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segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Agir não agindo e não agir agindo
A realidade é perfeita mas não a sua experiência pelo homem e pelos demais seres. Por isso há que agir não agindo e não agir agindo.
Quem compreender que compreenda.
Quem compreender que compreenda.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O mundo oferecer-se-te-á para que seja desmascarado

Não é necessário que saias de casa. Fica à mesa e escuta. Não escutes sequer, espera apenas. Não esperes sequer, está completamente quieto e só. O mundo oferecer-se-te-á para que seja desmascarado, não tem outra escolha, serpeará perante ti em êxtase.
- Franz Kafka, Aforismos, 109, edição, apresentação e tradução de Álvaro Gonçalves, Lisboa, Assírio & Alvim, 2008, p.133 [tradução ligeiramente modificada].
domingo, 5 de outubro de 2008
Parabéns, actas e aforismos

Aos quatro, quase cinco, dias do mês de Outubro, no restaurante “X”, um grupo de amigos reuniu-se para celebrar o que ainda não era, mas estava prestes a ser: o aniversário do Paulo. Todos estiveram presentes, porque os que não estiveram, “estiveram” de outras formas mais elevadas e puras do que a representação mental. A reunião não tinha uma sequência de trabalhos e por isso não existiram os tradicionais pontos de ordem. Não houve pontos, houve declarações, exclamações e interrogações.
Mas, numa noite em que nada era e tudo quase podia ser, sugere a redactora desta acta que o lema fosse, roubando um título a Kierkegaard, “In Vino Veritas”. O lema, como tudo na noite, deve agradar a quase todos, menos a uma das participantes que desta vez quase bebeu como os outros. Mas só quase. O que se segue não obedece senão à ordem, sem ordem, que reinava, mas em muito se deve à atentíssima capacidade de concentração do seu primeiro redactor, que à falta de melhor, usou desse mui nobre papel que é a toalha da mesa. Com efeito, será por algum de nós guardado como um papiro, e/ou quiçá algum historiador das mentalidades não o tome um dia por uma peça de um preciso in folio de vidas privadas a discutir a vida pública. Res publica: 5 de Outubro. Como se pode verificar, só aparentemente fora do tempo e das circunstâncias. E da lógica.
Nesse sentido, o que a seguir se apresenta é um conjunto de aforismos, ou de frases que nos fizeram sorrir e esperar com alegria a chegada do dia 5 de Outubro. O que aqui se designa por “aforismos” resulta da livre expressão de vários autores, inspirados por aromas, perfumes e cores do supremo néctar dos deuses. Todas as taças se ergueram para saudar o Paulo. Mas, inspirado e feliz, o Paulo considerou que estas poderiam ser as premissas do renovado blog: A Nova Serpente. [Esta ideia suscitou muitos risos.] Saliente-se, desde já, que nem sempre, ou quase sempre os “aforismos” estão à altura de tudo aquilo que nos ensinou e é. Pelos menos os meus, redactora oficial, também, desta acta. Há, afinal quem tenha muitas actas como há quem tenha muitas “gactas”. Há quem realize muitos actos como quem há quem salve muitos “gactos”. E, nada mais havendo a relatar para tentar tornar perceptível o que não é, e sem termos da lei, porque o vinho os quase anula, seguem-se as fórmulas finais que o secretário mais sebastianista que alguma vez tive a meu lado recolheu para esta composição derradeira: que a todos agrade, faça sorrir e a alegria se possa espalhar como um dom com que a Terra nos celebra. Em especial ao Paulo.
Depois de tanto vinho a água. A última pergunta, de tão filosoficamente profunda, dada a riqueza semântica para que remete o conceito de “água”, deixou bloqueada as nossas frágeis mentes. A noite chegara ao fim. Ainda que eu, no instante em que termino este ofício, me apeteça muito dizer que tomo “água” como origem e fonte e deseje ao Paulo o “caminho de regresso”. Na água esconde-se a transparência de tudo e vê-se o sem fundo: o abismo onde se cai sem nada doer. Como a amizade que muitos e tantos lhe dedicam livres do vinho e da água, do branco e do escuro, para sempre o brindarmos espiritualmente. Muitos vivas ao Paulo!
A presente gacta foi redigida pela nossa mui querida Isabel Santiago, infelizmente devido a obstáculos de ordem informática que ainda não foram devidamente ultrapassados, foi-me incumbida a mim a missão de a postar, para deleite e regabofe de todos nós, excelso povo reinadio do Reino / República ( conforme as convicções individuais de cada um - democracia oblige) da Nova Serpente.
Mas, numa noite em que nada era e tudo quase podia ser, sugere a redactora desta acta que o lema fosse, roubando um título a Kierkegaard, “In Vino Veritas”. O lema, como tudo na noite, deve agradar a quase todos, menos a uma das participantes que desta vez quase bebeu como os outros. Mas só quase. O que se segue não obedece senão à ordem, sem ordem, que reinava, mas em muito se deve à atentíssima capacidade de concentração do seu primeiro redactor, que à falta de melhor, usou desse mui nobre papel que é a toalha da mesa. Com efeito, será por algum de nós guardado como um papiro, e/ou quiçá algum historiador das mentalidades não o tome um dia por uma peça de um preciso in folio de vidas privadas a discutir a vida pública. Res publica: 5 de Outubro. Como se pode verificar, só aparentemente fora do tempo e das circunstâncias. E da lógica.
