O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


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sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Não fundei a minha causa em Nada"

"Eu sou o proprietário da minha potência e sou-o quando me sei Único. No Único, o possuidor retorna ao Nada criador de onde saiu. Todo o Ser superior a Mim, seja Deus ou o Homem, fraqueja diante do sentimento da minha unicidade e empalidece ao sol desta consciência.
Se fundo a minha causa em Mim, o Único, ela repousa no seu criador efémero e perecível que se devora a si mesmo e posso dizer:
Não fundei a minha causa em Nada"

- Max Stirner, O Único e a sua Propriedade.