotas azuis em molduras amarelas à saída da sua forma circular. Gotas de um azul que unisse o interior do coração, de cor verde, ao exterior - o universo. O todo e cada parte e partícula, feita de todo o material, com toda forma e cor
E poder ver, como quem sente dentro do coração, que todo o universo é também da cor verde. A mesma cor desse centro que seria o meu coração...
E como que num sonho, todo o universo cabia dentro deste azulejo.
Num espelho mágico, descoberto num momento mágico, o azul podia ser o veículo, o modo de transporte do verde de dentro para fora e de fora para dentro
Num movimento lindo de Dar e Receber.
Num movimento contínuo que os corações têm quando batem, quando vibram*
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