Nesse sentido, o que a seguir se apresenta é um conjunto de aforismos, ou de frases que nos fizeram sorrir e esperar com alegria a chegada do dia 5 de Outubro. O que aqui se designa por “aforismos” resulta da livre expressão de vários autores, inspirados por aromas, perfumes e cores do supremo néctar dos deuses. Todas as taças se ergueram para saudar o Paulo. Mas, inspirado e feliz, o Paulo considerou que estas poderiam ser as premissas do renovado blog: A Nova Serpente. [Esta ideia suscitou muitos risos.] Saliente-se, desde já, que nem sempre, ou quase sempre os “aforismos” estão à altura de tudo aquilo que nos ensinou e é. Pelos menos os meus, redactora oficial, também, desta acta. Há, afinal quem tenha muitas actas como há quem tenha muitas “gactas”. Há quem realize muitos actos como quem há quem salve muitos “gactos”. E, nada mais havendo a relatar para tentar tornar perceptível o que não é, e sem termos da lei, porque o vinho os quase anula, seguem-se as fórmulas finais que o secretário mais sebastianista que alguma vez tive a meu lado recolheu para esta composição derradeira: que a todos agrade, faça sorrir e a alegria se possa espalhar como um dom com que a Terra nos celebra. Em especial ao Paulo.
1. A minha cara não é verosímil.
2. Eu prefiro vinho: a sério!...
3.Também quero!
4. Para ser perfeito é porque tem branco.
5. Não posso meter migas em cima dos aforismos.
6. O vinho branco é como o sétimo chackra: uma ausência que é uma presença. (aforismo deturpado, de torpeado).
7. Juro que ainda não estou bêbeda [correcção] ébria. 20:43.
8. Regra de três simples: Gacta está para gacto como acta está para acto. E esta é a solução para a crise financeira e Wall Street.
9.À décima garrafa é possível que me torne ministro da economia.
10. Que quer dizer “maîtrise”?
11. Não existe. O R., secretário-mor deste reino de “Pancas”, saltou do número dez para o aforismo doze.
12. Qual é a diferença entre “ser livre” e “estar em liberdade”?
13. Segunda regra de três simples: O Bom está para sai (supostamente bonsai) como o Mau está para entra.
14. Disseste feitiozinho? (…) e o açúcar?
15. Eu ruborizo: sou a ilustração de mim própria.
16. O amor dá fé.
17. Sou carneiro-aquário. E haverá aí água?
2. Eu prefiro vinho: a sério!...
3.Também quero!
4. Para ser perfeito é porque tem branco.
5. Não posso meter migas em cima dos aforismos.
6. O vinho branco é como o sétimo chackra: uma ausência que é uma presença. (aforismo deturpado, de torpeado).
7. Juro que ainda não estou bêbeda [correcção] ébria. 20:43.
8. Regra de três simples: Gacta está para gacto como acta está para acto. E esta é a solução para a crise financeira e Wall Street.
9.À décima garrafa é possível que me torne ministro da economia.
10. Que quer dizer “maîtrise”?
11. Não existe. O R., secretário-mor deste reino de “Pancas”, saltou do número dez para o aforismo doze.
12. Qual é a diferença entre “ser livre” e “estar em liberdade”?
13. Segunda regra de três simples: O Bom está para sai (supostamente bonsai) como o Mau está para entra.
14. Disseste feitiozinho? (…) e o açúcar?
15. Eu ruborizo: sou a ilustração de mim própria.
16. O amor dá fé.
17. Sou carneiro-aquário. E haverá aí água?
Depois de tanto vinho a água. A última pergunta, de tão filosoficamente profunda, dada a riqueza semântica para que remete o conceito de “água”, deixou bloqueada as nossas frágeis mentes. A noite chegara ao fim. Ainda que eu, no instante em que termino este ofício, me apeteça muito dizer que tomo “água” como origem e fonte e deseje ao Paulo o “caminho de regresso”. Na água esconde-se a transparência de tudo e vê-se o sem fundo: o abismo onde se cai sem nada doer. Como a amizade que muitos e tantos lhe dedicam livres do vinho e da água, do branco e do escuro, para sempre o brindarmos espiritualmente. Muitos vivas ao Paulo!
A presente gacta foi redigida pela nossa mui querida Isabel Santiago, infelizmente devido a obstáculos de ordem informática que ainda não foram devidamente ultrapassados, foi-me incumbida a mim a missão de a postar, para deleite e regabofe de todos nós, excelso povo reinadio do Reino / República ( conforme as convicções individuais de cada um - democracia oblige) da Nova Serpente.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Aforismos - Coisas de filósofos
Estamos mortos. As coisas aconteceram muito antes dos nossos pensamentos delas.
A Mente desperta é a Mente real.
Somos ecos. Sombras de ter havido.
Só os outros morrem. Nós nunca chegamos a nascer.
O infinito não mora aqui. Visita-nos. É tudo.
As coisas são corpo. É por isso que existem.
Nunca seremos senão silêncio. Sobre ele rodopiam as palavras, bailarinas cegas.
A Mente desperta é a Mente real.
Somos ecos. Sombras de ter havido.
Só os outros morrem. Nós nunca chegamos a nascer.
O infinito não mora aqui. Visita-nos. É tudo.
As coisas são corpo. É por isso que existem.
Nunca seremos senão silêncio. Sobre ele rodopiam as palavras, bailarinas cegas.
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